O divórcio dos pais afeta da mesma maneira na infância e na adolescência?

· 8 de novembro de 2018
O divórcio dos pais durante a infância dos filhos é uma decisão muito difícil. Traz muitíssimas consequências que se refletem nas emoções e no desenvolvimento das crianças. Além disso, traz problemas e mudanças em seu comportamento com os pais e outras pessoas.

O divórcio dos pais na infância está cada vez se tornando mais frequente entre os casais atualmente.

Isso traz terríveis consequências emocionais, sociais e econômicas para os cônjuges. E sem dúvida alguma, as crianças sofrem muito durante o divórcio dos pais.

O que você pode fazer por elas? Descubra quais são as consequências do divórcio para os seus filhos e como você pode ajudá-los.

O efeito do divórcio dos pais na infância de acordo com a idade

É importante levar em consideração que existem comportamentos que são comuns, dependendo da idade do seu filho.

Portanto, você não pode assumir que tudo é culpa do divórcio.

No entanto, você também não deve confiar em si mesma e pensar que ele vai logo conseguir superar essa situação sozinho.

Você deve saber como atender às necessidades do seu filho e colocar limites corretos, dependendo da idade.

Embora seja verdade que o sofrimento do divórcio vai acompanhar seu filho independentemente da idade dele, a capacidade de enfrentar a situação vai variar dependendo da idade que ele tiver.

Os especialistas dividiram o sofrimento suportado no divórcio dos pais na infância em quatro fases.

Estas fases incluem o período em que são bebês – até 1 ano-, de 2 a 3 anos, de 3 a 5 anos e de 6 a 12 anos de idade.

Por sua vez, em adolescentes de 13 anos a 17 anos, a capacidade de lidar com o divórcio não varia significativamente entre as idades, como no caso das crianças.

A seguir, você vai ver os efeitos que tem o divórcio e quais considerações você deve levar em consideração.

Até 1 ano de idade

Nessa idade, a criança ainda não se desenvolveu o suficiente para entender o que está acontecendo.

Portanto, para ela, é impossível entender que está em meio a um divórcio. Apesar disso, ela sofre, sim, e reage de acordo com esse sofrimento.

Isso acontece porque os bebês são muito sensíveis. Por esse motivo, eles podem perceber o ambiente tenso através das emoções dos pais e também da ausência de um deles.

divórcio dos pais

De maneira geral, nessa idade, eles são mais propensos a se irritar por qualquer coisa e a chorar devido ao sentimento de abandono.

Além disso, os horários de dormir e comer ficam alterados, o que pode trazer problemas de saúde.

O melhor a se fazer para neutralizar essas consequências é que o bebê possa ver seus dois pais diariamente, em um ambiente que seja o mais calmo possível.

Você e seu ex-parceiro devem conversar com ele, cantar e brincar com ele sempre que possível.

Você deve fazer com que o horário de comer e dormir do bebê não seja afetado por suas atividades.

Entre 2 e 3 anos de idade

Nessa idade, seu filho já se deu conta de que seus pais não vivem juntos, mas não sabe o motivo disso.

Pode ser perigoso porque, nesta idade, é importante que seu filho se sinta seguro, protegido e em um lugar estável.

Isso, claro, vai ser difícil por causa da separação. Como consequência, a criança pode não lidar bem com emoções como a ira, a raiva e a tristeza.

Essa é uma fase de crescimento em que seu filho desenvolve habilidades para andar e falar. Tais habilidades podem demorar a se desenvolver ​​devido ao divórcio dos pais na infância.

Além disso, ele pode apresentar falta de controle dos esfíncteres, problemas psicomotores, entre outros.

Assim, é importante fazer com que seu filho saiba que os dois pais o amam.

Dessa forma, é preciso demonstrar carinho e atenção para que ele saiba que você não vai abandoná-lo na escola, por exemplo.

Você também não deve repreendê-lo fortemente se ele mostrar qualquer atraso, e sim ajudá-lo a ganhar autonomia para se controlar.

“Os bebês são muito sensíveis. Por esse motivo, eles podem perceber o ambiente tenso através das emoções dos pais”

Entre 3 e 5 anos de idade

Essa é a idade do egocentrismo. Por isso, a criança pode vir a pensar que tudo o que acontece tem a ver com ela.

Então, se o divórcio dos pais na infância acontecer durante essa faixa etária, seu filho pode pensar facilmente que a culpa é dele e entrar em depressão.

Por essa razão, é essencial que você corrija imediatamente as conclusões incorretas do seu filho a respeito do divórcio.

Faça-o lembrar que, apesar de tudo, ele vai contar com a presença e o apoio da mamãe e do papai a todo o momento.

Entre 6 e 12 anos de idade

Nessa idade, a criança se concentra muito no âmbito escolar. O mundo já não gira em torno dela e ela começa a prestar atenção em seus sentimentos e no dos outros.

Isso vai fazer com que, mesmo que sinta tristeza ou raiva por causa do divórcio, não expresse seus sentimentos por medo da rejeição por parte de um dos pais. Consequentemente, pode acabar levando-a ao isolamento.

É importante que você mantenha uma comunicação constante com os professores para que seu filho não se veja afetado no âmbito acadêmico.

Além disso, você não deve negligenciar a comunicação com ele a fim de fazê-lo entender que o papai e a mamãe não vão voltar a ficar juntos.

divórcio dos pais

O divórcio na adolescência

Diferentemente da infância, na adolescência seu filho não depende tanto de sua opinião, mas, sim, da opinião do grupo social ao qual pertence.

Portanto, ele pode tentar manipular você para conseguir algo em benefício próprio.

Além disso, nessa fase, as crianças podem chegar a ficar inseguras, sobretudo, na hora de buscar uma relação com o sexo oposto.

É por isso que é muito importante que você e seu ex-cônjuge não negligenciem a comunicação.

Você não vai conseguir ficar bem com seu filho ao tentar prejudicar a imagem do pai dele.

Ao mesmo tempo, sempre leve-o em consideração na hora de tomar decisões em relação à criança. O papai também deve assumir suas responsabilidades.

Por fim, lembre-se de que um filho é a coisa mais valiosa que você pode ter e que você deve dar o seu melhor sempre.

Nunca o negligencie ou o prive da convivência com o outro progenitor.

Pelo contrário, ajude-o a se sentir seguro consigo mesmo e a crescer da maneira mais estável possível.