Mastite durante a amamentação: efeitos no lactente

4 de julho de 2019
No período da amamentação, algumas situações desconfortáveis e com alguns riscos para a mãe e para o bebê lactente podem surgir. Uma delas é a mastite, que traz consigo dores para a mãe, desconforto para o lactente e sintomas de obsessão e ansiedade.

A mastite durante a amamentação é uma condição bastante comum que ocorre com as mulheres. A mulher sofre, e não apenas fisicamente. À dor aguda se soma uma preocupação pelos efeitos da mastite no lactente. Às vezes, isso se torna uma obsessão que gera muita ansiedade.

A mãe é ciente da importância do leite materno para o bebê. Portanto, tudo o que ameaça a possibilidade de amamentar o filho a deixa nervosa. Por isso, consultar o médico sempre é uma medida segura.

Por que a mastite ocorre?

A mastite é uma inflamação da glândula mamária que aparece devido a uma infecção. Quais são as causas da infecção das mamas que provoca a mastite durante a amamentação?

  • Às vezes as mamas são infectadas por micróbios que penetram através de rachaduras no mamilo ou de pequenas lesões imperceptíveis. As mamas podem ser feridas através da ação de sugar realizada pelo bebê.
    • Esta é uma causa muito comum de mastite. O ‘Staphylococcus aureus’ é o agente mais comum nos casos de mastite.
  • Há um tipo de mastite causada por bactérias da pele que se deslocam para o interior das mamas.
  • Outras vezes, é o próprio leite materno que causa a inflamação, ao se estagnar dentro dos ductos mamários.
    • Isso ocorre quando a mulher produz muito leite e o bebê toma uma pequena quantidade. Assim, a mama não é completamente esvaziada. O leite permanece estagnado e se torna a causa da infecção e da mastite.
  • As baixas defesas da mulher também são um fator que pode contribuir. O estresse e uma dieta que não seja equilibrada podem causar um enfraquecimento temporário do sistema imunológico. A mulher fica, portanto, mais vulnerável a infecções.
Por que a mastite ocorre

Quais são os efeitos da mastite para o lactente?

Na prática, essa patologia também pode ter efeitos sobre a criança lactente. Como a mastite é uma infecção, sempre há agentes nocivos que estão presentes e exercem a sua ação prejudicial.

Portanto, o leite que vem de uma glândula mastítica terá uma maior concentração desses micróbios. Esses germes passam para o bebê quando ele toma o leite.

Os cientistas ainda não encontraram efeitos da mastite no lactente que possam ser apontados como causas de doenças. Já foi comprovado que as crianças que foram alimentadas com leite de mamas com mastite durante alguns meses tiveram um desenvolvimento normal e saudável.

Embora não haja problemas de saúde na criança ao ingerir leite mastítico, há desconforto tanto para a mãe quanto para a criança.

A mulher sentirá uma dor intensa quando a criança sugar. E o bebê, por sua vez, ficará incomodado porque o leite não vai sair com a fluidez de sempre. Talvez ele também possa notar uma mudança no sabor, já que o leite mastítico é um pouco mais salgado.

“Tudo o que ameaça a possibilidade de amamentar o filho deixa a mãe nervosa; Por isso, consultar o médico sempre é uma medida segura.”

Mastite grave

Nos casos de mastite grave, a mama pode ficar obstruída e o leite pode parar de sair. Assim, o chamado ‘leite empedrado’ é formado. Esse é um dos efeitos da mastite que mais afeta o lactente, já que ele não consegue mais mamar.

É um fato que a criança passará de calma e relaxada para irritada. As mamadas serão mais longas e mais frequentes, porque menos leite será extraído de cada vez.

É importante consultar o médico, porque às vezes a continuidade da amamentação apesar da mastite impede a cicatrização da mama. O profissional tem os elementos para avaliar cada situação e sugerir um tratamento. Além disso, ele sempre vai tentar a evitar o desmame, que só é recomendado em casos extremos.

Mastite durante a amamentação

Prevenção da mastite

Existem algumas medidas de profilaxia que ajudam a prevenir a mastite:

  • Alimentação saudável. É aconselhável consumir alimentos ricos em vitaminas e minerais.
  • Higiene cuidadosa do corpo.
  • O esvaziamento das mamas é importante, pois é necessário evitar que o leite fique estagnado nos ductos. Portanto, se o bebê não consumir todo o leite, o restante deve ser extraído.
  • Acostumar a criança a pegar o peito corretamente.
  • Não usar sutiãs apertados.
  • Massagear as mamas se notar algum endurecimento.

A conclusão para todos os itens acima é a de que a mãe que está amamentando o filho deve continuar a fazer isso apesar da mastite. Os efeitos da mastite no lactente não vão além da irritabilidade e de um pouco de frustração.