O maior amor se inicia desde pequeno

· 8 de outubro de 2017

Os sentimentos mais profundos frequentemente são propiciados pelas coisas menores. Quando seu bebê não é mais que um embrião de 3 semanas, seu tamanho é o de uma semente de papoula, e quando tiver 7 semanas é quase como um grão de bico. O maior amor e mais gigantesco, aquele do tamanho XXL, acontece na chegada desses pequeninos que crescem diante de nós a passos gigantescos.

Parece, sem dúvida, coisa de magia, porém, quando uma mãe e um pai pegam seu bebê recém-nascido nos braços sempre se surpreendem pela delicada perfeição de seus corpos.

De suas mãos tão pequenas, dessas unhas minúsculas que já se agarram com força aos nossos dedos; desse nariz pequenino, que ainda que não acreditemos, possui o sentido mais desenvolvido no recém-nascido, esse que o permitirá identificar a sua mamãe, esse que o orientará até o peito em busca do leite.

Nada é pequeno no amor. Aqueles que esperam as grandes ocasiões para provar de sua ternura não sabem amar
-Laure Conan-

Não devemos portanto subestimar o que é pequeno, o que apenas cabe na palma de uma mão. Em certas ocasiões as menores coisas são as que nos dão os melhores exemplos e as que afinal, fazem crescer em nós os sentimentos mais sólidos, os mais transcendentes… Os mais gigantescos.

O menor bebê do mundo: um autêntico heróiEmília Grabarcyzk, o menor bebê do mundo

 

 O menor bebê do mundo nos oferece sem dúvida um exemplo de esperança, força e amor infinito. Esse a quem seus pais se declaram a todo momento, esse que com valor e resistência os permite não cair, mesmo nos momentos mais difíceis.
  • Emília Grabarcyzk veio ao mundo de forma prematura: às 26 semanas e pesando somente 250 gramas. Media 21 centímetros e os médicos temiam pelo pior. Sabemos que o mais problemático nos bebês prematuros são os pulmões, ainda não completamente formados e incapazes de realizar por si mesmos a troca gasosa, e por isso os especialistas davam à ela somente alguns dias de vida.
  • Contudo, a pequena Emilia teve a sorte de ser transladada para uma unidade de neonatologia especializada do Hospital de Wittem, na Alemanha e graças aos fantásticos profissionais esse pequeno hálito de vida transformou um coração que se negava a se render, e uns pulmões que reagiram com força.

Atualmente a pequena Emília já tem 9 meses, pesa um pouco mais de 3 quilos, e os médicos indicam que sua evolução é muito positiva. Não terá sequelas graves e com a adequada estimulação e paciência, esta pequena crescerá como uma menina normal.

Mais um exemplo sobre como os pequenos podem nos dar, sem dúvida alguma, os maiores exemplos de força.

Um amor que nunca foi pequeno e que entretanto, cresce dia após dia

 

É uma sensação curiosa. Uma realidade que experimentam, sem dúvida, muitas mães e muitos pais: o amor não entende tamanhos e, de fato, começa sendo grande, muito grande. Quando o exame de gravidez dá positivo o que ocorre é o assombro e a ilusão, mais tarde se iniciam os sonhos, os planos e esse carinho silencioso que, pouco a pouco, se torna reconfortante, mágico e edificante.

O amor por algo tão pequeno nos ensina a ser mais responsáveis

O amor é uma emoção com uma finalidade muito concreta em nosso cérebro: nos conecta ao que é significativo com o fim de atendê-lo, cuidá-lo, potencializar seu bem estar e construir um laço de apego profundo com esse ser.

O amor por algo tão pequeno desperta, por sua vez, nossa necessidade de protegê-lo. Tudo aquilo que é de pequenas dimensões, sejam crianças ou inclusive nossos bichinhos de estimação, nos impulsa de um modo natural a atendê-los, a permitir que a oxitocina desperte em nós a obrigação de favorecer seu bem estar.

O amor nos ensina

Quando temos em nossos braços a esse bebê frágil e tão dependente de nós, tomamos consciência de que irão surgir muitos desafios e muitas responsabilidades.

  • Sabemos que haverá algum momento complicado para superar, mas no fim das contas, o amor vai nos incentivar a tirar sempre o melhor de nós mesmos, nos obrigará a aprender a ser mais humildes, mais receptivos a ser pacientes…
  • As coisas menores, na realidade, têm o poder sobre nosso ser, nos transformam e nos guiam até esse lado mais nobre de nós mesmos, porque necessitamos oferecer sempre o melhor para essa criatura tão pequena, porém tão perfeita, para essa pessoa especial que forma parte de nós mesmos…

Todo mundo trata de realizar algo grande, quando as coisas mais bonitas e importantes são as menores

-Frank Clark-bebê dormindo sobre as nuvens

 

Para concluir, não desvalorizemos nunca o valor que os seres e as coisas menores têm sobre nossa própria pessoa e existência. As criaturas, por menores que sejam, se tornam gigantes no dia-a-dia de nossas vidas, são nossos heróis emocionais, nossa referência do coração.

Assim, as coisas menores são as que nos proporcionam bem estar ao nosso dia-a-dia, porque o autêntico amor é nutrido por essas pinceladas mais simples, aí onde se pintam os quadros mais bonitos de nossa existência.