Histórias de ninar para garotas rebeldes

13 Abril, 2020
Os contos de fadas já não são o que costumavam ser. Histórias de ninar para garotas rebeldes quebrará estereótipos por meio das mulheres que deixaram a sua marca na história.
 

Desde pequenas, os contos de fadas são mostrados para as meninas, tanto nos filmes infantis quanto nos livros. De forma geral, essas histórias têm uma estrutura semelhante, com a mulher representada por uma princesa que sempre tem que esperar para ser salva por um príncipe.

No entanto, os tempos mudam e, com eles, evolui também tudo o que ocorre ao nosso redor. Atualmente, esses contos de fadas dos quais nós falamos mudaram, ou melhoraram, diante da importância de transmitir desde a infância a igualdade entre mulheres e homens.

No mundo atual em que vivemos, é essencial ensinar às crianças, desde pequenas, valores como o respeito ou a igualdade, pois apenas dessa maneira e desde a base, conseguiremos que tanto homens quanto mulheres convivam em igualdade de condições em todos os aspectos da vida.

A igualdade de gênero na literatura infantil

O empoderamento da mulher e a necessidade de uma igualdade de gênero chegou até mesmo à literatura infantil. Nesse sentido, essa ferramenta é pertinente para mostrar a realidade da igualdade e transmitir uma série de valores essenciais.

Histórias de ninar para garotas rebeldes: mãe lendo para os filhos

Assim, hoje queremos mostrar um livro que foi e continua sendo um sucesso de vendas pela simplicidade com a qual trata um tema tão importante quanto a igualdade de gênero.

 

Histórias de ninar para garotas rebeldes

Escrito por Elena Favilli e Francesca Cavallo, o sucesso desse livro fez com que ele já tenha sido traduzido para mais de 40 idiomas diferentes e, além disso, com que já tenham sido vendidas mais de um milhão de cópias em todo o mundo.

Nas suas páginas, nós encontramos 100 histórias de 100 mulheres reconhecidas no mundo por algumas de suas conquistas ou façanhas pessoais ou profissionais.

Acompanhando as suas histórias, contadas em forma de conto, começando todos com “era uma vez…”, as crianças saberão, então, sobre as vidas de 100 mulheres completamente diferentes, mas com uma coisa em comum: elas lutaram e alcançaram os seus sonhos.

Além disso, junto com os fantásticos textos em forma de contos infantis, acompanham ilustrações dessas mulheres desenhadas por sessenta ilustradoras de diferentes partes do mundo.

Princesas? Não, as meninas que queriam chegar em Marte

Astronautas, tenistas, juízas, chefs ou cientistas são alguns dos perfis de mulheres que serão encontradas nas páginas desse livro.

Frida Kahlo, Nina Simone, Coco Chanel ou Wangari Maathai esperam que as suas histórias sejam lidas pelos pequenos da casa e, dessa forma, consigam conscientizar do seu empoderamento. Um livro ideal, assim como o seu próprio título indica, para utilizar antes de ir dormir, já que a sua estrutura permite ler uma história por noite.

Histórias de ninar para garotas rebeldes: mãe lendo com a filha
 

Os valores transmitidos pelo livro

Todas as histórias das mulheres que estão nesse livro têm um único objetivo: que cada menina que as leia tenha força suficiente para lutar pelos seus sonhos até alcançá-los. Devido à variedade de mulheres que estão incluídas no livro, certamente as meninas terão algum nome com quem se identificar e saber, assim, que nada é impossível.

Embora seja recomendado para meninas de seis a doze anos, é um livro que pode ser utilizado com meninas de todas as idades, inclusive com jovens adolescentes, pois os valores e vivências que são transmitidos são essenciais em qualquer etapa da vida.

Apesar de ser dirigido principalmente para as meninas por causa da desigualdade de gênero que, às vezes, elas sofrem devido a uma série de fatores, é um livro ótimo para se trabalhar em sala de aula também com os meninos. Dessa maneira, eles estarão conscientes da importância da forma de como tratar as mulheres e do respeito e da igualdade que se deve ter com elas.

Histórias de ninar para garotas rebeldes 2

O sucesso do primeiro dos livros do qual falamos possibilitou, inclusive, a criação de uma comunidade chamada “Garotas rebeldes”, fazendo referência ao título do primeiro volume. Dessa comunidade e das contribuições dessas mulheres surgiram, então, 100 novas histórias de mulheres que as autoras quiseram incluir nesse segundo livro.

Assim, Beyoncé, J.K.Rowling ou Nefertiti são alguns dos exemplos de histórias que podemos conhecer nessa segunda parte. De fato, o sucesso do livro foi novamente espetacular ao manter a estrutura do anterior e sendo, novamente, ilustrado por 50 ilustradoras de todo o mundo.

 
  • Favilli, E & Cavallo, F. (2017). Cuentos de buenas noches para niñas rebeldes. Destino.
  • Favilli, E & Cavallo, F. (2018). Cuentos de buenas noches para niñas rebeldes 2. Destino.