Não consegue parar de gritar com seus filhos? Veja estas 8 dicas

· 7 de dezembro de 2018
As travessuras das crianças às vezes nos fazem perder a paciência e cometemos o erro de gritar. Entretanto, uma educação baseada em gritos pode afetar a seu filho.

Existem alternativas para evitar que nos equivoquemos e usemos essa estratégia errada. Veja, neste artigo, 8 dicas para parar de gritar com seus filhos.

Gritar é uma das reações fora de controle denominadas na psicologia como “inundação emocional”. Surge com a crença de que as crianças devem se comportar adequadamente, mesmo quando apenas estão começando a aprender e sendo moldadas nos valores corretos.

Em certas ocasiões, esquecemos a simplicidade do que é ser criança. Elas só querem brincar explorando o ambiente e é completamente normal que não queiram obedecer quando damos uma tarefa.

É natural que se comportem de vez em quando de maneira inadequada em casa diante de uma ordem.

Contudo, uma educação à base de gritos, frustração e muita autoridade pode piorar a situação. Ou seja, pode levar a criança a assumir um comportamento rebelde e agressivo ou pode fazer nossa interferência se tornar negativa em seu mundo afetivo.

Algumas vezes, gritamos com as crianças instintivamente ou porque com certeza não fomos educados de uma maneira respeitosa e firme.

Entretanto, é importante não perder a calma. Com paciência, compreensão e um pouco de autocontrole podemos lidar com nossos filhos sem nenhum tipo de maus-tratos.

Primeiro, devemos educar a nós mesmas para depois enfrentar essa situação. Lembremos que gritar é uma opção e o melhor é aprender a não usá-la.

8 conselhos para aprender a não gritar com as crianças

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Está claro que as crianças são alegres por natureza, mas também são altamente sensíveis. Por isso, um grito de nossa parte pode afetá-las mais do que acreditamos.

A boa notícia é que sempre existem alternativas para melhorar nossa relação com elas, como, por exemplo:

1. Detalhar as situações em que normalmente gritamos

O dia a dia pode nos fazer perder a calma ou mesmo a tolerância. Contudo, diante destas situações cotidianas devemos estar alertas para evitá-las.

2. Admitir que gritar é sinônimo de maus-tratos

Ninguém gosta de ser tratado com mau humor. Portanto, é preciso reconhecer que levantar a voz não é bom e que existem alternativas mais apropriadas para se comunicar com as crianças.

3. Pedir desculpas quando for necessário

Somos humanos e podemos cometer erros. Além disso, quem disse que nós, pais, nascemos com um manual? Neste caso, devemos pedir desculpas se fizemos nossos filhos se sentirem mal.

4. Chegar a acordos

Se queremos que as crianças realizem uma determinada tarefa ou se comportem adequadamente, é recomendável chegar a um acordo no qual expressemos com paciência que se não cumprirem ou obedecerem, então terão que deixar de lado alguma coisa de que gostem.

5. Buscar apoio psicológico

Um profissional poderá nos fornecer ferramentas para aplicar em casa e corrigir comportamentos sem precisar utilizar o maus-tratos verbais.

6. Trabalhar a paciência

Não é fácil controlar as emoções. Entretanto, se respirarmos profundamente e acalmarmos a raiva, tudo é possível.

7. Fazê-las entender que alguma coisa está errada

As crianças não pensam como os adultos. Portanto, é melhor conversar com elas com paciência e amor para que entendam que alguma coisa está errada.

8. Relaxe de vez em quando

Ser mamãe ou papai em tempo integral é esgotante. Por essa razão, é conveniente separar um tempo e liberar o estresse.

Com certeza, ao chegar em casa, o cansaço não tomará conta afetando a harmonia familiar. Assim, poderemos tratar as crianças com calma.

Dar o exemplo em casa

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Como comentamos anteriormente, “se fomos criados debaixo da autoridade baseada em gritos, nós acreditamos que essa conduta é o normal”. Contudo, nunca é tarde para melhorar ou mesmo para começar a aplicar uma educação mais saudável com nossos filhos.

A mamãe e o papai são os primeiros exemplos das crianças. As condutas agressivas fazem com que elas entendam que maltratar e levantar a voz aos demais é o correto. Por isso, devemos trabalhar em casa uma comunicação respeitosa e calma.

Além disso, se em algum momento nos vemos na necessidade de corrigir, é preferível esperar chegar em casa e fazê-lo em família. Sendo assim, elas sentirão que, apesar de terem feito algo inadequado, seus pais compreendem e respeitam.

Tudo na vida é aprendizagem, não importa a idade. Sempre devemos estar dispostos a percorrer o caminho aceitando que cometemos erros até, finalmente, aprender e melhorar. Nunca é tarde para corrigir.