Meu filho está viciado em videogames

6 de julho de 2019
Antes de se angustiar porque o seu filho passa tempo demais jogando, você deve estar ciente dos benefícios que isso inclui, já que nem tudo se trata apenas de perigos.

No campo dos videogames, a tecnologia está avançando a cada dia e, como consequência, a sua capacidade de entretenimento e diversão é cada vez maior.

Alguns refletem a realidade de forma fascinante em termos de detalhes, sem falar nos jogos de realidade virtual, e isso gera um certo ‘vício’. Muitos pais se preocupam quando veem que os seus filhos passam tempo demais em ‘outros mundos’.

Videogames: bons ou ruins?

Assim como tantas outras coisas na vida, os videogames têm dois lados: um bom e outro não tão bom assim. No entanto, a seguir, listaremos os aspectos positivos dessa forma de entretenimento para que você possa levá-los em consideração de agora em diante.

Benefícios

  • Estimulam a coordenação entre olhos, ouvidos e mãos. Inclusive, existem videogames que exigem ações com o corpo todo, de tal forma que a necessidade de se mover pode ser ainda maior.
  • Exercitam a imaginação, pois abrem portas para novos mundos e para uma infinidade de situações novas.
  • Alimentam a capacidade de tolerar derrotas e frustrações.
  • Aprimoram a lógica e a capacidade de desenhar estratégias e tomar decisões.
  • Os jogos on-line ou multiplayer ajudam a promover a sociabilidade das crianças.

Desvantagens

  • São uma das principais causas de sedentarismo.
  • Podem levar a comportamentos violentos ou linguagem agressiva nas crianças.
  • Geram desatenção a outros recursos mais educativos, como, por exemplo, os livros.
  • Podem levar ao isolamento da criança ou do jovem.
  • Podem até mesmo se tornar um vício.
Quando se preocupar com a criança

Quando se preocupar com a criança?

  • Ela não interage com outras pessoas, mesmo com crianças da mesma idade.
  • O desempenho escolar é afetado.
  • Fica tão distraída que nem se dá ao trabalho de parar para ver as horas ou para atender às suas necessidades básicas de maneira satisfatória.
  • Esquece de tarefas ou eventos importantes porque está jogando.
  • A criança se irrita se falarmos com ela enquanto estiver jogando.
  • Gasta muito dinheiro comprando jogos, acessórios e novos consoles. Se precisar merecer esse dinheiro, demonstrará um interesse incomum em cumprir todas as tarefas que lhe forem impostas a fim de obter a sua recompensa.

O que fazer quando os videogames se tornam um vício?

Uma vez que conseguirmos identificar um comportamento prejudicial – mesmo que não chegue a ser um vício – o que devemos fazer? A primeira e irremediável medida deve ser estabelecer limites. Assim, defina horários de jogo que devem ser respeitados a todo custo.

Além disso, você também pode aplicar um regime de tarefas em casa que deve ser cumprido em troca de tempo e dinheiro para jogar. Dessa forma, o senso de responsabilidade é fomentado na criança.

No entanto, como dissemos antes, certifique-se de que o seu interesse por atender às demandas não seja excessivo, a tal ponto que apenas o dinheiro seja o seu objetivo.

Outra recomendação útil é deixar o videogame em uma área visível da casa. Dessa forma, você pode estar mais atenta ao tempo que a criança passa jogando, bem como ao seu comportamento ao fazer isso. Este também é um bom conselho para evitar que a criança jogue escondida ou escolha jogos com conteúdo impróprio para a sua idade.

O que fazer quando os videogames se tornam um vício

Acompanhe a criança no processo

Um erro comum é proibir ou limitar uma atividade sem oferecer outra para substituí-la. Por exemplo, se você disser ao seu filho para abandonar o videogame mas não oferecer outra coisa para fazer, ele vai interpretar que você está proibindo apenas por capricho.

O melhor a fazer é tentar propor atividades familiares, que incluam todos. As tardes de esportes ou de acampamento podem gerar um interesse genuíno nas crianças, mas é necessário estar aberta às opções que elas propuserem. De fato, você também pode perguntar o que elas gostariam de fazer.

“Lembre-se sempre de que a persuasão é uma arma muito mais eficaz do que a obrigação e a punição. Além disso, será um bom motivo para passar um tempo de qualidade juntos.”

Os videogames em si não são prejudiciais quando não há os sinais mencionados acima. Durante a infância, pode ser uma maneira de expressar o entusiasmo por alguma coisa.

Quando a criança crescer e desenvolver outros interesses, você verá como ela aprende a administrar o tempo de jogo de uma maneira diferente. Você poderá até mesmo ver como a criança aprende a incorporar o campo social aos videogames, organizando tardes de jogos com parentes próximos ou amigos que também gostem dessa atividade.

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