Como prevenir o HPV?

5 de agosto de 2018

O Vírus do Papiloma Humano (HPV) consiste em uma doença silenciosa, mas tão nociva como qualquer outra. É um bacilo de alta prevalência mas com poucas manifestações. Esse vírus costuma estar associado ao câncer de colo do útero.

Trata-se da doença de transmissão sexual mais comum no mundo todo. Atualmente há aproximadamente 600 milhões de pessoas infectadas no mundo. Os especialistas afirmam que pelo menos metade das pessoas sexualmente ativas vai contrair HPV em algum momento na vida.

Felizmente, grande parte das infecções causadas pelo Vírus do Papiloma Humano desaparece sozinha. No entanto, nos poucos casos em que o germe permanece, a doença pode causar graves e complexos problemas de saúde.

Mas o que é o HPV e quais são seus sintomas? Há alguma forma de prevenir? Qual é o tratamento e por que é tão importante conscientizar a população sobre esse mal que atinge a sociedade? Descubra as respostas e repasse esse artigo de grande importância para homens e mulheres do mundo inteiro.

Tipos de HPV

De acordo com inúmeras pesquisas científicas elaboradas em torno dessa preocupante doença, existem mais de 100 tipos de vírus capazes de causar o HPV. Alguns deles podem se transformar em casos de câncer se, na falta de acompanhamento e tratamento adequados, eles evoluírem com o passar do tempo.

De fato, de acordo com as estatísticas de 2008, os diferentes tipos do Vírus do Papiloma Humano causaram mundialmente cerca de 610 mil casos de câncer por ano. Desses casos, aproximadamente 530 mil estavam localizados no colo do útero, 24 mil na região anal, 22 mil na faringe, 12 mil na vulva, 11 mil no pênis e 9 mil na vagina.

No entanto, é preciso esclarecer que existem basicamente dois tipos de HPV: o de baixo risco e o de alto risco. Aquelas linhagens de vírus que só causam verrugas na região genital ou anal e tendem a desaparecer sozinhas, sem causar maiores danos, são considerados “de baixo risco”.

Dentro desse grupo mais “leve” estão os vírus dos tipos 6 e 11. Geralmente, esses dois tipos são responsáveis por 90% dos casos em que as verrugas genitais aparecem tanto em homens como em mulheres. Esse vírus não faz discriminação de sexo nem de idade.

HPV

No entanto, os outros tipos de HPV genital estão diretamente associados aos cânceres masculinos e femininos. Por isso, são considerados de “alto risco”. Entre eles, os que frequentemente se associam à doenças oncológicas no colo do útero são os subtipos 16 e 18.

Vírus do Papiloma Humano: como diagnosticar?

Geralmente, o HPV não apresenta sintomas. Salvo quando se trata de um subtipo capaz de causar consequências externas tais como verrugas genitais. Por isso, esse vírus neutro em relação ao gênero é muito difícil de diagnosticar.

Nas mulheres, o micróbio infecta o trato genital inferior, ou seja, vulva, vagina, colo uterino e região perianal. Em contrapartida, apesar da porcentagem de infecção masculina ser menor, quase 30 tipos de HPV infectam a região genital dos homens, provocando lesões na glande, no prepúcio, no corpo do pênis, na uretra e na região perianal.

Por esse motivo, tanto médicos quanto pesquisadores recomendam insistentemente realizar pelo menos uma consulta ginecológica anual a fim de realizar as opções mais tradicionais de diagnóstico precoce dessa doença tão perigosa.

Para detectar a doença, é preciso fazer dois exames que são realizados simultaneamente: o Papanicolau e a Colposcopia. O primeiro permite detectar o HPV no colo uterino ao observar as células anormais. Já o segundo oferece informações complementares e indica possíveis lesões.

No entanto, atualmente existem outras técnicas bastante inovadoras a partir das quais é possível saber o tipo individual do vírus, como, por exemplo, a reação em Cadeia da Polimerase. Nessa técnica, estuda-se a secreção extraída do útero ou de algum outro tecido.

HPV

Como prevenir seu aparecimento?

O HPV é transmitido mais frequentemente durante as relações sexuais vaginais e anais. Mas também pode ser transmitido por meio do sexo oral e ao encostar nos genitais. Nesse caso, as preferências sexuais não importam. Pois, a doença é transmitida tanto entre casais heterossexuais como homossexuais sem apresentar sinais ou sintomas. Os especialistas afirmam que a melhor forma de prevenir o contágio é por meio da vacinação. No momento, existem duas vacinas. Ambas fornecem proteção contra os tipos de vírus que causam o câncer no colo do útero, na vagina e na vulva. Entretanto, somente uma delas é capaz de prevenir os bacilos responsáveis pelas verrugas genitais.

A importância dessas vacinas imunogênicas é que elas desenvolvem anticorpos anti-HPV nas pessoas que as recebem. O esquema de vacinação consiste em três doses. As contraindicações são: possuir alergia a algum dos componentes da injeção ou estar grávida. Se você se encaixar em algum desses casos, não deve tomar essa vacina.

Da mesma forma, apesar dos métodos alternativos para prevenir o HPV serem bastante efetivos, como as vacinas, considerar os fatores de risco também pode ser de grande ajuda. Neste caso, as recomendações se voltam aos cuidados necessários aos encontros íntimos.

Assim, os médicos afirmam que a abstinência sexual, a utilização da camisinha, possuir companheiros sexuais estáveis ou limitar o número destes podem diminuir o risco de contrair essa doença e sofrer com suas terríveis consequências.

Tenho HPV. E agora, qual o tratamento?

Tento o HPV como o consequente câncer de colo do útero podem ser prevenidos. Mas é preciso tomar medidas infalíveis, manter consultas ginecológicas frequentes e se vacinar. Essa infecção causa 500 mil casos de câncer cervical por ano no mundo. Esse número se transforma em 300 mil mortes.

Apesar do fato de que grande parte dos casos de lesões causadas pelo vírus tende a retroceder e desaparecer espontaneamente é preciso buscar acompanhamento e tratamento apropriados. Certamente, isso implica em ficar atenta à propagação do vírus, dependendo da extensão e da região lesionada.

  • Costumam ser aplicados uma vez por semana. Contém substâncias capazes de cauterizar a região.
  • Aplicação única. Não requer anestesia e promove a regeneração do tecido. Pode demorar aproximadamente um mês para fazer efeito.
  • Trata-se de uma intervenção cirúrgica. Mas não envolve pós-operatório.
  • Cirurgia de alta frequência. Consiste em outra técnica realizada por um cirurgião. Nela retira-se o tecido a fim de realizar um estudo histológico a fim de contribuir com o diagnóstico. Essa opção envolve a aplicação de anestesia que pode ser local ou geral de acordo com o caso.