Pré-eclâmpsia pós-parto: quais são as causas?

29 de junho de 2019
Tudo o que você precisa saber sobre os sintomas, as causas, os riscos e o diagnóstico da pré-eclâmpsia pós-parto.

A pré-eclâmpsia pós-parto é uma das condições mais delicadas que uma mulher pode experimentar. Embora não seja muito comum, é necessário tomar medidas preventivas e reconhecer os sintomas de maneira oportuna para, dessa forma, receber o tratamento adequado. Eles podem aparecer imediatamente após o parto e se estender de um mês e meio a três meses.

“A elevação da pressão pós-parto é mais frequente nos primeiros três a seis dias após o parto, quando a maioria das pacientes já recebeu alta. Um aumento significativo da pressão arterial pode ser perigoso (podendo, por exemplo, causar um derrame). No entanto, há poucas informações sobre como prevenir ou tratar essa condição.”

-Guillermo Hernández, Ernesto Deloya, Jenner Martínez, Manuel Lomelí-

Para começar, devemos definir a pré-eclâmpsia pós-parto como uma doença relacionada à pressão alta, da mesma forma como quando ela acontece durante a gravidez.

É importante esclarecer que essa condição requer tratamento imediato para evitar o risco de problemas cardiovasculares. Entre eles, podemos mencionar os danos às veias e vasos sanguíneos e os problemas cardíacos a longo prazo.

Sinais e sintomas da pré-eclâmpsia pós-parto

  • Súbito aumento da pressão arterial. Por pressão alta, entendemos 14/9 ou valores mais altos.
  • Uma concentração de mais de 300 mg de proteína na urina.
  • Perda súbita e temporária da visão. Também pode haver hipersensibilidade à luz, fraqueza, fadiga e estados alterados de consciência, por exemplo.
  • Aumento repentino e notório de peso. Por exemplo, um ou dois quilos por semana, mesmo seguindo uma dieta saudável. Náuseas e vômitos também podem ocorrer.
  • Inflamação nas extremidades e no rosto.
  • Dor no estômago ou na área abdominal.
  • Dor ao respirar.
Sinais e sintomas da pré-eclâmpsia pós-parto

Causas da pré-eclâmpsia pós-parto

Médicos e cientistas ainda não conseguiram chegar a um consenso sobre a causa definitiva dessa condição. No entanto, a explicação mais viável é a de que ela surge em mulheres que sofreram de pré-eclâmpsia durante a gravidez, mesmo sem saber disso.

Outro fator que pode ter incidência para a condição ocorrer é ter um histórico familiar da mesma doença. Outros fatores de risco são:

  • Aumento da pressão arterial a partir da 20ª semana de gravidez.
  • Gestações que ocorrem antes dos 20 ou após os 40 anos de idade.
  • Obesidade ou sobrepeso.
  • Gravidez múltipla.

Complicações associadas à pré-eclâmpsia pós-parto

  • Tromboembolismo. Essa doença consiste no aparecimento simultâneo de duas condições: trombose venosa e embolia pulmonar. Quando essa condição ocorre, há problemas respiratórios, dor no peito, febre e incapacidade de levar uma vida normal.
  • Edema pulmonar. Essa é uma doença que afeta drasticamente o sistema respiratório. Consiste no acúmulo de líquidos dentro dos tecidos e nas cavidades dos pulmões. Pode ser identificada ao expelir sangue ao tossir, além de haver ansiedade, transpiração excessiva e dificuldade para inspirar e expirar.

Como é diagnosticada e qual é o tratamento?

  • Exames de sangue. Com esses exames, verifica-se se o funcionamento do fígado e dos rins está normal. Além disso, verifica-se também se a mulher possui uma contagem saudável de plaquetas, as células que regulam a coagulação no sistema circulatório e que podem salvar uma vida em caso de hemorragia.
  • Exames de urina. Com esse tipo de análise, determina-se a concentração de proteínas na urina. Uma quantidade superior a 300 mg é um sinal de alerta.
Como ela é diagnosticada e qual é o tratamento

Com relação ao tratamento da pré-eclâmpsia pós-parto, certamente é preciso esclarecer que, em geral, é necessário o uso de medicamentos. De fato, o tratamento deve se concentrar em evitar episódios convulsivos, reduzir a pressão arterial e normalizar a composição da urina.

Então agora você já sabe como identificar os sintomas da pré-eclâmpsia pós-parto e as consequências que podem ocorrer como resultado de ignorá-los.

Seu corpo fica mais vulnerável depois de ter um bebê e é por isso que é tão importante prestar atenção aos sinais que ele te der. Sua primeira preocupação deve ser a sua própria saúde para que você também possa cuidar do seu filho e da sua família.