A proteção solar em bebês

4 de novembro de 2019
A proteção solar exige tempo e dedicação, ainda mais quando se trata de bebês.

Quando a questão é o cuidado das crianças, nenhuma medida é exagerada. Ainda mais quando falamos de prevenção dos danos causados pelo sol, a proteção solar em bebês, sem dúvida, é um assunto de grande relevância.

A proteção solar nos bebês e na infância

Segundo informação proveniente da página em língua portuguesa da FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos, quando perguntada sobre se deve ser aplicada proteção solar em bebês, a Dra. Hari Cheryl Sachs, pediatra da Administração de Alimentos e Medicamentos comenta que, em princípio, não.

Contudo, diz que a melhor estratégia é manter os bebês com menos de seis meses afastados do sol. E, principalmente, evitar que fiquem expostos ao sol entre as 10 e as 14 horas, quando os raios ultravioletas (UV) são mais fortes.

É algo que não é difícil de ser seguido. A justificativa da pediatra é que a pele do bebê é muito menos madura do que a dos adultos. Possui, além disso, uma proporção mais elevada de área de superfície com relação ao peso corporal em comparação com crianças mais velhas e adultos.

proteção solar em bebês

“Ambos os fatores indicam que a exposição de um bebê aos componentes químicos dos protetores solares pode ser muito maior, o que aumenta o risco de efeitos secundários do produto”.

–Dra. Hari Cheryl Sachs-

Paralelamente, e nessa mesma linha de raciocínio, a Dra. Paula Luna, do Departamento de Dermatologia Pediátrica, do Hospital Ramos Mejía, de Buenos Aires, Argentina, destaca que entre 50 e 80 % da exposição solar de nossas vidas acontece nos primeiros 20 anos, e que os efeitos dos raios ultravioletas (RUV) são irreversíveis e cumulativos.

Mas, e então?

De acordo com o apontado pela Dra. Luna, as crianças menores de 3 anos são ainda mais vulneráveis aos raios UV, principalmente porque elas têm níveis mais baixos de melanina, o estrato córneo mais fino e uma relação da área exposta/massa corporal diferente. Consequentemente, são mais suscetíveis ao sol.

Algumas dicas para a proteção solar em bebês

Algumas dicas que a Dra., por um lado, propõe são:

  • Evitar o horário de pico do sol.
  • Permanecer na sombra e usar roupa adequada.
  • Utilizar protetor solar.

Desse modo, em bebês com menos de 6 meses, devido às condiciones mencionadas anteriormente, é essencial evitar o sol. Além disso, o uso de bloqueadores solares não é recomendado.

O que acontece com a proteção aos raios solares na infância?

Segundo as normas da Food and Drug Administration (FDA), existem:

  • 17 ingredientes aprovados e outros em análise. Se o fator de proteção solar (FPS) for maior do que 15 e for de amplo espectro (UVB e UVA), ajuda a prevenir queimaduras de sol e, se usado de maneira correta, previne o envelhecimento prematuro e o câncer provocado pelo sol.
  • Por outro lado, se o FPS for menor do que 15 ou não for de amplo espectro, pode-se afirmar que somente ajuda a prevenir as queimaduras.

O que devemos esperar dos pediatras?

  • Orientação, já que, de acordo com a opinião da Dra. Luna, as recomendações com relação aos cuidados do sol deveriam fazer parte da rotina de controle de toda criança saudável.
  • Reforçar os cuidados nas crianças de 9‐10 anos e fazer com que se tornem responsáveis.
A proteção solar em bebês

  • Deve-se desaconselhar fortemente a realização de bronzeamento artificial.
  • Evitar o sol durante o horário de pico.
  • Preferir sempre a sombra quando for possível.
  • Não usar habitualmente FPS em crianças menores de seis meses.

Difícil? Complicado?

Sem dúvida, à simples vista, pode parecer difícil ou complicado proteger os bebês do sol, mas o custo por não fazê-lo acaba sendo muito alto e prejudicial para eles. Criar o hábito de se proteger do sol, da mesma forma que temos o hábito de usar o cinto de segurança ou de fazer a higiene dental, certamente pode ser uma prática muito importante.