Os chutes do bebê doem?

· 13 de maio de 2018
Nem todos os chutes dos bebês durante a gestação doem, mas há alguns que sim. Tudo dependerá da força do movimento, além de outros fatores. O importante é que a futura mamãe tenha a informação adequada.

Os chutes do bebê fascinam os pais e a família. Sempre que um parente ou uma amiga fica grávida, a primeira coisa que fazemos é tocar a sua barriga para sentir essa sensação. Mas…esses movimentos são dolorosos para a mãe?

Tudo é bastante relativo. Nem todos os chutinhos dos futuros recém-nascidos doem, mas há alguns que sim. Tudo dependerá da força do movimento, mas também há outros fatores que devem ser levados em consideração.

Os movimentos a partir da 22ª semana

As mulheres grávidas quase sempre começam a perceber os movimentos fetais após a 22ª semana. Neste momento, apenas alguns toques e contatos leves são sentidos; isso ocorre porque o feto é pequeno e o útero ainda lhe oferece espaço para se mover.

A partir de então, as mulheres grávidas experimentarão durante um mês e meio golpes e movimentos que não devem incomodar. Nesse período, a pressão e os chutes do bebê vão aumentando em força e regularidade.

A princípio, o que se pode sentir é o feto se chocando contra as paredes do útero, suas mudanças de posição e cambalhotas. No entanto, em breve tudo vai mudar devido ao tamanho e desenvolvimento do futuro bebê; o espaço vai sendo reduzido e, portanto, a sensação pode mudar.

Os movimentos a partir da 22ª semana

Os chutes do bebê podem doer a partir da 28ª semana

Na 28ª semana, o bebê continua a crescer, ao passo que o tamanho do útero está praticamente no seu limite. É nesse momento quando os movimentos leves podem se transformar em golpes dolorosos.

Esses golpes podem doer porque a criança chega mais facilmente às paredes uterinas, e também porque ela já tem mais força física. O bebê está mais desconfortável e ativo, e isso às vezes representa dor para a mãe. Os impactos podem atingir as costelas e outros órgãos da mulher.

De fato, alguns desses golpes podem causar falta de ar e despertar a gestante. Há uma grande variedade de intensidade nesses movimentos do bebê.

Os momentos de maior impacto acontecem durante a noite

Está provado que os bebês ficam mais ativos durante a noite. Entre as nove e a meia-noite sua atividade física aumenta. Isso pode ser produto, entre outras coisas, da ingestão de alimentos.

A mãe deve cuidar de sua alimentação. Alguns produtos como o açúcar podem estimular os pequeninos mesmo quando ainda estão na barriga; portanto, é melhor reduzir a ingestão deste alimento durante o jantar. Em caso de dúvida, é melhor ir ao ginecologista e perguntar sobre a dieta indicada.

A noite é ideal para contar os movimentos do bebê. Esta é uma atividade que muitos ginecologistas aconselham que as mães façam para conhecer o estado do feto. O objetivo desses registros é entender a frequência do movimento; dessa forma, a futura mamãe poderá se preparar para enfrentar os impactos.

Circunstâncias que fazem com que os chutes do bebê doam mais

Cada gestante tem características particulares e, por essa razão, os chutes não são sentidos de forma igual. Por exemplo, as mães de primeira viagem podem experimentá-los com maior sensibilidade. Entre outras coisas, porque os movimentos podem pegá-las de surpresa.

Se a mãe é magra, os chutes da criança podem ser sentidos com muito mais intensidade. Nestes casos, as crianças podem impactar mais facilmente as costelas e a área do baixo ventre. O peso do bebê também é um fator que deve ser considerado.

recomendações para as mães de primeira viagem

“Respirar, caminhar e estimular o bebê com música são algumas das práticas mais recomendadas”.

Além disso, as gestações de gêmeos ou trigêmeos são muito mais dolorosas.O espaço é muito mais reduzido e desconfortável para os futuros recém-nascidos; os movimentos sentidos nesses casos são bastante recorrentes e as mães podem sofrer dores muito incômodas.

Algumas recomendações para as mães de primeira viagem

Na verdade, a melhor indicação de que o bebê está bem são os seus movimentos. Mais preocupante do que a dor é perceber que algo está acontecendo quando o bebê passa muito tempo sem se mexer.

Além disso, é sempre bom discutir os problemas que se tenha com a dor com o ginecologista. Todos os sintomas que pareçam estranhos devem ser controlados pelo especialista.

Respirar, caminhar e estimular o bebê com música são algumas das práticas recomendadas. A ioga para gestantes também tenta reduzir o desconforto dos chutes e dos movimentos do feto. A boa notícia é que essas dores mais intensas só ocorrem durante as últimas semanas de gestação.