Tudo o que você precisa saber sobre a prolactina

6 de maio de 2018
Você já ouviu falar sobre a prolactina? Se você estiver grávida, é provável que já tenha ouvido sobre os efeitos da prolactina na produção do leite.

O excesso ou a carência de prolactina produz diferentes efeitos no nosso corpo. Agora, falaremos sobre o que você precisa saber sobre esse importantíssimo hormônio e como ele nos ajuda.

A prolactina é um hormônio produzido na glândula pituitária, uma glândula localizada no cérebro. Ele é importante em muitos aspectos. O mais conhecido deles é o controle da produção de leite materno. Durante a gravidez a prolactina alcança altos níveis.

Isso não significa que não há nenhuma produção de prolactina em situações de não gravidez ou não amamentação, já que esse hormônio está permanentemente presente em nossos corpos.

O sistema hormonal regula muitas das funções do nosso corpo, sendo de vital importância. No momento de tentar engravidar, é recomendável fazer um exame de sangue completo para comprovar que todos os níveis estão bons.

A prolactina se transforma numa aliada durante a gravidez e a lactação, mas níveis elevados podem impedir a gravidez desejada.

A prolactina e suas funções

São muitas as funções desse hormônio, e elas vão além da gravidez e da lactação. Aqui falaremos sobre algumas das mais importantes:

  • Incentiva a produção de leite materno. É ativado graças à estimulação do mamilo pela sucção do bebê.
  • Inibe a produção de outros hormônios, mandando ao organismo a mensagem de que você está grávida ou amamentando.
  • Ajuda, juntamente com outros hormônios, no desenvolvimento mamário durante a gravidez.
  • Impede gravidezes sucessivas. Ele não é uma medida contraceptiva 100% eficaz, mas intervém para impedir a ovulação da mulher durante o período de lactação e ajuda a normalizar a menstruação.

 

Excesso ou carência de prolactina

Tanto o excesso quanto a falta de prolactina em situações anormais pode nos mostrar que alguma coisa não está funcionando bem no nosso organismo. Por meio de um exame de sangue podemos descobrir os níveis de prolactina. Esses são os níveis normais:

  • Mulheres não grávidas: 25 ng/ml.
  • Mulheres grávidas: 34 a 386 ng/ml.
  • Homens: 15 ng/ml.

Excesso de prolactina

O excesso desse hormônio é chamado de hiperprolactinemia. É considerado um aumento importante quando supera 25 ng/ml em mulheres não grávidas e 15 ng/ml em homens. Há processos que exigem considerável aumento deste hormônio. Mas quando esses aumentos são fora do comum, pode produzir anomalias como:

  • Nos homens, desenvolvimento mamário e problemas de infertilidade e impotência.
  • Em mulheres, provoca anomalias na menstruação. Além disso, interfere na ovulação, o que pode impedir ou dificultar o processo de fecundação e inviabilizar uma gravidez. Reduz o desejo sexual e pode provocar dores de cabeça recorrentes.

As causas da hiperprolactinemia são muitas: anorexia, distúrbios do hipotálamo, hipotiroidismo, síndrome do ovário policístico, transtornos renais, etc.

Há remédios naturais que podem contribuir para o controle dos níveis altos de prolactina. Frutas e verduras dentro de uma dieta balanceada, e alimentos ricos em vitaminas A, B6, C e E; ácido fólico, ferro e zinco também deverão estar presentes na dieta.

Carência de prolactina

A carência de prolactina é chamada de hipoprolactinemia. Em princípio não tem efeitos em mulheres não grávidas ou homens. Em gestantes ou mulheres em período de lactação pode dificultar a produção de leite materno.

A regulação do hormônio prolactina é necessária, já que, como vimos, influencia em múltiplos processos de grande importância. Entretanto, o crescimento ou a diminuição dos níveis pode estar intimamente relacionado a outros transtornos que deverão ser tratados imediatamente.

Na indústria farmacêutica existem medicamentos com a função de controlar ou equilibrar os níveis de prolactina. Consulte seu médico para encontrar o que mais se adeque às suas necessidades. É importante lembrar que diante de qualquer dúvida, seu médico está disponível para ajudar.