Promoção da resiliência na infância

8 de outubro de 2019
A promoção da resiliência na infância constitui um recurso adequado para ter uma vida mais saudável. Não se trata apenas da força de vontade de ver o ‘lado bom das coisas’ ou o ‘copo cheio’, mas sim de adquirir habilidades essenciais para a vida.

A resiliência é a capacidade de enfrentar situações difíceis e, apesar delas, sair mais forte. Embora as crianças devam receber a proteção e o cuidado dos adultos, a promoção da resiliência e dessas capacidades desde cedo pode ser um bom recurso para desenvolver uma autonomia progressiva.

Pesquisadores do Departamento de Saúde de Minnesota, nos Estados Unidos, determinaram que a resiliência é o resultado de um conjunto de interações dinâmicas entre as experiências adversas de uma pessoa e os seus fatores de proteção. Embora isso possa parecer complexo, vamos tentar esclarecer essa ideia.

A promoção da resiliência e a sua aplicação prática na vida real

Não é incomum ver pessoas e famílias que passaram por situações de extrema dificuldade na vida, mas que ainda conseguem tolerar a adversidade. Por outro lado, podemos conhecer famílias e amigos que, diante do menor problema, parecem entrar em colapso. Qual é a diferença entre eles?

A promoção da resiliência: fonte de mudanças substanciais

Sem dúvida, existem fatores genéticos, sociais e comportamentais que são responsáveis por essas diferenças. Mas diferentes estudos concordam que a resposta está na chamada resiliência. A física, por exemplo, aborda esse assunto ao se referir à elasticidade de certos objetos que, apesar das pressões, mantêm a sua forma original.

Resiliência: ela nos torna diferentes?

Duas famílias diferentes que passam pela dor de perder um filho atravessam o luto de maneiras também diferentes. Enquanto uma delas sucumbe à tragédia, a outra (a título de exemplo) consegue superar as diferentes fases do luto que variam entre:

  • A raiva;
  • A tristeza;
  • A aceitação.

A promoção da resiliência: fonte de mudanças substanciais

A resiliência, portanto, parece ser o elo que pode gerar uma mudança substancial no modo como os problemas são vistos, para agirmos de acordo. Ela é alimentada por:

  • Autoestima;
  • Autoconfiança;
  • Espiritualidade;
  • Senso de humor.

Muitas vezes incluída entre as habilidades para a vida, a resiliência vêm ocupando um papel de destaque desde a década anterior, que permanece em vigor.

Longe da ideia de ser uma fórmula mágica que vai nos proteger de todas as situações de dificuldade, é interessante incorporar a aprendizagem da resiliência em sala de aula.

A promoção da resiliência

Em resumo

Resiliência é a capacidade de uma pessoa para superar os próprios problemas e até mesmo transformar os obstáculos em pontos fortes. Embora possa haver certos componentes biológicos ou inatos, a boa notícia é que a resiliência pode ser aprendida.

Juan de Dios Uriarte, que integra o Departamento de Psicologia Evolucionária e Educação da Escola de Ensino de Bilbao, na Espanha, destaca que:

“A escola pode ser um contexto para o desenvolvimento integral e para a promoção da resiliência de todos os alunos, desfavorecidos ou não, se for capaz de superar a mera função cognitiva de ensinar e aprender. […] Assim, ela se torna um verdadeiro espaço de comunicação, dando oportunidades para que todos os alunos estabeleçam vínculos positivos que, em alguns casos, compensam as experiências negativas de outros contextos sociais.”

-Juan de Dios Uriarte-

Assim, incluir professores, profissionais da saúde e as próprias famílias em programas de capacitação em resiliência representa um recurso e, particularmente, um desafio a ser construído e consolidado.