Impetigo contagioso em crianças: causas e tratamento

· 30 de janeiro de 2019
O impetigo contagioso pode tornar-se complicado e levar a outras doenças mais sérias se o tratamento não for feito a tempo. No artigo a seguir, saberemos tudo sobre essa patologia.

O impetigo contagioso é uma infecção cutânea que pode ser observada frequentemente na infância, principalmente em crianças pré-escolares.

Essa patologia é dividida em dois tipos, impetigo bolhoso e impetigo não bolhoso, que constituem uma grande porcentagem de casos. Nós daremos mais detalhes sobre essa doença a seguir.

Formas clínicas de impetigo contagioso

Tanto o diagnóstico como o tratamento a ser indicado são determinados com base em critérios clínicos, principalmente na erupção cutânea, que é sua principal característica.

Existem dois tipos de impetigo contagioso, que serão explicados abaixo:

Impetigo bolhoso

Esse tipo de impetigo contagioso tem a característica de apresentar-se como bolhas superficiais de 5 a 30 mm de diâmetro, que podem facilmente romper-se e causar uma crosta fina descamativa.

Geralmente aparece no tronco ou nos genitais e, em casos raros, uma adenopatia regional pode ser observada.

Impetigo não bolhoso

O impetigo não bolhoso começa com o aparecimento de lesões vesiculares ou pustulosas de 1 a 4 mm de diâmetro, que podem romper-se com muita facilidade, dando origem a crostas melicéricas espessas.

Nesse caso, as lesões geralmente aparecem na face ou nas extremidades e podem causar coceira na região.

“Entre os sintomas do impetigo, pode estar a febre, mas ela não ocorre em todos os casos. Por outro lado, a criança apresenta um bom estado de saúde geral”

criança na piscina

Métodos de prevenção

O impetigo geralmente se espalha facilmente por não serem tomadas medidas preventivas e por não haver os hábitos de higiene adequados. Se a criança ainda não contraiu a doença, é essencial seguir algumas recomendações:

Recomendações para prevenir a infecção

  • Lave as mãos e tome banho continuamente.
  • Corte e mantenha as unhas do bebê limpas.
  • Seque a saliva do bebê corretamente para que não haja resíduos em torno de sua boca. Quando deixada por muito tempo, a saliva poder favorecer o aparecimento do impetigo.
  • Mantenha a pele hidratada com cremes indicados pelo pediatra.
  • Consulte o médico imediatamente se erupções cutâneas forem observadas.

Recomendações antes do contágio

  • Não compartilhe toalhas, roupas ou qualquer objeto pessoal com outra pessoa.
  • Não toque nem coce a pele lesada, isso pode piorá-la.
  • Lave as mãos sempre que houver contato com algum dos ferimentos.
  • Lave as roupas sempre depois de usá-las.

O impetigo tem uma incidência maior no verão e em situações com más condições de higiene.

mãe troca fralda do bebê

Tratamento

Ao observar o aparecimento de qualquer erupção cutânea no bebê, é essencial consultar o pediatra, que determinará o tratamento indicado para a criança.

Por outro lado, uma boa dieta é recomendada, o que ajudará a melhorar a condição da pele mais rapidamente.

Na alimentação, frutas ricas em vitamina A e C devem ser integradas, assim como alimentos que possam aumentar as defesas da criança, como é o caso do peixe. Toda a comida que a criança vai receber deve ser aprovada pelo médico.

Quanto ao tratamento farmacológico, este também deverá ser prescrito por um especialista, pois, ao se automedicar, as lesões podem piorar.

Prognóstico e complicações

A partir do momento em que o tratamento tem início, começa-se a observar uma melhora na pele e o desaparecimento das lesões entre 24 e 48 horas.

Na ausência de tratamento, o que pode piorar o prognóstico, as lesões começam a se tornar mais extensas no restante da pele. Entre as complicações que podemos encontrar estão:

  • Glomerulonefrite pós-estreptocócica: É um distúrbio renal que ocorre após a infecção. Ocorre nos pequenos vasos dos rins e é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de albuminúria ou o protótipo da síndrome nefrítica.
  • Nefrite: A nefrite é uma inflamação do rim, causada por infecções.
  • Invasão profunda: Por não ter um bom estado de saúde, as bactérias podem penetrar nas camadas superficiais da pele. Isso causa infecções, como celulite ou erisipela, com febre e mal-estar.

Às vezes, podemos pensar que as doenças de pele são mais difíceis de se espalharem. Mas não é bem assim, sua forma de contágio é muito grande. Por isso, devemos prestar atenção especial ao uso de objetos pessoais compartilhados e aos cuidados com a pele da criança.

  • Pérez C., Lilian, López B., Patricia, Barrios, Moema, Ulloa S., Raúl, Aguilera P., Sonia, Pefaur M., Cecilia, & Mayorga O., Clara. (2001). Etiología del impétigo infantil. Revista chilena de pediatría72(3), 199-203. https://dx.doi.org/10.4067/S0370-41062001000300003. López Rodríguez, I. A. (2015). Factores causantes del impétigo en niños menores de 5 años, usuarios del Centro de Salud Arajuno, Provincia De Pastaza. Año 2013-2014 (Bachelor's thesis, Loja).