Posso ter relações sexuais durante a gravidez?

05 Agosto, 2018
Especialistas afirmam que se as pacientes fossem totalmente honestas numa consulta com o ginecologista, essa seria a primeira pergunta que as mulheres fariam ao engravidar. Posso manter relações sexuais durante a gravidez?

Mas apesar de ser a primeira dúvida em mente, as mães – sobretudo as de primeira viagem – ficam com vergonha de perguntar sobre esse tema tão normal. Como se não fizessem sexo, como se não estivessem grávidas.

A quantidade de mulheres que preferem evitar esse tema nas consultas médicas supera os 70% nos países hispânicos. 

Isso não é grave. Mas o que realmente preocupa é que, ao não tirar essas dúvidas, geram inconvenientes no seu relacionamento ao assumir que manter relações sexuais pode causar algum tipo de dano ao feto e, consequentemente, eliminar toda manifestação de intimidade.

É que os rumores que rodeiam o sexo durante a gravidez não são poucos. Já se ouviu falar do risco de provocar um aborto no primeiro semestre.

Também já se ouviu falar que a partir da 20ª semana de gestação existe a possibilidade de provocar um parto prematuro, enquanto que na última fase da gravidez afirma-se que o bebê está tão grande que a relação causa incômodo ao invadir o seu espaço.

Mas não há nada mais longe da realidade. Se o seu médico não diagnosticar nenhuma condição de risco para a gravidez, como placenta prévia ou sangramento vaginal, não existe razão para submeter o relacionamento a uma grande espera para estarem novamente debaixo dos lençóis que conceberam o bebê. Assim, se não existir contraindicação médica a respeito, a gravidez não é uma desculpa para não fazer sexo.

Na verdade, as relações sexuais durante o período de gestação trazem benefícios para a mãe, o pai e o bebê. A seguir explicaremos os motivos dessa afirmação.

O melhor para a mãe

Relações sexuais durante a gravidez

Ter relações sexuais com o seu companheiro produz, além do prazer, bem-estar físico e emocional. A mulher grávida passa por diversas transformações hormonais, o que pode gerar baixa autoestima ao aumentar de peso. Mas se ela se sente amada e desejada pelo seu esposo, não será sua barriga que a impedirá de se sentir plena e feliz.

O sexo é o melhor exercício para preparar os músculos vaginais para enfrentar as fortes contrações que aparecerão do dia do parto. Assim, quanto mais sexo, mais preparada a mãe estará para dilatar o colo do útero sem maiores dificuldades.

Durante a gravidez, desaparece a pressão pelos métodos anticonceptivos. Dessa forma, ambos podem focar em dar e receber mais prazer. Além disso, a vagina tende a estar mais sensível e lubrificada, o que aumenta a intensidade do orgasmo.

Fazer amor: um pai satisfeito

Relações sexuais durante a gravidez

Em algumas ocasiões, o homem pode se mostrar reservado a respeito do sexo no período da gravidez. Certamente, ele terá dúvidas. Mas se vocês conversarem abertamente, os dois perceberão que o relacionamento não tem motivos para ficar suspenso. Claro que a frequência diminuirá dependendo da etapa da gravidez. Mas o pai se sentirá satisfeito de pode estar perto de sua amada e de lhe dar prazer.

É recomendável reforçar a intimidade e a conexão mantendo relações sexuais nessa última etapa, antes de ganhar mais um membro na família.

Quando você não se afasta do seu parceiro, ele se sente parte do processo de gestação do filho, e não apenas um espectador do milagre da vida. As demonstrações de amor e desejo também são necessárias para que o pai não se sinta que será colocado em segundo plano quando o bebê nascer.

A gravidez é a prévia de uma mudança radical na vida de ambos, que pode implicar diferenças e brigas. Por isso, é recomendável reforçar a intimidade e a conexão nessa última etapa, antes de se tornarem uma família.

Fazer amor: o bebê também ganha

O bebê também sente prazer durante o encontro amoroso dos pais. A quantidade enorme de endorfina liberada imediatamente depois que a mãe tem um orgasmo, chega até o feto através do cordão umbilical.

A felicidade e o prazer que experimenta a mãe ao fazer amor é transmitida ao filho em sua totalidade. Você vai negar ao seu bebê essa sensação?

Pode parecer exagerado, mas pesquisas científicas confirmaram que quando as mães mantém com frequência relações sexuais durante a gravidez, seus bebês se tornam pessoas mais seguras de si mesmas.

Quando você pensa em manter relações sexuais com o seu parceiro, torna-se mais fácil retomar a intimidade no pós-parto. Por isso, você já sabe, não existem desculpas para se submeter a abstinência sexual durante esses longos nove meses.