O seu filho molha a cama. Quando é a hora consultar um pediatra?

· 10 de novembro de 2017

Seu filho molha a cama como parte do seu processo evolutivo. É normal que as crianças liberem urina durante as noites. No entanto, em certos casos os pediatras recomendam observar esse acontecimento a partir de um ponto de vista clínico.

Nem sempre a criança molha a cama por ser um comportamento normal, por isso é conveniente que observemos o contexto em que isso ocorre. É possível que as crianças sofram essas perdas involuntárias durante o dia e em ambientes sociais. Mesmo que isso também aconteça no colégio ou no parque, na maioria das vezes acontece durante as noites.

É muito importante tratar o problema como algo normal. Os especialistas afirmam que não é conveniente exagerar a situação. Nem sempre é preciso consultar um médico. Ainda que as famílias possam transformar isso num tabu, é recomendável ajudar a criança sem exagerar.

Geralmente os pais se preocupam que o seu filho molhe a cama porque tem um problema de saúde.

A respeito disso, os pediatras sugerem que mantenhamos a calma, já que pelo menos até os 3 anos de idade isso é normal. Isso também pode acontecer devido a situações estressantes. A seguir contaremos quando é preciso consultar um pediatra se o seu filho molha a cama.

Meu filho ainda molha a cama, devo me preocupar?

Como ajudar o seu filho se ele molha a cama

Enquanto a criança estiver passando por essa situação é recomendável ajudá-la a superar essa etapa com compreensão e amor. Se o que nos preocupa é a cama molhada, podemos colocar protetores absorventes, seja em forma de calcinha ou cueca. A seguir é preciso entender que essa é uma etapa normal, que não devemos converter num problema grave.

Repreendê-la ou reprová-la não é uma opção se queremos que ela supere isso sem traumas. De acordo com os especialistas, as crianças continuarão molhando a cama até um pouco depois dos três anos. Portanto, devemos estar preparados para apoiá-las até que se encontrem física e psicologicamente preparados.

No entanto, quando a criança passa dos 3 anos de idade e ainda continua molhando a cama talvez seja hora de consultar um especialista. Isso não quer dizer que exatamente aos três anos a criança seja obrigada a parar de molhar a cama, mas é o momento de começar a observá-la com atenção.

Quando a criança molha a cama, ainda quando já se supõe que já superou o processo maturativo, talvez seja necessário consultar o pediatra. No entanto, acredita-se que geralmente isso não representa algo muito grave, apenas um leve atraso no seu amadurecimento. É conveniente prestar atenção nos seguintes casos:

  • Se a criança começa a molhar a cama a partir dos três anos
  • Se outros aspectos do seu comportamento também mudaram
  • Se existe alguma suspeita de infecção ou inflamação das vias urinárias
  • Se você tem dúvidas sobre o surgimento da incontinência ou da sua duração.

Por quê a criança ainda molha a cama depois dos três anos?

Mãe ajudando o filho a ir ao banheiro

Quando a criança molha a cama depois dos três anos, começa-se a falar de enurese infantil. Ainda que pareça uma doença grave, na realidade é definida como o aparecimento de incontinência devido à imaturidade orgânica.

Na maioria dos casos, essa situação ocorre porque as crianças estão passando por situações emocionais difíceis de serem administradas. Por exemplo, estão sofrendo de ansiedade ou frustração. Normalmente pode aparecer a enurese devido ao bullying escolar, a perda de algum familiar, a separação dos seus pais ou a chegada de um irmãozinho.

É possível que diante de qualquer nova emoção ou mudança na sua vida, a criança comece a molhar a cama depois de ter superado essa fase. Da mesma forma, em algumas ocasiões sua incapacidade para administrar suas emoções a impede de ter a maturidade para deixar de molhar a cama.

Geralmente essa situação é passageira. A solução passa pela proteção da roupa e da cama, mas também está relacionada com o apoio emocional. É importante que a criança se sinta protegida e querida, e que possa superar suas inseguranças e equilibrar seus sentimentos. Não hesite em consultar um pediatra para que se possa descartar algum problema maior, por exemplo, se a criança precisa ou não de apoio psicológico.