O que são os bancos de leite?

· 6 de maio de 2019
Atualmente, existem diversas alternativas quando a mãe não tem a possibilidade de amamentar o bebê de forma natural. Uma delas são os bancos de leite, instituições que trabalham para dar todas as garantias de uma dieta saudável e segura para as crianças.

O melhor para um bebê recém-nascido é que a sua mãe o alimente com leite materno. No entanto, diversas circunstâncias podem impedir que isso aconteça; antigamente, as amas de leite podiam tomar o lugar da mãe e alimentar o bebê. Desde o início do século XX, existem os bancos de leite.

Atualmente, já se conhece quase tudo sobre os inúmeros benefícios do leite materno para o recém-nascido nos seus primeiros anos de vida. Por isso, quando não é possível amamentar, os bancos de leite humano são a melhor alternativa. Essas instituições garantem uma dieta saudável, especialmente no caso dos bebês prematuros.

O que são os bancos de leite?

São recintos sanitários que permitem coletar, processar, armazenar e distribuir leite humano pasteurizado. Também é chamado de banco de leite o armazenamento que uma mãe faz do seu próprio leite; isso pode ser útil se a mãe estiver ausente por muito tempo devido ao trabalho ou se ela precisar se afastar do bebê por algum motivo.

Em geral, os bancos de leite públicos se destinam aos bebês que não podem ser amamentados pela própria mãe. Além disso, compartilham certas características:

  • O leite é doado por mães que estão amamentando e contam com uma boa saúde.
  • Uma série de análises é feita para garantir que o leite seja seguro e adequado para o consumo.
  • É um serviço gratuito para as famílias que precisem dele por indicação médica.
O que são os bancos de leite

Como os bancos de leite funcionam?

O trabalho dos bancos de leite começa com a seleção das doadoras. Para isso, as mães devem, em primeiro lugar, ser entrevistadas pela equipe do banco de armazenamento. É necessário conhecer seus hábitos, os medicamentos que consomem ou se sofrem de alguma doença que possa ser transmitida pelo leite.

Então, elas devem passar por exames de sangue para descartar qualquer doença infecciosa, como o HIV, as hepatites B ou C ou a sífilis, por exemplo. Quando selecionada, a mulher deve autorizar a doação.

Após esse momento, ela receberá uma bomba extratora de leite e os recipientes para armazenamento. Uma vez extraído, o leite é congelado e deve ser entregue para processamento em menos de quinze dias.

A partir de então, o leite é analisado; algumas amostras podem ser descartadas após exames microbiológicos. Visto que o conteúdo nutricional do leite materno é muito variável, o leite de mães diferentes será misturado e depois pasteurizado.

Finalmente, o líquido é embalado, rotulado e armazenado no freezer até o momento da doação. Geralmente, ele é classificado de acordo com a idade dos lactentes.

“Os bancos de leite são recintos sanitários que permitem coletar, processar, armazenar e distribuir leite humano pasteurizado.”

Os bancos de leite no mundo

O primeiro banco de leite foi criado em Viena (Áustria), em 1900. A iniciativa foi reproduzida em Boston (Estados Unidos), em 1910, em Buenos Aires (Argentina), em 1921, e no Rio de Janeiro (Brasil), em 1943.

Atualmente, existem bancos de leite praticamente no mundo todo. De fato, sua implementação está crescendo: na Europa existem mais de 200.

Essas instituições não são responsáveis apenas pela doação de leite humano, mas também promovem a amamentação como uma prática saudável. Assim, oferecem informações para as mães e as encorajam a se tornarem doadoras. As estatísticas mostram que a amamentação aumenta nas áreas onde existem bancos de leite.

Desde 1998, o Brasil conta com a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano – Rede BLH-BR. Sua sede está localizada no Rio de Janeiro e é a rede de bancos de leite mais importante do mundo.

Os bancos de leite no mundo

Uma questão de políticas públicas

Certamente as políticas públicas que promovem a amamentação têm como objetivo claro reduzir a mortalidade infantil. Entre essas iniciativas públicas, está a criação de bancos de leite humano. Essa estratégia foi destacada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2001, como uma das melhores estratégias para reduzir a mortalidade infantil.

Em 2010, o dia 19 de maio foi estabelecido como o Dia Mundial da Doação de Leite Materno. É uma iniciativa promovida pelo Programa Ibero-Americano de Bancos de Leite Humano e pela Organização Pan-Americana da Saúde. Dessa forma, a cada ano, essa data é usada para promover a importância da amamentação para todos os bebês.