Meu filho prefere brincar sozinho: devo me preocupar?

24 Dezembro, 2020
O fato de que o seu filho prefere brincar sozinho não precisa ser um problema. Descubra em quais casos você deve se preocupar!

Brincar sozinho é essencial para o bom desenvolvimento de cada criança, principalmente durante os primeiros anos de vida, quando os pequenos começam a explorar o mundo e o ambiente ao seu redor.

Geralmente, aos três anos de idade, as dinâmicas de jogo mudam e as crianças, além de brincarem sozinhas, também começam a mostrar interesse em compartilhar o jogo com as outras crianças.

Mas o que acontece se o seu filho prefere brincar sozinho em vez de socializar com as outras crianças? Isso é um problema? Você deve se preocupar? Nas linhas a seguir, vamos abordar esse assunto.

No entanto, já podemos adiantar que não há uma resposta única para essas perguntas. Tudo depende de vários fatores relacionados com a criança em questão e a situação em que ela se encontra.

Meu filho prefere brincar sozinho

Os benefícios do jogo individual

As crianças que brincam de forma individual com frequência desenvolvem um alto nível de criatividade e imaginação, já que estão acostumadas a inventar histórias nas quais os seus brinquedos ou elas mesmas vivem uma infinidade de aventuras.

Além disso, por meio do jogo solitário, elas aprendem a se autoconhecer, a descobrir os próprios interesses e a construir um mundo interior amplo e diversificado, do qual podem desfrutar diariamente.

Outra vantagem desse tipo de jogo é que as crianças adquirem maior autonomia e independência ao interagirem sozinhas com o ambiente. Além disso, em todos os momentos, são elas mesmas que tomam todas as decisões e assumem as consequências. Esse fato é muito positivo para o desenvolvimento da responsabilidade e para a resolução de problemas.

Em suma, o jogo individual é muito enriquecedor para o desenvolvimento infantil, mas isso não significa que as crianças devam brincar sozinhas o tempo todo.

Assim como esse tipo de jogo é essencial para o crescimento e a aprendizagem das crianças, também é fundamental brincar na companhia de outras crianças de idades semelhantes, visto que brincar com outras crianças é a melhor forma de adquirir determinadas habilidades sociais e valores como, por exemplo, empatia, cooperação, negociação, trabalho em equipe, entre outros.

“Brincar não é uma pausa no aprendizado. É um aprendizado sem fim, charmoso, profundo, envolvente e prático. É a porta para o coração da criança”.

-Vince Gowmon-

Meu filho prefere brincar sozinho: devo me preocupar?

Se o seu filho prefere brincar sozinho em vez de compartilhar essa atividade lúdica com os colegas, a princípio, você não deve se preocupar demais com isso. Pode ser apenas uma fase.

Lembre-se de que cada criança é diferente da outra e segue o seu próprio ritmo. Talvez agora o seu filho não mostre grande entusiasmo para socializar com as outras pessoas, mas, com o tempo, não há nenhuma razão para que ele tenha dificuldades de socialização.

No entanto, a situação pode ser considerada um problema quando a criança reluta em brincar com as outras continuamente, seja no recreio, no parque, em festas de aniversário, etc. Nesses casos, é importante descobrir por que isso está acontecendo. Pode ser por timidez, falta de habilidade social ou por algum motivo mais sério que devemos tentar solucionar imediatamente.

Portanto, se o seu filho tem uma preferência pelo jogo individual, desde que seja de forma equilibrada e ele não manifeste comportamentos negativos diante da ideia de brincar com outras pessoas com frequência, você não deve ter nenhum tipo de preocupação.

Meu filho prefere brincar sozinho

A importância de brincar sozinho e em grupo

Em suma, conforme vimos até agora, por meio do jogo, as crianças adquirem uma infinidade de aptidões e habilidades úteis para a vida. De fato, conforme afirma o famoso pensador, psicopedagogo e cartunista italiano Francesco Tonucci:

“Todas as lições mais importantes da vida são aprendidas brincando.”

Então, como mãe ou pai, você sempre deve manter essa frase em mente e se certificar de que o seu filho goste de brincar sozinho, mas também de brincar acompanhado. Nenhuma forma deve substituir a outra, pois ambas devem ser complementares.

Portanto, é importante estimular os dois tipos de brincadeira, para que a criança possa se beneficiar das vantagens que cada uma proporciona para o seu bom desenvolvimento cognitivo e emocional.

  • Meneses-Montero, M. y Monge-Alvarado, M. Á. (2001). El juego en los niños: un enfoque teórico. Revista educación25(2), 113-124.