Parto eutócico: tudo o que você precisa saber

A medicina convencional reconhece a existência de ao menos dois tipos de nascimento: o parto eutócico e o distócico. Tudo o que acontece durante o nascimento do bebê é o que define se nosso processo faz parte de uma ou da outra categoria.

Existem questões como o tempo que decorre até o parto, a posição em que o bebê se encontra ou as complicações que acontecem dentro da sala de parto que definem o tipo de parto que vamos ter.

Evidentemente, toda mãe deseja ter um parto eutócico. Por isso, explicaremos do que se trata esse conceito e aprenderemos os aspectos médicos que definem o desfecho dessa “doce espera”.

O que é o parto eutócico?

Escutar essa terminologia médica pode nos deixar confusos. No entanto, quando o médico fala de um processo eutócico simplesmente se refere a um nascimento que transcorre normalmente e sem maiores dificuldades.

Todas as mães devem ter a pretensão de ter um parto eutócico, já que esse é o melhor cenário possível. No entanto, existem complicações que podem surgir nas últimas semanas ou inclusive durante o parto, e nem sempre poderão ser previstos pela mãe ou pelo seu obstetra.

Como acontece um nascimento eutócico?

O parto natural é caracterizado por acontecer entre as semanas 37 e 41. Por isso, um parto durante os 7 ou 8 meses de gravidez não acontece em circunstâncias ideais, mas como um meio para salvar a vida da criança.

Como controlar a dor no parto e o Parto eutócico

Além disso, esse processo acontece de forma espontânea, sem que o médico identifique alterações de nenhum tipo. Geralmente, nesse tipo de parto as contrações têm um ritmo normal, sendo coordenadas e contínuas. Por último, a posição fetal que o recém-nascido adota para a sua saída é cefálica. Facilitando uma saída vaginal sem maiores inconvenientes.

Parto distócico: o outro lado da moeda

Por outro lado, o nascimento distócico é aquele que deve ser assistido devido ao surgimento de complicações. Elas podem acontecer tanto por parte da mãe, quanto por parte do bebê. Atualmente, esse tipo de nascimento acontece normalmente e é perfeitamente tratável.

Além disso, o processo distócico ocorre quando existem atrasos ou modificações no ritmo das contrações. Também se existem obstáculos ou limitações para a extração do bebê. Aqui também figuram os partos que devem ser adiantados com o objetivo de salvar a vida da criança.

Como veremos a seguir, existem vários fatores previstos ou inesperados que podem gerar dificuldades. Muitos deles não podem ser corrigidos durante a gravidez e outros aparecem exatamente no momento de dar à luz.

Distocia maternal e fetal

As distocias maternas se dividem em duas: mecânicas e dinâmicas. As primeiras têm a ver com dificuldades geradas pelos ossos ou em outras partes do corpo da mãe; por exemplo, a falta de espaço para a saída da cabeça do bebê.

Por outro lado, as dinâmicas são anomalias que surgem durante o momento das contrações do útero. Se a atividade contrátil é fraca ou exageradamente forte e frequente, estamos na presença de distocias. O mesmo acontece quando seu ritmo é descontrolado.

Junto a isso estão as distocias fetais, originadas no recém-nascido. A mais conhecida acontece quando o bebê mantém uma posição podálica, ou seja, que a parte de trás do seu corpo está localizada em direção ao trato vaginal. Nesses casos é preciso realizar uma cesárea.

Os diferentes tipos de parto e o Parto eutócico

Podemos implementar algumas medidas para ter um parto eutócico?

Muitas coisas podem acontecer exatamente antes de dar à luz. Por isso, os médicos recomendam algumas medidas para prevenir as dificuldades durante o nascimento:

  • Controlar as contrações. Não importa que as contrações e as dores durem horas ou dias. O que devemos observar é que a atividade contrátil seja rítmica, contínua e sem modificações. Do contrário, devemos consultar o médico.
  • Manter o bom humor. Isso contribuirá enormemente para um parto sem complicações. Por isso, o correto é manter a calma e controlar as preocupações. O apoio do companheiro geralmente é fundamental nesse aspecto.
  • Movimento durante o nascimento: muitos médicos permitem que nos minutos que antecedem o parto a mãe mude de posição constantemente. A finalidade: buscar uma postura que faça a dor diminuir.
  • Parar o bloqueio. Se o problema é mecânico, o melhor é permitir que o doutor utilize um analgésico. Não é a opção natural, mas isso contribuirá para a saída do bebê.
  • Realizar as últimas consultas médicas. As consultas médicas das últimas semanas são de grande utilidade, porque permitem identificar algumas anomalias que podem colocar em risco a vida do bebê.

Caso você apresente alguma complicação durante o parto, não tenha medo. Os obstetras estão acostumados a realizar todos os tipos de partos, o importante é que nesse momento você se sinta preparada para dar à luz ao seu bebê.

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