Métodos contraceptivos não hormonais

Você sabia que existem métodos contraceptivos não hormonais? Se seu médico recomendou que você utilize esse tipo de método contraceptivo, ou se você simplesmente tem curiosidade de saber do que se trata, preste atenção porque neste artigo vamos contar tudo o que você precisa saber sobre esse tema.

Fique tranquila, é mais simples do que parece!

Apesar de atingirem o objetivo de prevenir a gravidez, muitos métodos contraceptivos hormonais podem deixar sequelas nas mulheres, pois se tratam de hormônios sintéticos.

O que realmente são os métodos contraceptivos não hormonais?

Os métodos contraceptivos não hormonais são aqueles que cumprem sua função de evitar a fertilização do óvulo pelo espermatozoide, sem que isso intervenha de qualquer maneira no ciclo menstrual da mulher. Isso significa que são métodos contraceptivos menos invasivos para o corpo feminino.

Sabe-se que 62% das mulheres entre 15 e 44 anos usam algum método contraceptivo. Sendo os mais populares os seguintes:

  • A pílula (método hormonal)
  • O preservativo (não hormonal) – tanto feminino quanto masculino
  • Os métodos de planejamento e cirúrgicos, que não têm hormônios e também são muito utilizados.

 Como esses métodos contraceptivos agem?

Em geral, esses métodos contraceptivos agem como uma barreira. Sua função é impedir o contato entre o óvulo e o espermatozoide. Essa barreira pode ocorrer de diferentes maneiras. Além disso, algumas vezes os métodos são reforçados com espermicida.

Outros tipos de contraceptivos sem hormônios são o métodos de planejamento. Eles nos indicam quando devemos evitar ter relações sexuais de acordo com a fase do ciclo menstrual em que estamos.

Por outro lado, os métodos cirúrgicos são mais eficazes que os de planejamento e, além disso, costumam ser permanentes.

Embora possam chegar a ser bastante eficientes, os métodos contraceptivos não hormonais têm algumas desvantagens. A seguir vamos contar quais são as vantagens e as desvantagens do uso dos métodos contraceptivos não hormonais.

Dicas, vantagens e desvantagens

Em alguns casos, o mais recomendável é usar contraceptivos não hormonais. Contudo, embora pareçam bem seguros, esse tipo de método pode envolver certos riscos. A seguir explicamos detalhadamente as vantagens e as desvantagens de cada método.

O preservativo masculino

O preservativo ou a camisinha masculina é um envoltório de látex que impede a passagem dos espermatozoides para dentro do útero. Ele tem 99% de eficiência na prevenção da gravidez. Sua principal vantagem, além da eficiência contraceptiva, é que protege contra doenças sexualmente transmissíveis.

Suas desvantagens estão relacionadas ao uso. Diferentemente de outros métodos que agem permanentemente, este deve ser colocado sempre que se iniciar uma relação sexual e deve ser substituído quantas vezes for necessário. Devido à sua composição e ao seu design pode sofrer algum dano que o faça perder sua eficiência.

O preservativo feminino

Assim como a camisinha masculina, consiste em um envoltório de látex que impede a passagem dos espermatozoides em direção ao óvulo. E também protege contra doenças sexualmente transmissíveis. Em geral, sua reutilização é totalmente contraindicada. 

As desvantagens desse método contraceptivo é que há grande desinformação à respeito. Por outro lado, existem muitos tabus na sociedade sobre o uso de camisinhas femininas. Sua principal desvantagem é a dificuldade para colocar. No entanto, isso varia de mulher para mulher.

Diafragma

O diafragma é um círculo de látex que é colocado dentro da vagina antes da relação sexual. Sua principal vantagem é que a mulher tem o controle sobre a sua colocação. Além disso, ele cobre o colo do útero por completo.

Sua desvantagem está relacionada ao fato de que não protege contra doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, deve permanecer no corpo durante algumas horas após a relação. E só é considerado realmente efetivo quando combinado com algum espermicida.

DIU de cobre

Trata-se de um método mais invasivo e permanente (duração de 5 a 10 anos). Trata-se de um objeto, fabricado com plástico e cobre, que é colocado no colo do útero. Sua função é atacar os espermatozoides com o objetivo de impedi-los de chegar ao óvulo. Também libera partículas de cobre que impedem a aderência de um óvulo fecundado.

Entre suas vantagens estão o fato de poder colocá-lo e “esquecer” que estamos com ele por muito tempo. Têm uma eficiência de entre 97 e 99%. No entanto, uma desvantagem é que não previne contra doenças sexualmente transmissíveis.

E também é um risco para mulheres que desejam ser mães, pois sua aderência pode deixar o colo do útero mais estreito, provocando problemas de fertilidade ou na hora de dar à luz por via vaginal.e

Esterilização masculina e feminina

A esterilização é um processo cirúrgico, que funciona como método contraceptivo sem hormônios. Nos homens, é conhecida como vasectomia, a qual é permanente e realizada para evitar a passagem do esperma para o sêmen.

Sua principal vantagem é a eficiência contraceptiva. Outros benefícios são que não impede a ejaculação nem afeta a virilidade.

Por sua vez, a esterilização feminina é um processo que isola os ovários do útero e, portanto, os óvulos não conseguem mais chegar até ele. Tal procedimento cirúrgico tem uma eficiência de 99%. Além disso, pode ser revertido se assim se desejar.

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A esponja

Trata-se de uma esponja sintética cheia de espermicida. Ela bloqueia o colo do útero, absorve o sêmen e combate o esperma. Uma das suas vantagens é a eficiência, que varia entre 89 e 91%. E além disso pode ser colocada pela mulher.

Entre suas desvantagens estão o fato de que em mulheres que já foram mães uma vez, a eficiência cai para 68%. Também não protege contra doenças sexualmente transmissíveis e deve ficar no corpo por pelo menos 6 horas após o ato sexual.

Outra opção: o planejamento natural

Esse método não inclui hormônios e, além disso, não requer a utilização de nenhum produto especial ou procedimento cirúrgico. O planejamento natural consiste em programar nossa atividade sexual dependendo da fase do nosso ciclo.

O propósito é evitar manter relações sexuais nos dias férteis. É um método eficiente apenas quando nosso ciclo é regular. No entanto, existem muitos riscos de imprecisão que dependem da natureza.

Além do método de abstinência periódica, outros métodos de planejamento natural são:

  • O coito interrompido (método que consiste em ejacular fora da vagina).
  • A amamentação prolongada (quando a mulher alimenta o bebê apenas dando o seio, ela pode ficar até seis meses sem ovular).

Nenhum desses métodos de planejamento natural são considerados totalmente eficientes. 

Por sua vez, os produtos contraceptivos sem hormônios cumprem a mesma função, ao mesmo tempo em que cuidam de outros aspectos da saúde. No entanto, nem sempre são tão efetivos e simples quanto podem ser os métodos hormonais.

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