Por quatro cantinhos de nada: um livro para refletir

3 de janeiro de 2020
Os livros são uma ferramenta pedagógica essencial para transmitir uma infinidade de valores positivos. A seguir, vamos falar sobre uma história infantil que incentiva a inclusão e a aceitação das diferenças.

Por quatro cantinhos de nada é um livro feito para refletir que todas as crianças deveriam conhecer porque, por meio dessa leitura, elas poderão aprender diferentes valores relacionados à diversidade, inclusão e igualdade.

Esse ensinamento é essencial para educar as crianças em um ambiente onde o respeito, a solidariedade, a dignidade, a tolerância e a integridade serão promovidos. Dessa forma, as crianças vão crescer e se desenvolver em um ambiente que favorece a convivência positiva e as relações sociais saudáveis.

“Se ensinarmos as crianças a aceitar a diversidade como algo normal, não será necessário falar sobre inclusão, mas sobre coexistência.”

-Daniel Comin-

Por quatro cantinhos de nada: um livro para refletir

Por quatro cantinhos de nada, escrito por Jérôme Ruillier, deveria ser uma leitura obrigatória, principalmente na fase infantil, mas também nos primeiros anos do ensino fundamental.

Esse livro para refletir, recomendado para crianças a partir dos 3 anos, é ideal para o desenvolvimento da inteligência emocional. Ele narra a história de um pequeno quadrado que brinca com os seus amigos, que têm um formato circular.

O principal problema acontece quando eles precisam voltar para casa, pois, para entrar, é necessário passar por uma porta redonda, pela qual o Quadradinho não consegue passar.

Por quatro cantinhos de nada: um livro para refletir

Então, o protagonista da história tenta mudar. Mas, finalmente, eles percebem que isso não é necessário, pois podem cortar quatro ‘cantinhos’ da porta e assim fazer o quadrado entrar por ela.

A moral dessa história é que a sociedade deve se adaptar às necessidades específicas das pessoas, e não o contrário. Portanto, a comunidade tem o dever de propor soluções práticas e equitativas para as limitações que esse grupo possa encontrar. Ou seja, os recursos sociais e educacionais devem ser adaptados para incluir todas as pessoas.

Assim, pode-se dizer que, para se tornar uma sociedade avançada, as diferentes características, qualidades e capacidades que definem cada indivíduo devem ser reconhecidas e aceitas.

“As diferenças oferecem uma grande oportunidade para o aprendizado. As diferenças oferecem recursos livres, abundantes e renováveis.”

-Robert Barth-

A importância de educar para a inclusão

A inclusão é um processo de melhoria e inovação que tem como objetivo minimizar ou eliminar as barreiras que limitam determinadas pessoas, a fim de acabar com a discriminação, a exclusão e a marginalização causadas por:

  • Sexo.
  • Idade.
  • Idioma.
  • Raça.
  • Orientação sexual.
  • Deficiência. 
  • Necessidades educacionais. 
  • Origens étnicas ou sociais.
  • Características genéticas.

Assim, a inclusão defende e busca:

  • Igualdade de direitos e oportunidades.
  • Aceitação das diferenças.
  • Diversidade social.
  • Acessibilidade universal.
  • Desenvolvimento do potencial máximo das pessoas.
  • Interação com todos os tipos de pessoas.
  • Enriquecimento cultural.
  • Participação na comunidade.
Por quatro cantinhos de nada: um livro para refletir

Assim, tanto em casa quanto na escola, não devemos nos concentrar apenas no desenvolvimento cognitivo e acadêmico, mas também transmitir valores positivos e proporcionar habilidades sociais.

Por isso, temos que educar as crianças em um ambiente inclusivo. Assim, desde os primeiros anos de vida, elas vão aprender a conviver, comunicar-se e interagir com todos os tipos de crianças, independentemente de suas características. Se as ensinarmos desde a infância a entender essa visão de mundo, poderemos:

  • Formar cidadãos comprometidos e conscientes das injustiças. 
  • Criar uma sociedade melhor no futuro.

Em suma, é dever da sociedade conceder às novas gerações uma educação de qualidade, baseada na igualdade, no respeito à diversidade, na cooperação e na colaboração. E uma boa maneira de fazer isso é por meio dos livros.

“Como as aves, as pessoas são diferentes em seus voos, mas iguais no direito de voar.”

Anônimo

  • Baños-Pascual, C. (4 de noviembre de 2015). Por cuatro esquinitas de nada [Mensaje en un blog]. Aprendiendo a aprender. Recuperado de: https://blogpedagog.wordpress.com/2015/11/04/por-cuatro-esquinitas-de-nada/
  • Sánchez-Teruel, D. y Robles-Bello, M. A. (2013). Inclusión como clave de una educación para todos: revisión teórica. Revista española de orientación y psicopedagogía24(2), 24-36.