Mulheres STEM

4 de maio de 2019
As sociedades precisam de mais mulheres STEM em cargos profissionais. Você sabe o que queremos dizer com isso? Talvez você tenha um exemplo em casa e não tenha notado.

O termo STEM é um acrônimo para a nomenclatura de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (Science, Technology, Engineering and Mathematics).

Nos últimos anos, tornou-se uma tendência devido à alta demanda por profissionais. No entanto, como em outras áreas, o gênero feminino ainda tem muitas barreiras a superar, uma vez que existem, hoje em dia, poucas mulheres STEM em relação aos homens.

Existem realmente menos mulheres STEM?

Recentemente, em um estudo realizado pelo Professor Martin W. Bauer do Departamento de Ciências psicológicas e comportamentais da London School of Economics (LSE), concluiu que a falta de modelos femininos nesse setor é uma das razões pelas quais as meninas acham as áreas dessas ciências pouco atraentes.

De acordo com o professor Bauer, entre 11 e 12 anos de idade, o interesse em temas STEM é generalizado, mas depois de 15 anos ele cai de forma irreversível.

Além disso, ao chegar na educação superior, as coisas não melhoram. Apenas um a cada três graduados em Engenharia são mulheres, enquanto em informática não chega nem a uma mulher a cada cinco homens graduados.

Em uma análise realizada pelos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), constatou-se que, mesmo depois de estudar uma carreira científico-tecnológica, apenas 43% das mulheres terminam por trabalhar como profissionais de Matemática, Física ou Engenharia, comparado a 71% dos homens.

Os dados disponíveis deixam claro que as meninas de 15 anos superam os meninos no que diz respeito às habilidades de leitura. Mas, se falamos de matemática, são os meninos que lideram.

Há menos meninas do que meninos entre os melhores resultados em matemática (10,6% das meninas versus 14,8% dos meninos) e ciências (7,7% das meninas versus 9,3% dos meninos).

Ou seja, as conclusões sugerem que estamos em um momento muito oportuno para desenvolver táticas motivacionais em uma sociedade que cada vez demanda mais profissionais em áreas tecnológicas. Agora, mais do que nunca, é importante abordar a inclusão das mulheres no setor.

Um pouco de inspiração

A iniciativa “She Can STEM“, liderada pelo Ad Council, foi lançada há alguns anos com o objetivo de quebrar antigos paradigmas e motivar as alunas a superar seus preconceitos ou medos sobre a ciência.

Elas fizeram isso demonstrando o quanto essas áreas podem ser interessantes. Para isso, puseram à frente da iniciativa 7 mulheres STEM profissionais, bem-sucedidas e de prestígio.

Essas mulheres são:

  1. Lisa Seacat DeLuca, engenheira da IBM.
  2. Tiera Fletcher, engenheira de análise estrutural da Boeing.
  3. Maya Gupta, pesquisadora científica do Google.
  4. Danielle Merfeld, diretora de tecnologia renovável da General Electric.
  5. Nicki Palmer, diretora de engenharia de rede da Verizon.
  6. Bonnie Ross, diretora da Microsoft Halo Game Studio.
  7. Lucianne Walkowicz, astrônoma do Planetário Adler.

“Quando as meninas não se sentem encorajadas e empoderadas no STEM, vemos sérias consequências, não apenas para meninas e mulheres, mas também para o futuro da inovação em nosso país”.

– Lisa Sherman, presidente e diretora executiva do Ad Council

O futuro das mulheres STEM

Atualmente, há uma grande mobilização para incluir mulheres STEM em futuros postos de trabalhos. Ainda que, de acordo com a União Europeia, até 2020 existam cerca de 756.000 vagas no setor de informação, tecnologia e comunicações.

Em conclusão, com esses dados fica evidente a importância de ações como a “She Can STEM” e dar visibilidade às mulheres que são referência. A filósofa grega Hipátia, a matemática Ada Lovelace, a astronauta Sally Ride, a primatóloga Jane Goodall ou a própria Marie Curie.

O papel das mulheres não pode ser limitado em nenhum caso. Mas as novas áreas de desenvolvimento estão ansiosas para incorporá-las ao mercado.

  • López, M. (2018). Mujeres en STEM, Futuras líderes.
  • Oliveros, M. A., Cabrera, E., Valdez, B., & Wienner, M. S. (2016). La motivación de las mujeres por las carreras de ingeniería y tecnología. Entreciencias: Diálogos En La Sociedad Del Conocimiento. https://doi.org/10.1007/s11199-007-9362-6
  • Rossi Cordero, A. E., & Barajas Frutos, M. (2015). Gender imbalances in STEM career choice. Enseñanza de Las Ciencias. Revista de Investigación y Experiencias Didácticas. https://doi.org/10.5565/rev/ensciencias.1481