O desejo de ser pai e mãe: uma decisão em conjunto

· 4 de fevereiro de 2018
Ser pai e mãe pode acontecer de maneira inesperada ou planejada. Em ambos os casos, o ideal é que o casal esteja de acordo com determinados aspectos, como as decisões que vão tomar no futuro.

O desejo de ser pai e mãe pode surgir de maneira espontânea ou planejada. Pode surgir em qualquer momento da vida porque não existem regras para isso. As motivações são muitas. Algumas delas são mais válidas, enquanto outras são reflexos de decisões não muito ponderadas.

O ideal é que uma criança venha ao mundo como fruto de uma decisão em comum de um casal. Isso é uma garantia de segurança e estabilidade para esse novo ser. E também para os pais. Trata-se de uma decisão que muda para sempre a vida do casal.

O assunto se torna problemático se o desejo de ser pai e mãe não for verdadeiro. Ou seja, há circunstâncias em que um filho não é um fim, mas um meio. Nesses casos, podem aparecer muitas dificuldades que vão acabar afetando todos os envolvidos.

ser pai e mãe

De onde vem o desejo de ser pai e mãe

Há apenas algumas décadas, a decisão de ter um filho não era uma decisão sobre a qual se pensar. Era pressuposto que esse seria o produto normal de um relacionamento estável. Procriar era algo óbvio. Com o avanço dos métodos de controle da natalidade, as coisas mudaram. Cada vez temos mais liberdade para tomar decisões em relação a esse tema.

Ninguém pede para nascer. É um casal que decide que é hora de permitir o nascimento de um novo ser. Idealmente, essa decisão é tomada quando o casal já está consolidado e ambos querem passar para outro nível. Consolidar uma família e organizar um projeto de vida ao redor dela.

Às vezes as razões para ter um filho são equivocadas. A moral, a religião e os costumes influenciam. Não existe o desejo de ser pai e mãe, o que existe nesses casos é um sentimento de dever ou de culpa. Um filho exige significativos esforços e impõe compromissos que somente são assumidos de maneira saudável quando é fruto do desejo compartilhado.

“O ideal é que uma criança venha ao mundo como fruto de uma decisão em comum de um casal”

Também pode acontecer de casais com problemas acreditarem que o nascimento de um filho vai ajudar a resolver esses problemas. É lamentável que pensem assim. O mais comum é que a chegada de um novo ser termine de romper o que já está fraturado. É claro que também existem exceções. No começo pode realmente não existir um desejo de ser pai e mãe, mas com o passar do tempo esse desejo aparece e se fortalece.

Aspectos a se levar em consideração

O desejo de ser pai e mãe não basta por si só. Ter um filho implica grandes mudanças na vida. Por isso, o casal precisa avaliar honestamente. É preciso definir se estão preparados ou não para assumir essa responsabilidade.

Os principais aspectos a se levar em consideração são os seguintes:

  • Deve ser uma decisão do casal. Esse é um tema que deve ser conversado explicitamente, com toda a sinceridade. Cada membro do casal deve saber o que pode esperar do outro.
  • Considerar aspectos práticos. É importante avaliar se ambos possuem tempo disponível suficiente para a educação de um filho. E também se os recursos econômicos e emocionais são suficientes. É preciso conversar sobre a criação que o casal deseja dar e qual tipo de família quer formar.
  • Ambos precisam estar preparados para a mudança de rotina. Cada parte do casal deve tentar identificar, com a maior clareza possível, quais são as mudanças que vão ter que enfrentar. Um filho modifica por completo a rotina habitual. Vocês estão prontos para encarar essa profunda transformação?
  • Capacidade de assumir o compromisso. Ambos os membros do casal devem se comprometer com a decisão. O ideal é que digam sinceramente com o que estão dispostos a contribuir e com o que não estão.
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Quando um dos dois não quer ter filhos

Essa é uma situação que acontece com relativa frequência. Um dos membros do casal quer ter um filho e o outro não. Nesse caso, o desejo de ser pai e mãe não é compartilhado. Portanto, um dos dois tem que ceder.

O melhor para esses casos é o diálogo. O mais importante é que os dois estejam dispostos a escutar um ao outro. Aqui não tem espaço para preconceitos, pressões nem discussões. É preciso ter total liberdade para expressar o que se pensa e se sente.

Às vezes, a falta de desejo de ser pai ou mãe se deve a uma consideração prática. A situação econômica, por exemplo. Nesse caso, o mais importante é procurar alternativas para que o desejo possa se tornar realidade. Em contrapartida, em outras situações, trata-se de uma rejeição profunda por assumir o papel de pai ou mãe. Então, é preciso considerar se é válido continuar sendo um casal ou se é hora de mudar.