Minha tia é minha segunda mãe

· 20 de novembro de 2018
Uma tia geralmente se sente tão animada com o bebê que está para chegar tanto quanto a mãe.

As tias são um pilar fundamental da família que sempre empresta seus braços para embalar a criança e suas mãos para ajudar os pais no que puder. Uma tia é, sem dúvida, uma segunda mãe.

O amor que uma tia sente por seu sobrinho é muito especial porque tem muita alegria e aventura.

Entre ambos, surge uma amizade que se alimenta de confidências, brincadeiras, jogos rápidos e também, naturalmente, de alguma disciplina.

Embora as tias sejam muitas vezes mais permissivas do que os pais, elas sabem marcar os limites com prudência e de forma delicada. Além disso, são capazes de cuidar adequadamente da segurança de seus sobrinhos.

Todas essas características fazem com que uma criança veja sua tia como uma segunda mãe. Para ela, uma tia é uma amiga e também uma pessoa que fornece proteção e segurança em momentos que normalmente são muito felizes.

Uma segunda mãe que me conta histórias

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Uma tia quase sempre é um ponto de equilíbrio entre a criança, o pai e a mãe, pois conhece muito bem os três. Por isso, seu ponto de vista sobre certos assuntos pode ser bastante correto.

As tias também são uma boa fonte de histórias. Elas sempre podem se lembrar de episódios divertidos da infância com seus irmãos e contá-los carinhosamente aos seus sobrinhos.

Uma tia é como uma segunda mãe porque ela também se torna enfermeira ou professora se o sobrinho precisar. Nela, seus sobrinhos podem encontrar uma mão amiga e uma confidente sincera que sempre irá zelar por seu bem-estar.

Somente uma tia pode dar abraços como uma mãe, guardar segredos como uma irmã e compartilhar alegrias como uma amiga.

A figura da tia contribui para o desenvolvimento saudável da criança

O papel das tias na vida e no desenvolvimento dos pequenos é muito importante em várias áreas. Um deles é o psicológico, pois sua figura é importante para a psique da Estrutura Familiar Inconsciente.

Essa “Estrutura Familiar Inconsciente” é alimentada pelos laços familiares que prevalecem em cada um de nós e que existem (funcionando) em nosso inconsciente.

“São os segredos familiares, a maneira de manter vínculos com nossos antepassados. Eles são os não-falados, os meio-falados e os mal-entendidos. Tudo isso nos estrutura e nos determina desde nossa psique mais inconsciente”, explica em um artigo a psicóloga Florencia del Rocío Lopez.

A chegada do bebê muda tudo

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Quando um novo membro chega à família, a vida de todos os integrantes muda. As tias, de fato, se sentem como uma segunda mãe que cuidará do sobrinho como se fosse seu próprio filho.

De fato, muitas tias aprendem a ser mães quando estão com o sobrinho em seus braços e encontram uma bela função desenvolvendo seu instinto materno.

Todos os papéis e as funções que elas assumem se redefinem com o nascimento de novas crianças na família.

Os sobrinhos especialmente fazem com que os laços entre irmãos – que agora são pai, mãe ou tia – se estreitem.

O amor entre a família certamente crescerá a partir do momento em que o coração dessa tia sentir o calor de seu sobrinho, quando ela se perder no olhar que daqueles pequenos olhinhos e se conectar com a ternura dessa pessoinha que ela irá amar como se tivesse nascido dela.

Esse amor crescerá e se transformará à medida que o sobrinho crescer. O tempo fará com que as tias passem de “cangurus” para serem amigas.

Não se esqueça: as tias são importantes

Não se esqueça de que as tias podem compartilhar com seus sobrinhos os interesses por certos passatempos que as crianças não podem desenvolver livremente com seus pais, por falta de tempo dos pais ou por qualquer outro motivo.

Além disso, e de acordo com um artigo, entre os tios e os sobrinhos existe uma espécie de conexão comparável à dos avós.

Entretanto, a diferença geracional não é tão grande e a manifestação de carinho é muito diferente.

Melanie Notkin, fundadora da SavvyAuntie (uma comunidade on-line para tias e madrinhas), explica como a magia do relacionamento se baseia no fato de que, para os tios, não existem responsabilidades que tenham que desempenhar por obrigação.

Isso definitivamente faz uma grande diferença no tipo de relacionamento que estabelecem com as crianças.