Maternidade: Tudo tem seu o lado positivo

16 Outubro, 2017

A maternidade traz um lindo papel e uma nova bela etapa na vida de qualquer pessoa. Certamente, alguns dias apenas destacarão os aspectos que são considerados “negativos”. Descanso escasso, cansaço abundante, poucas horas e mil atividades.

No entanto, mesmo nos “lados B” da maternidade sempre haverá um lado positivo a ser destacado. Afinal ter um filho é uma benção que se manifesta mesmo nas coisas que mais incomodam. Devemos simplesmente descobri-las e valorizá-las. Aqui no Sou Mamãe falaremos sobre isso.

A seguir lhe propomos analisar os últimos anos de sua vida ao lado dessas adoráveis criaturinhas. Você provavelmente sente que foram cansativos, intensos e difíceis. No entanto, também foram anos divertidos, diferentes e de puro aprendizado. Você não se sente feliz e afortunada por ter esse ser, que ilumina suas manhãs todos os dias da sua vida?

“O amor de uma mãe é paciente e compreensivo. Quando todos os outros lhe abandonam, esse amor nunca falha ou hesita, mesmo que seu coração esteja quebrando.”

-Helen Rice-

O lado positivo da maternidade

pai, mãe e bebê deitados na cama

 

Muitas vezes a maternidade é relacionada a uma infinidade de aspectos negativos, além do sacrifício e esforço diários que são capazes de colocar qualquer pessoa em crise. Você sabe bem disso, e mesmo assim é capaz de atravessar as tempestades emocionais mais intensas.

Você também sabe que pode fazer tudo isso melhor do que ninguém pelas seguintes razões:

  • O nascimento do amor incondicional. Você descobre em seu coração uma nova maneira de amar em sua vida. Um amor sem limites, eterno, puro e verdadeiro invade você e não consegue controlá-lo. É a união mais poderosa dos corações e o vínculo mais intenso e especial que você pode experimentar.
  • A descoberta de sua imensa paciência. Uma habilidade que você costumava ignorar. Você provavelmente acreditava que não tinha tal virtude, e que a força da maternidade foi construindo. Agora você não só conhece essa paciência, mas também a aplica em todos os aspectos da construção da aprendizagem do seu filho. Especialmente em momentos de birras, quando você educa seu filho emocionalmente com base neste dom.
  • A simples redefinição das prioridades. As unhas, o cabelo, as roupas e outros aspectos femininos já não fazem parte dos seus principais objetivos. Hoje você coloca em primeiro lugar tudo o que esteja relacionado aos filhos. O seu propósito é a felicidade deles. É assim que você começa a compreender que existe algo mais importante do que si mesma.
  • Construir o futuro. Assumindo a maternidade de forma responsável você luta sempre para um melhor amanhã. Não só para o seu filho, mas também para toda a humanidade. Você começa a compreender perfeitamente que este presente que está diante de seus olhos levará consigo valores que terão impacto no futuro.
  • Um novo olhar sobre a vida. Desde que se tornou mãe você começou a ver as coisas de uma maneira diferente no dia-a-dia. A vida faz sentido. Você percebe e aprecia intensamente todos os detalhes que envolvem a maternidade, esse momento extraordinário na vida de uma mulher. Sente e reconhece a felicidade e a riqueza da sua vida diária.

O “lado B” do sacrifício

Quanto ao lado B, muitas mães pensarão logo nas tremendas noites de sono, birras, hiperatividade; ter o filho grudado até na hora de fazer as necessidades fisiológicas. E claro, a lista não para por aí. No entanto, todas as vantagens que estão escondidas nessas situações acabam passando despercebidas. Aprenda a vê-las!

  • Menos horas de sono, mais tempo ao seu lado. Longas noites tentando acalmar e confortar o seu filho, talvez alternando entre os momentos de choro e os de perder a paciência. Cansada, exausta e devastada. Acalme-se e pense no lado positivo: mais tempo para aproveitar com o seu filho. Tudo o que ele quer é receber esses mimos, que tanto ama e que você tanto gosta de dar.
  • Menos tempo sozinha, mais tempo com a melhor companhia. Talvez em alguns dias ruins lhe irritará ter a criança grudada como uma sombra. Mas acredite, essa é a prova concreta de que você nunca mais estará sozinha. Além disso, você tem a melhor companhia possível. Inquebrável e incondicional, como ninguém. Você tem junto de si o seu maior admirador.
  • Birras e escândalos? A melhor desculpa para mimar a criança. Mesmo aqueles momentos críticos em que tudo parece sair do controle, são ideais para construir as melhores bases da infância. Aproveite esses momentos para estabelecer e reforçar o vínculo com o seu filho, fortalecer a comunicação e desenvolver a sua inteligência emocional. Acima de tudo, o abrace e o beije bastante.
  • Ele não fica parado por um segundo! É uma criança saudável! Quando você acha que tem um filho barulhento, inquieto e rebelde, considere-se uma mulher de sorte. Se a criança não pudesse manifestar sua plenitude e felicidade dessa maneira, no fundo haveria algum problema. Veja o lado positivo de todas as situações.

A maternidade, um lugar maravilhoso

 

Sem sombra de dúvidas, a maternidade é capaz de dar uma incrível força mental, física e espiritual. Parece até mentira quando você se dá conta de tudo o que conseguiu fazer para proporcionar o bem estar dos filhos. Precisamente, essas criaturinhas são a sua fonte de inspiração e motivação.

Você entenderá o que é viver livre dos preconceitos sociais que foram inseridos em sua cabeça com o passar dos anos. Cantar, pintar, correr, comer guloseimas, dançar na chuva e brincar com argila são atividades que você não deixará de aproveitar e de desfrutar.

Valorize as coisas mais simples da vida, aprendendo com os seus pequeninos que são ricos com muito pouco. Você aprende que o que é valioso não é medido pelo seu valor material. Um olhar de amor, o sorriso do seu filho pela manhã, o amor sincero e profundo, ou o frescor e a inocência inestimável do seu bebê valem mais do que o ouro.

  • Bowlby, J. (1986). Vínculos afectivos: formación, desarrollo y pérdida. Madrid: Morata.
  • Bowlby, J. (1995). Teoría del apego. Lebovici, Weil-HalpernF.
  • Garrido-Rojas, L. (2006). Apego, emoción y regulación emocional. Implicaciones para la salud. Revista latinoamericana de psicología, 38(3), 493-507. https://www.redalyc.org/pdf/805/80538304.pdf
  • Marrone, M., Diamond, N., Juri, L., & Bleichmar, H. (2001). La teoría del apego: un enfoque actual. Madrid: Psimática.
  • Moneta, M. (2003). El Apego. Aspectos clínicos y psicobiológicos de la díada madre-hijo. Santiago: Cuatro Vientos.