Parto eutócico e distócico: qual é a diferença?

· 30 de novembro de 2017

O que é o parto eutócico e distócico? Provavelmente, em algum livro ou alguma revista sobre gravidez, você já tenha lido comentários sobre esses partos ou talvez esse tema de conversa já tenha surgido entre as suas amigas. A seguir ensinaremos você a diferenciar entre um parto eutócito e distócico. Além disso, contaremos quais são as características de cada um.

Parto eutócico e distócico

Uma classificação técnica dos partos é a que distingue entre o parto eutócico e distócico. Essa é uma classificação usada quase exclusivamente entre os médicos. Mas a que se refere especificamente essa distinção?

Parto eutócico

É o parto que acontece sem que a intervenção do médico seja necessária. É o parto tradicionalmente chamado de natural e que ocorre pela via vaginal. Quando se prevê um parto eutócico, a data de nascimento do bebê não pode ser determinada com toda a certeza. Estima-se uma provável data, mas é a natureza quem tem a última palavra. Esse tipo de parto geralmente ocorre entre as semanas 37 e 41.

parto eutócico e distócico

Chegado o momento, o bebê se posiciona naturalmente com a cabeça no canal do parto, ou seja, a região do púbis da mulher. Com as contrações e os empurrões da mãe, o bebê sai da barriga. O objetivo da intervenção do médico é acompanhar e ajudar a estabilizar emocionalmente a mulher. Ele também deve estar atento para que não ocorra nenhum desequilíbrio eventual que possa ser um obstáculo para o nascimento normal.

Algumas mulheres preferem a anestesia epidural. Outras preferem as dores para não perder nenhuma sensação do momento do nascimento do seu filho. Caso a anestesia não seja aplicada, a mãe deve ser monitorada. As dores podem deixá-la exausta, provocar medo e certo descontrole. A respiração ajuda muito a manter a calma nesse momento.

O parto eutócico é o que a natureza planejou para todas as mulheres e o que apresenta menos riscos, tanto para a mãe quanto para o bebê.

Parto distócico

O parto distócico acontece quando ocorrem algumas complicações que exigem a participação do médico. As causas desse tipo de parto são chamadas de “distocias”. São classificadas em dois grupos dependendo se estiverem relacionadas à mãe ou ao bebê.

  1. As distocias maternas são resultados das condições da mãe.
  2. As distocias fetais são determinadas a partir da situação do bebê.

Distocias maternas

Nesse grupo estão as anomalias no organismo da mulher que está dando à luz. Elas podem ser de dois tipos:

  • As distocias mecânicas são as que afetam a estrutura óssea da pélvis. Há casos em que, após a dilatação, se diagnostica falta de espaço na região pélvica que permita a passagem do bebê. Existem outras distocias mecânicas que estão relacionadas ao útero ou ao canal do parto. Elas afetam outras partes do corpo da mulher. Nesses casos, somente o obstetra pode decidir como proceder.
  • As distocias dinâmicas são as que afetam a possibilidade do útero de se contrair. Elas podem prejudicar as contrações em relação à frequência e à intensidade. Às vezes, essas distocias provocam contrações muito fortes. Outras vezes muito fracas e pouco frequentes. Também estão incluídas nas distocias dinâmicas as contrações não rítmicas. Esses problemas também podem interferir no parto.
parto eutócico e distócico

Distocias fetais

  • Bebê em posição transversal ou oblíqua. É um caso de distocia fetal. O bebê não está na posição cefálica. Em vez de colocar a cabeça na pélvis da mãe, ele está posicionado transversalmente. Certamente, nessa situação o obstetra vai decidir pela cesárea.
  • Bebê em posição podálica. Nesse caso, são os pés ou as nádegas que estão voltados ao canal do parto. Provavelmente, o médico também vai optar por realizar a cesárea. Se as condições forem ideais, o parto vaginal não será necessariamente descartado.

É possível prevenir um parto distócico?

As pesquisas indicam que existem condições prévias ao parto que permitem antever as possíveis distocias. Entre elas estão a idade avançada da mãe e o tamanho e o peso excessivos do bebê. Também há o caso de um trabalho de parto muito longo. Trata-se de alertas que vão determinar a atenção especial do médico para controlar possíveis inconvenientes.

Costuma-se recomendar para as mulheres grávidas se mexer e caminhar antes do momento do parto. Mudar de posição durante o pré-parto pode ajudar o bebê a se posicionar bem e prevenir, assim, os partos distócicos. Além disso, as técnicas de relaxamento e respiração podem contribuir para aumentar a segurança da futura mamãe.