Incubadora: o que é e como funciona

· 26 de março de 2018
A incubadora oferece um ambiente propício e livre de ameaças para que o bebê prematuro, com baixo peso ou outras deficiências complete seu amadurecimento. As incubadoras atuais contam com sistemas de controle que permitem acompanhar minuto a minuto a evolução do recém-nascido.

Todo mundo já viu em algum momento de sua vida uma incubadora e sabe bem a sua função. Neste artigo, vamos detalhar como trabalha exatamente esse maravilhoso artefato, que reduziu os casos de mortalidade infantil consideravelmente, sobretudo, nos países menos desenvolvidos.

A incubadora é uma câmara fechada que tem a finalidade de proporcionar um ambiente propício ao amadurecimento dos bebês prematuros ou recém-nascidos. É fabricado com material transparente, possui um acolchoamento onde o bebê se deita e conta com entradas de ar e janelas.

Além disso, incluem sistemas de controle que permitem saber em tempo real o peso, a frequência cardíaca e a atividade cerebral da criança. Isso significa que indicam minuto a minuto como o organismo do bebê está funcionando.

Funções da incubadora

Existem determinadas características que a incubadora deve ter para poder cumprir seu objetivo de maneira eficaz. Estas são as principais:

  • Servo controle: é um sensor que fica grudado na pele do bebê para medir sua temperatura. Se estiver baixa, automaticamente a incubadora emite calor. Se estiver alta, ele faz o contrário.
  • Isolamento: uma das obrigações essenciais desses aparelhos. Os filtros de ar que existem na incubadora afastam germes e alérgenos que há no enterior. Por isso, é um elemento tão importante para bebês com problemas no sistema imunológico.
bebê prematuro incubado

  • Sensores de umidade: da mesma forma que controla a temperatura, mede a umidade no interior da incubadora. Se houver pouca umidade, pode levar à desidratação do bebê.
  • Fonte de oxigênio: com o objetivo de prevenir doenças respiratórias nos recém-nascidos, a incubadora oferece um ambiente com muito oxigênio.
  • Respiração assistida: em casos graves nos quais os bebês não conseguem respirar por conta própria, eles ficam incubados e se coloca uma bomba que lhes ajuda a completar esse processo mecanicamente.
  • Raios UV: a luz ultravioleta da incubadora – que é ministrada em quantidades moderadas – serve para ativar a vitamina D endógena e para combater a icterícia, que é a coloração amarelada percebida na pele de alguns recém-nascidos.

“Um bebê é a opinião de Deus de que o mundo deve seguir em frente”

Quando se coloca o bebê na incubadora?

Como afirmamos anteriormente, a incubadora possui ferramentas fundamentais para o controle das funções do recém-nascido. Além disso, permite afastá-lo das ameaças do meio ambiente que podem causar complicações nesses seres tão pequenos e, muitas vezes, indefesos. 

Os casos mais comuns em que se faz necessário colocar o bebê em uma incubadora são estes:

  • Nascimento de bebês prematurosum bebê é considerado prematuro quando não ultrapassou as 37 semanas de gravidez. Isso pode ser causado por diversos motivos, como pressão arterial elevada da mãe ou complicações na fase final da gravidez. A incubadora permite que o bebê se desenvolva completamente.
  • Baixo peso ao nascer: Considera-se que um bebê está com baixo peso quando tem menos de 2,5 kg ao nascer. Tanto se for um nascimento normal ou prematuro, a incubadora se encarrega de proteger o bebê e de administrar por via oral ou mediante via intravenosa os nutrientes que o seu corpo necessita. 
  • Dificuldades para manter a temperatura corporal: como a incubadora possui uma temperatura constante, ela permite suplantar esse problema.
  • Deficiências no sistema imunológico: até que desenvolvam a capacidade de autodefesa contra os agentes patógenos, os bebês – geralmente os prematuros – são mantidos nesse ambiente livre de germes e micróbios que podem representar uma ameaça para a saúde.
recém nascido na incubadora

No entanto, também pode ser devido a outras circunstâncias que o bebê precise ficar nesse período em uma incubadora:

  • Fragilidade óssea ou fraqueza muscular.
  • Falta de desenvolvimento dos pulmões.
  • Déficit de desenvolvimento neurossensorial. 
  • Ausência de reflexo de sucção, o que impede o bebê de se alimentar sozinho.

O que fazer se o meu bebê tiver que ficar em uma incubadora

Primeiramente, os pais devem considerar que quando um bebê está em uma incubadora está muito bem cuidado. O controle é constante e as suas necessidades são plenamente atendidas, por isso, não se preocupe.

Além disso, o fato de que ele precise ficar alguns dias na incubadora não significa que esteja com a saúde em risco. Muitas vezes, usa-se a incubadora como um período de “adaptação ao mundo”. Uma vez que o bebê termine de se desenvolver adequadamente, poderá voltar a vida normal.

Por fim, o horário de visitas depende da instituição e também da situação de saúde de cada bebê. A sessão de neonatologia costuma ser muito rígida, por isso, costumam permitir somente as visitas minimamente indispensáveis.

Procure manter a calma e ser paciente: logo você poderá aproveitar cada minuto do seu dia com o seu filho e vocês poderão ter uma vida completamente normal.