Os bichos de pelúcia são positivos para o seu filho?

26 de agosto de 2018
Os bichinhos de pelúcia são mais do que um simples objeto de decoração que só serve para acumular poeira. Descubra qual é a ferramenta psicológica comum aos seres humanos que os transforma em algo positivo para o seu filho.

Os bichos de pelúcia têm sido idealizados por muitos desenhos animados. Também é demonizado por muitas mães com medo de ácaros ou de que o bebê possa sufocar ao brincar.

Na verdade, você pode se livrar dos ácaros ao lavá-los regularmente, principalmente se for um bichinho de pelúcia antiácaros. Os acidentes também podem ser evitados se você os mantiver longe do berço quando o bebê estiver ali.

Além disso, os bichinhos de pelúcia e os cobertores têm um uso muito positivo. Eles podem ser objetos de transição que ajudam a criança a se adaptar à creche ou ao berço quando necessário .

A verdade é que há diversos tipos de pelúcia. Por exemplo, recentemente um grupo de cientistas criou um bichinho de pelúcia que, por meio de sensores, mede a temperatura, a frequência cardíaca e o nível de oxigênio no sangue das crianças que o abraçam. O melhor de tudo é que as crianças nem se dão conta do que o bichinho está fazendo secretamente.

bichos de pelúcia

A medição é feita pelo bichinho em poucos segundos. Em seguida, esses dados são enviados por mensagem para o celular do médico e/ou dos pais da criança. Tudo isso enquanto a criança se diverte brincando. Esse bichinho em questão é um urso com um coração de plástico que acende com cores diferentes de acordo com a variação de temperatura e palpita no mesmo ritmo que o coração do bebê.

No entanto, nem todo mundo pode ter em casa um “ursinho guardião”. Na verdade, os primeiros exemplares desse urso estão em hospitais no Reino Unido. Mas em casa podemos ter qualquer ursinho de pelúcia com o qual nossos filhos possam brincar.

Tome precauções com os bichinhos de pelúcia

Não há nenhum problema em comprar um bichinho de pelúcia para nossos filhos. O fato é que esses brinquedos em si não são bons e nem maus para nossos filhos. Seus benefícios dependem do uso que damos, assim como com qualquer outro objeto.

A única certeza é que devemos tomar certas precauções, especialmente se a criança for pequena. Não é conveniente que um bebê de poucos meses durma em um berço com bichos de pelúcia ou almofadas porque há o risco de sufocar involuntariamente.

Além disso, os animais de pelúcia ou as almofadas podem ser um grande reservatório de ácaros. São por essas razões que as pelúcias muitas vezes foram vistas como um mal que deve ser evitado. No entanto, existe uma solução para tudo. Por exemplo, para evitar o risco de asfixia, é recomendável que o bebê não durma com bichos de pelúcia enquanto ainda for muito pequeno.

Certamente, a composição de alguns bichos de pelúcia pode ajudar ou piorar a condição de uma criança que tenha alergias. Esses brinquedos podem acumular grande quantidade de poeira, ácaros, pólen e outros fatores ambientais. Porém, no mercado podem ser encontrados bichos de pelúcia certificados pela Fundação Americana de Asma e Alergia e pela Allergy Standards Ltd. Muitos deles são chamados de “Amigos da Asma”

Esses produtos são naturais, hipoalergênicos e respeitam o meio ambiente. Uma das instruções desses bichos é congelá-los a -18ºC durante 24 horas antes de usar e repetir o processo a cada 4 semanas. Esse procedimento tem como objetivo eliminar os ácaros. Por isso, é recomendável fazer pelo menos uma vez por mês.

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Os bichos de pelúcia são um apoio emocional

Além de objetos decorativos, os bichinhos de pelúcia podem ajudar seu filho a lidar com a “ansiedade de separação“. Quase todas as crianças passam por isso quando tem, mais ou menos, seis meses de idade até quando completam dois anos, dois anos e meio.

A ansiedade da separação é um sentimento que a criança experimenta quando se separa de quem cuida dela regularmente. Por exemplo, a separação da mãe. Foi estabelecido um vínculo tão forte com essa pessoa que qualquer tipo de separação pode fazer com que os bebês se sintam inseguros.

Para superar esse sentimento, existem os chamados objetos de transição. De acordo com o pediatra e psicanalista inglês Donald W. Winnicott, esses objetos ajudam a criança a lidar com os momentos em que precisam se deslocar de lugares conhecidos, como a sua própria casa, para lugares desconhecidos, como a creche. Além disso, esses novos lugares também envolvem pessoas desconhecidas, como as cuidadoras, que, por mais amorosas que sejam, definitivamente não são como a mãe.

Dessa forma, esses objetos de transição, que podem ser um bichinho de pelúcia ou um cobertor, facilitam esse processo para o bebê. Durante esta fase, um bicho de pelúcia se torna um objeto amado porque o bebê se lembra do pai e da mãe. É um apoio que oferece a segurança necessária para aprender que essa separação é transitória e que seus pais estarão sempre com ele mesmo que em certos momentos ele não possa vê-los.

O ursinho de pelúcia será tão querido que você, mamãe, também deverá cuidar dele. Você certamente ficará responsável por dar um nome, além de mantê-lo seguro e limpo para que o seu bebê durma feliz e tranquilamente quando você já não puder acompanhá-lo.