O que é uma histerectomia? Motivos para realizá-la

4 de junho de 2019
Você sabe o que é uma histerectomia? É um procedimento realizado em algumas mulheres. Comumente, está ligado a patologias como endometriose grave, pólipos uterinos ou câncer.

O que é uma histerectomia? É um procedimento cirúrgico no qual se extrai o útero ou parte dele. Isso pode ser feito quando a mulher sofre de alguma patologia e é imperativo realizar a operação, ou porque ela deseja realizar uma cirurgia de redesignação sexual.

Existem três tipos de histerectomia: total, parcial e radical, em que se remove, inclusive, a parte superior da vagina.

Esse procedimento, que é realizado por um ginecologista, é indicado para pacientes com doenças como câncer uterino, prolapso constante e endometriose, entre outras patologias dessa natureza.

O que é uma histerectomia?

O procedimento para remover o útero, chamado de histerectomia, é uma das operações mais comuns realizadas em mulheres. Na verdade, ocorre em maior quantidade do que as cesarianas, em alguns lugares.

Esse fenômeno ocorre porque existem muitas patologias que, de acordo com a medicina ocidental, podem ser remediadas por meio da extração parcial, total ou radical do útero.

Existem várias razões pelas quais uma histerectomia é realizada. Os médicos, antes de realizá-la, devem estudar cuidadosamente o histórico da paciente.

É um processo irreversível, que induz o início da menopausa e também faz com que a mulher não possa mais engravidar. Como você sabe, o útero é o espaço onde os fetos se desenvolvem.

O que é uma histerectomia?

Doenças que levam a uma histerectomia

Quando os médicos recomendam a extração do útero, é mais provável que a paciente apresente algumas das patologias descritas abaixo:

  • Miomas uterinos: conhecidos como tumores benignos ou miomas, podem aparecer durante os anos mais férteis da mulher. Eles produzem, entre outras coisas, dores intensas e sangramento abundante.
  • Câncer de útero, ovário ou das trompas.
  • Prolapso do útero: ocorre quando os tecidos e ligamentos que sustentam o útero perdem o tônus. Como consequência, o útero abaixa e empurra a vagina.
  • Endometriose: ocorre quando o tecido do útero cresce na sua parte posterior.
  • Imperícia ao realizar um aborto.
  • Placenta percreta: nessa patologia, a placenta adere tão firmemente à parede uterina que a única solução é a histerectomia.
  • Gravidez molar: gera uma multiplicação anormal de tecido dentro do útero.
  • Pólipos endometriais ou uterinos: produzem inflamações crônicas, dor e até obesidade.

Embora os sintomas fortes das patologias descritas acima sejam motivos para uma histerectomia, existe também a possibilidade de que a pessoa que deseja fazer a redesignação sexual recorra a esse procedimento.

“A histerectomia é um procedimento cirúrgico no qual se extrai o útero ou parte dele.”

Alterações no corpo e possíveis efeitos colaterais

Dada a possibilidade de se submeter a essa cirurgia, a mulher deve conhecer os seguintes detalhes sobre ela:

  • A histerectomia é um procedimento irreversível, portanto, a princípio, a consequência mais radical e óbvia é não poder engravidar. No entanto, se uma mulher tiver uma extração parcial e ainda tiver seus ovários, ela pode pegar seus óvulos e realizar uma fecundação no corpo de outra mulher.
  • Constipação.
  • As mulheres cujo útero é removido começam a sentir sintomas da menopausa, como ondas de calor, agitação, nervosismo ou mudanças radicais de humor.
  • Muitas mulheres não manifestam qualquer inconveniente ou desconforto em fazer sexo após o procedimento, embora também haja grupos de pacientes que afirmam o contrário.
  • Possível incontinência, seja urinária ou intestinal.
  • Ressecamento vaginal.
  • Prolapsos vaginais: esse ponto é controverso, porque embora uma razão para a realização de uma histerectomia seja evitar a ocorrência de prolapsos, a realidade é que existe uma porcentagem de mulheres que, após a remoção do útero, continua a sofrer com essa condição.
  • Alterações emocionais ou psicológicas: muitas pacientes relatam sofrer alterações emocionais ou alterações psicológicas após terem sido submetidas a uma histerectomia.
    • Alguns desses sintomas podem ser explicados compreendendo que elas começam a sentir os efeitos da menopausa.
    • Outras podem experimentar depressão, ansiedade ou ver sua autoestima diminuída ao saber que não serão mais capazes de engravidar.
Alterações no corpo e possíveis efeitos colaterais

Contenção e indicações

Com relação ao que expressamos no último ponto, a coisa mais importante é que as mulheres que passaram por essa cirurgia e que se sentem afetadas devem consultar seu médico ou psicólogo imediatamente. É normal se sentir confusa ou angustiada depois de um procedimento como este.

Por fim, é importante notar que, embora a histerectomia seja realizada para dar conta de muitas doenças ou condições benignas como o descrito na segunda parte, a sua utilização é indicada principalmente para casos de pacientes com câncer, seja no útero, nos ovários ou no colo do útero.

E, claro, sempre depois de realizar uma análise rigorosa com um médico especialista.