Quais atividades ajudam o seu filho a controlar as emoções?

· 21 de julho de 2018
Reconhecer seus sentimentos e ter momentos de reflexão e concentração são atividades que ajudam o seu filho a controlar as emoções. Conheça mais sobre esse assunto!

A maioria das crianças aprendem habilidades de autocontrole entre as idades de 2 e 5 anos. Mas, às vezes, as crianças mais velhas continuam lutando contra a impulsividade.

Uma das chaves para o desenvolvimento do controle dos impulsos é reconhecer a diferença entre os sentimentos e as ações, afirma uma artigo que se apoia nos conselhos extraídos da página Education.com.

Esse mesmo artigo diz que, muitas vezes, as crianças mais novas têm problemas para regular suas emoções. Assim, seus sentimentos conduzem a comportamentos negativos antes que elas consigam refletir sobre eles.

Por isso, é conveniente que você ajude o seu filho a aprender a identificar seus sentimentos de raiva ou frustração, aprendendo a classificar essas emoções. A Scholastic.com recomenda validar os sentimentos do seu filho e, em seguida, modelar uma forma mais adequada de expressá-los.

Por exemplo, “Não bata na mamãe. Bater machuca. Sei que você está com raiva, mas não pode responder dessa maneira”. Isso permite a criança saber que ela pode ter esses sentimentos, mas nem sempre é possível reagir a eles de uma maneira agressiva.

Controlar as emoções

Atividades para controlar as emoções

Exercitar e se movimentar aumenta os níveis de dopamina, norepinefrina e serotonina no cérebro, segundo Scholastic.com. Esses hormônios podem ajudar a melhorar o foco e a atenção, assim como a concentração, enquanto produzem a diminuição da hiperatividade e da impulsividade.

Por sua vez, Education.com afirma que a ação inibidora, ou a possibilidade de esperar que algo comece, é uma habilidade essencial na aprendizagem do autocontrole. Fazer certas brincadeiras ativas com seu filho podem lhe ajudar a aprender sobre o controle dos impulsos enquanto se divertem.

Brincadeiras e atividades físicas

As brincadeiras como Genius ou Marcopolo incentivam a criança a escutar com atenção, seguir instruções e controlar seu corpo, detendo seus movimentos em certo momento.

Outra brincadeira que alimenta essas habilidades é uma brincadeira da “dança congelada”: você pode reproduzir uma música e pedir que a criança dance pela sala, mas assim que a música parar, ela tem que congelar (ficar como uma estátua).

As habilidades de funcionamento executivo de uma criança são sua capacidade de pensar, planejar, resolver problemas e executar tarefas, de acordo com a Scholastic.com. Ajudar seu filho a desenvolver as capacidades de funcionamento executivo pode ajudá-lo a parar de agir impulsivamente e começar a pensar mais nas suas ações, afirma o artigo.

Os jogos de memória também contribuem muito para isso. A memória de curto prazo está vinculada à melhora do controle do impulso, já que a carga cognitiva do córtex frontal se ilumina devido à capacidade que a pessoa adquire de administrar a impulsividade.

Praticar artes marciais, academia, meditação, yoga ou natação também podem ser atividades que contribuem para o seu filho aprender a controlar suas emoções, visto que os ensinam a respirar tranquilamente e se concentrar.

As crianças mais velhas também são capazes de estabelecer e trabalhar metas. Ajudar seu filho a fazer isso vai melhorar seu funcionamento executivo e a construção do autocontrole.

Controlar as emoções

Controle das emoções

O autocontrole emocional, que começa por volta dos 4 anos de idade, é uma das tarefas evolutivas mais complexas que enfrentamos durante nosso desenvolvimento, com maior ou menor êxito.

O psicólogo Mark Greenberg demonstrou ao longo de uma pesquisa desenvolvida com crianças durante mais de 30 anos que elas melhoram de uma modo natural suas habilidades para se relacionar com os outros e suas habilidades acadêmicas quando  aprendem habilidades para ser acalmar, sabendo também como identificar seus sentimentos e como falar adequadamente sobre eles.

Outros grandes intelectuais como Antonio Damasio, afirmam que a emoção afeta as funções estritamente cognitivas como a percepção, a memória e a atenção. Dessa maneira, fica comprovado algo fundamental: emoção e cognição não são processos independentes, mas estão intimamente relacionados.

Portanto, seu filho será mais inteligente e estará mais adaptado se conhecer suas emoções e souber como administrá-las construtivamente.

Quando uma criança aprende a identificar e aceitar seus sentimentos, isso se reflete positivamente na sua segurança psicológica e na sua autoestima. A criança algo muito, muito valioso: que ela é “dona dos seus sentimentos”.

Os adultos são os responsáveis por oferecer uma ajuda construtiva, mas muitas vezes nos vemos confrontados com nossas limitações nessa difícil tarefa.

Assim, não saberemos fazer da maneira correta se não começarmos por aceitar nossas próprias emoções negativas intensas que originam tensões e se não aprendermos a administrar esses sentimentos sem rejeitá-los.