Meu filho adolescente e seu primeiro rompimento amoroso

· 7 de abril de 2019
Um coração partido não se cura facilmente, menos ainda quando estamos falando do primeiro amor. Transforme-se em um ponto de apoio para o seu filho ou filha durante esse momento difícil, aprenda a ouvir e entender como eles se sentem.

Os rompimentos amorosos geralmente causam uma dor profunda. No caso dos adolescentes, é essencial que os pais ajam como um ponto de apoio para que eles consigam lidar com a situação. Queremos que as dicas deste artigo sirvam como um guia para você. Boa sorte!

A adolescência amplifica tudo

Na adolescência, praticamente todos nós já passamos por um rompimento amoroso e sentimos que o nosso mundo estava acabando.

Aquela dor sentida diante da perda do primeiro amor, da sua indiferença ou rejeição sem dúvida criou sentimentos de inquietação, irritabilidade, tristeza profunda e apatia.

Quando você é um adolescente, sua estabilidade e maturidade emocional ainda estão em desenvolvimento. Assim, ter que lidar com as responsabilidades diárias juntamente com essa dor pode influenciar os jovens em todas as áreas: acadêmica, social e familiar.

O processo de recuperação de um coração partido não é simples e tomará algum tempo. Mas, se você estender a mão para o seu filho ou filha e se tornar a sua conselheira – ouvindo sem oprimir – não apenas os ajudará a se fortalecerem, mas também fortalecerá o vínculo emocional entre vocês.

 A adolescência amplifica tudo

Como posso ajudar meu filho ou minha filha?

Ver o seu filho ou filha adolescente deprimido e apático com suas obrigações devido a um rompimento amoroso pode te causar bastante preocupação.

Antes de tudo, é preciso entender que, dependendo do grau de maturidade emocional que o seu filho tiver, a sua ‘dor de amor’ pode durar desde semanas até alguns meses.

1. Ouça

Em primeiro lugar, deve ser ele ou ela quem decida por vontade própria te contar a história do relacionamento fracassado.

Você não deve pressioná-lo a falar sobre isso se ele não quiser, nem fazer perguntas demais. Deixe que desabafe e, naturalmente, evite fazer julgamentos sobre ele ou ela, sobre o seu comportamento ou sobre o seu namorado ou namorada.

Antes de dar conselhos, você deve primeiramente pedir permissão para emitir uma opinião e, ao fazer isso, seja o mais gentil e cuidadosa possível para que suas palavras sirvam como um guia e não pareçam um ataque.

2. Distraia-o

Outra das opções mais importantes para ajudar o seu filho é mantê-lo distraído.

Se estiver dentro das suas possibilidades, vale a pena sair de férias ou organizar alguma outra atividade para que ele possa distrair a mente e, assim, suportar melhor o fato de ter que lidar com a rotina e os pensamentos tristes ao mesmo tempo.

3. Encoraje-o a fazer alguma atividade física

Ao fazer exercício, são liberadas endorfinas que proporcionam um bem-estar imediato ao corpo e que também ajudam a reduzir os níveis de estresse. Dessa forma, o seu filho poderá ‘queimar’ as suas frustrações e, pouco a pouco, aceitar melhor o rompimento.

4. Tente fazer com que ele saia com os amigos

É comum se isolar após um rompimento amoroso. Se esse for o caso do seu filho, incentive-o a sair com os amigos e a usar esses momentos para se distrair. É um fato que o poder da amizade e a cumplicidade na juventude são o melhor apoio em situações difíceis.

 Tente fazer com que ele saia com os amigos

5. Não descarte a terapia psicológica

Muitas pessoas estigmatizam as consultas aos psicólogos porque as consideram algo extremo ou desnecessário.

Mas, no caso da maturidade emocional e das relações interpessoais, os adultos muitas vezes arrastam as más experiências de sua adolescência cujas feridas não conseguiram curar adequadamente.

Posteriormente, é comum que desenvolvam comportamentos que não permitem que tenham sucesso no campo amoroso.

É por isso que é importante que você não descarte a terapia psicológica para o seu filho. Sem dúvida, ela pode ajudar a superar de uma forma mais rápida e mais eficaz o sofrimento emocional.

Além disso, também vai fornecer ferramentas para que ele possa lidar com os rompimentos no futuro; não só no campo afetivo, mas também em relação ao significado das perdas em todos os aspectos da vida.