Parto natural depois de uma cesária

· 28 de julho de 2017

Os temas relacionados com a saúde da mulher e o processo de dar a luz a seu filho são assuntos delicados, onde a mamãe deve estar informada dos mínimos detalhes, para ter um final feliz com a chegada deste novo membro da família.

Apesar deste artigo se chamar parto natural depois de ter feito uma cesárea em outra gestação, a denominação utilizada pelos médicos é parto vaginal depois de uma cesárea (PVDC).

Os benefícios do parto natural para a mãe e o filho são bem superiores aos de uma cesárea. Podem apresentar riscos ou complicações para ambos ao se praticar esta operação, pelo que, sempre a melhor alternativa é a primeira, ou seja, parto natural.

As estatísticas demonstram que 90% das parturientes que se submeteram a estes procedimentos, são candidatas a um trabalho de parto vaginal. Os indicadores das instituições oficiais de saúde assinalam que a maior taxa de nascimentos após uma cesárea, reúnem progenitoras que experimentaram ambas as formas de dar a luz.

Três em cada cinco parturientes que se submeteram previamente à esta cirurgia, sem nenhum problema, poderão dar a luz a um filho de forma natural. Vale mencionar que nem todos os processos de gravidez são iguais e tampouco os trabalhos de parto.

É por isso que se necessita contar com informações relevantes que ajudem o condicionamento físico, mental e espiritual para a chegada da criança.

Razões para optar por um parto natural

Existem suficientes motivos para preferir um parto natural (PN), no lugar de passar novamente por um procedimento cirúrgico:

  • A internação no hospital ou clínica é menor.
  • Menos gastos tanto para você como para o serviço de saúde.
  • A recuperação é rápida, e o corpo volta ao seu estado normal de maneira quase imediata.
  • O risco de contrair infecções é quase nulo.
  • Se evita a possibilidade de ter futuras cesáreas, sobretudo, para aquelas mães que querem ter mais filhos.

O parto natural depois da cesárea  é suficientemente seguro. Até mais que uma cesárea

Existe risco em um parto natural depois de uma cesárea?

Normalmente quando se foi submetida a uma cesárea previamente, se corre o risco de uma ruptura uterina durante o trabalho de parto. Se a cirurgia foi praticada com um corte transversal baixo o perigo de um rompimento uterino em um parto vaginal é muito pequeno, “poderia se dizer que é aproximadamente 1 possibilidade em 500”.

Se for necessário optar por este procedimento, recomenda-se conversar com o obstetra, devido às dificuldades que podem se apresentar. É fundamental que seu médico esteja preparado para controlar o trabalho de parto e somente optar pela operação caso seja realmente necessário.

A ruptura do útero é grave. Caso ocorra uma perda de sangue por esse motivo, é bastante perigoso tanto para você como para a criança

Complicações médicas

Existem algumas complicações médicas nos partos naturais. À seguir assinalaremos dados primordiais que você deve saber sobre essas dificuldades:

  • Distocia: assim se denomina quando as mães passam por um processo de parto longo e difícil devido à dilatação cervical lenta. Em geral, se deve a uma pélvis pequena e a um bebê grande.
  • Herpes genital: a mulher com antecedentes de herpes, na maioria dos casos deverá se submeter a uma cesárea, para evitar que o bebê se contamine.
  • Sofrimento fetal: existem casos em que a vida das crianças podem passar por um sofrimento fetal ou outra complicação. Sem dúvida alguma, nestes casos, deverá se considerar o processo cirúrgico.
  • Somente em alguns casos muito específicos pode correr o risco de contrair uma infecção no útero.

Alguns critérios a serem considerados pelas mães para optar por uma PNDC, é não ter tido duas cesáreas com corte transversal baixo ou dois partos que não apresentem cicatrizes uterinas adicionais, anomalias ou rupturas anteriores.

Conselhos:

Leve em consideração as seguintes recomendações:

  • Decida ter seus filhos pela via natural, sempre e quando não tenha alguma dificuldade que exija uma operação.
  • Trate de se informar sobre os dois procedimentos: cesárea e parto vaginal, para tomar decisões no momento, caso surja algum problema.
  • É o médico quem tomará a melhor e última decisão para seu bem-estar e de seu filho.
  • Trate de contar com uma pessoa que se encarregue dos cuidados requeridos, antes, durante, e depois do nascimento do bebê.

Para finalizar, deixaremos uma frase linda, emotiva, reconfortante, e nobre que encherá qualquer coração diante deste grandioso acontecimento que mudará sua vida para sempre:

“A maternidade é o auge da mulher e o mais difícil” 

Ricki Lake