Mamãe, não vá embora! A ansiedade da separação das crianças

· 28 de julho de 2018
A ansiedade da separação é responsável pelos "ataques" de algumas crianças, geralmente entre o primeiro e o segundo ano de vida.

Às vezes, crianças com ansiedade de separação podem apresentar algumas alterações como vômitos, falta de ar, pesadelos frequentes e o medo de dormir sozinha. Esses são sintomas de pânico e devem ser revistos e levados à supervisão de psicólogos e especialistas.

No entanto, a ansiedade da separação que maioria das crianças sofrem é passageira e costuma terminar quando os pais aprendem a lidar com a situação.

Uma criança com ansiedade de separação chora ou fica rebelde quando ele se dá conta da ausência dos seus pais. Não importa se eles foram trabalhar ou se eles estão na sala ao lado. Para ela, o que importa é que eles não estão por perto.

O mesmo acontece quando a criança tem que de ficar com outras pessoas. Quando lhe contam que vão deixá-la, ela agarra imediatamente o pescoço da mamãe, as calças papai e grita o quanto puder para expressar a sua angústia.

Existem crianças que nunca sentem a ansiedade de separação. Em outras crianças, pode ser que esse comportamento seja estendido até que atinjam a idade escolar. Para um terceiro grupo, essa fase termina quando se conscientizam de que elas estão protegidas sob a supervisão de adultos e que seus pais sempre voltam no final.

ansiedade de separação

Ajuda para as mamães que precisam deixar seu filho na creche

Mamãe, se você já sabe que seu filho sofre de ansiedade de separação, existem muitos métodos para lidar com isso. Nós lhe recomendaremos um:

Evite situações estressantes e bruscas. Não o deixe sozinho quando estiver chorando. Também não vá embora pensando que ele vai se acalmar algumas horas depois porque, afinal, “nenhuma criança passa o dia todo chorando.”

Siga nossos conselhos. Se você tiver que trabalhar e precisar deixar seu filho em uma creche:

Faça com que ele queira conhecer o lugar

Algumas semanas antes de ter que deixar o seu filho na creche o dia inteiro, faça uma visita juntos. Na primeira vez, conte para ele sobre um lugar especial onde há muitas crianças e brinquedos para se divertir.

Passe pela creche e mostre como as crianças ali estão felizes quando fazem atividades junto com as cuidadoras. Não é necessário que entrem e nem que se aproximem muito. Basta que seu filho veja o que acontece lá dentro. Esse momento pode ser relembrado quanto vocês estiverem em casa comentando com a família sobre esse lugar especial que viram.

No dia seguinte, você pode fazer a mesma coisa. Se ele quiser, vocês podem se aproximar um pouco mais e ver os brinquedos um pouco mais de perto e ouvir as músicas das cuidadoras. Porém, se ele ainda não quiser se aproximar, não force a barra. O importante é que seu filho veja que nesse lugar as crianças estão muito bem e se divertem. Em casa ou em qualquer outro momento você deve comentar sobre essas visitas.

À medida que os dias passam, você pode ir avançando nessa tarefa. Podem se aproximar mais, entrar na creche, pegar um brinquedo, sentar e participar das brincadeiras, fazer contato com outras crianças e com as cuidadoras…

Faça com que ele queira voltar para a creche

Quando seu filho já não rejeitar mais o lugar e quiser voltar lá para ver as outras crianças, recomendamos que vocês passem para a segunda fase. Essa fase consiste em ficar lá pelo menos uma hora. Nesse tempo, vocês dois devem participar das atividades.

Saia um pouco do campo visual da criança

Se seu filho se sentir bem em ficar na creche durante essa hora, você deve deixá-lo sozinho por alguns momentos.

Saia do seu campo visual, mas sem se separar muito. Nas primeiras vezes, ele vai notar muito rápido que você saiu e vai começar a chorar. Quando isso acontecer o chame e diga-lhe que você está ali. Mas sem dar na cara que você só chamou porque viu que ele estava triste. Melhor dizer: “Olha que brinquedo legal!” ou corra em ziguezague para que ele pense que é uma brincadeira.

Faça isso quantas vezes for necessário.

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Desvie a atenção do seu filho

Alcançar a independência nas brincadeiras é importante para que seu filho vá se afastando da necessidade de estar sempre ao seu lado.

Pare de brincar com ele, mas continue perto. Invente a sua própria diversão e não preste muita atenção no seu filho. Uma tática é montar um quebra-cabeças, por exemplo.

As cuidadoras podem lhe ajudar muito nessa situação. Nesse momento, a criança pode ver que você está brincando, mas que está muito concentrada. As cuidadoras podem começar a cantar, fazer uma roda com todas as crianças, fazer perguntas sobre como fazem os animais ou desenvolver qualquer outro tipo de exercício que reúna todo o grupo.

Sempre que seu filho ver que o seu brinquedo não é divertido e que você não lhe dá atenção, e pelo contrário, a atividade que está acontecendo ali no ambiente parece ser muito mais divertida, ele naturalmente vai se juntar ao resto do grupo.

Claro, ele ainda não se esquecerá de que você está ali. De tempos em tempos vai dar uma olhadinha para ver se você continua no mesmo lugar e até mesmo se aproximar em um momento ou outro. Nesse momento, ele já se sentirá mais à vontade como parte do grupo de crianças e estará mais integrado nas atividades da creche.

Aos poucos a ansiedade de separação vai embora

À medida que os dias passam você vai perceber que seu filho está começando a gostar das cuidadoras e se sente bem ao compartilhar o espaço e o tempo com as outras crianças. Você não fará muita falta e nem o tempo ao seu lado serão atraentes como antes. Nesse momento ele está pronto para ficar sozinho.

A primeira vez que você o deixar sozinho será apenas por algumas horas. Certamente você ficará escondida atrás de uma árvore para ver quanto tempo ele leva para se acalmar e se certificar de que ele não está sofrendo muito. Porém, vai chegar uma hora que você terá que ir trabalhar, e seu filho (assim como você) se acalmará e será integrado na brincadeira.

A agitação do dia a dia e os horários do novo lugar certamente farão com que ele se distraia de maneira que vai até esquecer que você existe. Bom, pelo menos até à tarde, quando chegar a hora de ir buscá-lo.