O desenvolvimento do senso de humor nos bebês

· 3 de novembro de 2018
O senso de humor é algo que todos aprendemos de nossos pais. Desde nossos primeiros meses de nascidos, aprendemos copiando tudo de nossos pais, guiando-nos através de suas reações diante de diferentes tipos de situações.

O processo de desenvolvimento do senso de humor começa aos 6 meses de idade. Este é o momento em que os bebês estão atentos a todas as reações emocionais dos pais, inclusive rir.

Se o pai de um bebê de 6 meses de idade mostra algum tipo de indiferença com um determinado fato, o pequeno provavelmente também a mostrará.

Por outro lado, se os pais dão gargalhadas, os bebês se mostrarão fascinados e repetirão a mesma ação.

Um estudo, publicado pela Associação Britânica de Psicologia (BPS) e realizado por uma equipe de especialistas, indica que aos 6 meses de idade, um bebê ainda não é capaz de decidir se acha determinado fato divertido ou não.

Portanto, presta atenção na reação de seus pais e – o que é mais fascinante – a copiam.

O desenvolvimento do senso de humor

Para desenvolver este teste, os especialistas, entre eles Gina Mireault, da Johnson State College, e John Sparrow, da Universidade de New Hampshire, escolheram bebês entre 6 e 12 meses.

Todos os pequenos participavam do experimento junto com seus pais. Primeiramente, os pesquisadores mostravam cenas curiosas e absurdas que despertavam o riso nos pais.

Os bebês observavam as cenas cômicas com um toque de indiferença e logo viravam para ver seus pais ou, ao ouvi-los rir, viravam imediatamente para olhá-los e observavam seus rostos.

Ao comprovar que eles riam, os bebês também começavam a rir.

senso de humor

É dessa forma que se desenvolve o senso de humor, segundo os pesquisadores.

Os bebês entre 6 e 12 meses buscavam a reação de seus pais para copiá-las. Isto é conhecido como “referência social”.

Os médicos descobriram que aos 6 meses as reações dos bebês dependiam, de certa forma, das reações que mostravam seus pais, principalmente quando riam.

Ao mesmo tempo, também foi constatado que os bebês de um ano em diante já manifestavam seu próprio senso de humor sobre o que achavam engraçado ou não.

Estas crianças já não buscavam a referência de seus pais. Observavam atentas a situação cômica e começavam a rir.

Os pesquisadores concluíram que o senso de humor não é herdado, mas sim aprendido.

Por isso, os típicos bebês risonhos não nascem assim. O mesmo ocorre com os bebês que parecem ter um temperamento ruim.

Na verdade, os pais têm muito a ver com tudo isso, já que são a referência na hora de expressar as emoções.

Rir é importante para o crescimento de seus filhos

Para muitas pessoas, o humor pode parecer um assunto fútil, mas não é.

Pelo contrário, é um veículo muito interessante e sério para poder entender o desenvolvimento das crianças e, neste caso, para entender as referências sociais.

Dessa forma, para os autores do estudo, os pais se transformam em uma fonte de informação emocional para os bebês e um veículo extraordinário para entender o desenvolvimento infantil, emocional e social das crianças.

senso de humor

Diante de tudo isso, surge uma série de perguntas. Por que então os irmãos podem ser tão diferentes? Por que um pode ser risonho e o outro pode parecer muito sério o dia todo?

De acordo com os especialistas a resposta é: o bom humor não é herdado, mas sim aprendido.

Contudo, o temperamento é algo inato e fortalece ou limita a capacidade de desenvolver o que é aprendido, dependendo de outros fatores como personalidade, autoestima ou caráter.

Os médicos afirmam que existem muitos benefícios quando se leva uma vida focada no bom humor, pois isso ajuda a atrair situações e pessoas positivas.

Além disso, desenvolve a empatia na criança, aspecto que as ajuda a se relacionar melhor com outras crianças.

O bom humor e o riso sempre aumentam a confiança da criança. Também promove a inteligência e a ajuda a superar mais rapidamente situações adversas.

Portanto, não se esqueça de ter sempre bom humor diante de seu filho para que ele copie o melhor de você, já que você é o guia emocional em seus primeiros meses de vida.