Quando uma mulher é mãe, pensa em dobro

12 de dezembro de 2018
Onde quer que esteja, uma mãe sempre vai se preocupar com seus filhos, eles sempre serão um pedacinho do coração fora do corpo.

Quando uma mulher é mãe, suas preocupações se multiplicam por dois, sua felicidade se eleva ao quadrado e as antigas tristezas ou inseguranças são divididas pela metade.

Esta estranha e complexa fórmula matemático-emocional é mais do que parece, pois será assim durante toda a vida, não importa se seu filho já for adulto.

À primeira vista, esse acúmulo de pressões, medos e preocupações pode ser um pouco estressante. Entretanto, não podemos esquecer que existe um nível ótimo e ideal de ansiedade responsável por manter nosso olhar e nossa mente sempre alerta.

Nós nos transformamos em criaturas atentas como aqueles pássaros que olham para o mundo de cima, com as asas abertas e os olhos bem afiados para detectar qualquer perigo, perceber qualquer oportunidade.

Quem pensa pouco erra muito, quem pensa o dobro comete apenas algumas falhas

-Leonardo da Vinci-

É claro, também não podemos esquecer do papel dos pais. Eles pensam duas vezes mais, sofrem o triplo e dão tudo por sua família.

No entanto, desde o primeiro momento que a mulher descobre que está grávida, ela experimenta um desdobramento inexplicável. Já não somos mais uma pessoa, somos duas.

Já não concebemos a nossa individualidade e a nossa identidade da mesma forma. Assim acontece também com nosso cérebro, com todas as suas mudanças químicas e hormonais. Ele é responsável por intensificar todas as emoções, os pensamentos, as preocupações, as dúvidas, etc.

No entanto, é preciso assumir todo esse processo como algo normal e natural. Por isso, é necessário gerenciar corretamente.

Pensar o dobro é bom, nos permite ser mais eficazes, hábeis e protetoras. Mas cuidado! Pensar demais não é aconselhável. Nosso nível de ansiedade passará dessa curva ideal de eficácia para entrar em um processo de estresse nada saudável.

Os superpoderes de uma mulher que é mãe preocupada

mulher é mãe

A mãe de hoje é geralmente uma mulher independente, que trabalha e que também está atualizada sobre as questões de criação e educação dos filhos.

Tudo isso transforma sua mente em um computador multitarefa atento a qualquer estímulo, interessado em qualquer tipo de informação e, o mesmo tempo, atenta à agenda, às rotinas, às obrigações e aos objetivos a serem cumpridos.

Uma mãe está “preparada” biologicamente para que nada fuja do seu controle

  • Dizer que as mães adquirem superpoderes durante a criação dos filhos é pouco.
  • O relatório intitulado “Comunicação materno-filial: vínculo de apego”, elaborado por especialistas da Universidade de Navarra, revela que a que a maternidade estimula a inteligência e as habilidades sensoriais.
  • Tudo isso é alcançado para um propósito muito específico: ter maior sucesso na criação dos filhos.
  • Especialistas em psicologia perinatal afirmam que, graças às novas técnicas de neuroimagem, foi descoberto que as áreas associadas ao sistema cognitivo-afetivo se ativavam muito mais no cérebro da mãe.
  • Outro fato interessante que foi possível descobrir é que nos primeiros meses de gravidez os ovários produzem entre 10 e 100 vezes mais progesterona, o que corta a produção de cortisol, responsável pelo estresse.
    • Isto se justifica por uma razão muito simples: o estresse elevado e sem controle prejudica o feto.
mulher é mãe

Além disso, algo que devemos descartar de uma vez por todas a ideia clássica de que a mulher que é mãe ou que acabou de dar à luz experimenta alguma lentidão ou confusão mental. Isto é falso.

Katherine Ellison, vencedora do Prêmio Pulitzer e autora de “Inteligência de mãe: como a maternidade nos torna mais espertas”, diz que é exatamente o contrário.

A maternidade é responsável por uma mudança incrível em nosso cérebro: isso nos permite estar mais alertas, mais intuitivas e mais receptivas a qualquer estímulo.

Pense o dobro, se preocupe com o seu bebê, mas nunca descuide de si mesma

Não devemos perder de vista um fato essencial: a maternidade coloca o nosso nível de atenção no máximo. No entanto, esse nível de ansiedade prolongado pode ser cansativo ao longo do tempo.

Nós amadurecemos quando sentimos que a nossa preocupação pelos outros é maior do que com nós mesmos

-Albert Einstein-

Descansar de vez em quando, e acima de tudo, se priorizar nunca será um pecado capital, mas sim uma necessidade vital.

Ninguém é uma mãe ruim por tomar uma tarde livre para si mesma e deixar que o papai faça as mesmas tarefa que você sempre faz.

Ninguém pode criticá-la se você decidir tirar uma soneca enquanto ainda há tarefas domésticas pendentes ou se você quiser passar uma tarde relaxada com seu filho e outras mamães.

  • Tenha as suas prioridades bem claras: você e a sua família.
  • Evite se deixar levar por preocupações excessivas e pensamentos ruminantes que não levam à lugar nenhum.
    • Por exemplo, o medo de que seu filho não deixe a fralda quando deveria, que ele não ande quando você acha que é a hora ou não fale muito mesmo se já tiver completado três anos.
    • Tudo acontecerá ao seu tempo, no seu momento e quando o desenvolvimento natural do seu bebê for propício.
  • Você também deve evitar que outras pessoas a contagiem com suas preocupações, medos ou ansiedades. A criação e a educação de um filho já é bastante complexa, por isso evite carregar pesos que não são seus e pressões externas que não lhe pertencem.
mulher é mãe

Para concluir: sentir medos, pensar demais, ter dúvidas e preocupações, é totalmente normal quando você se torna mãe. Mas nunca se esqueça de uma coisa: você está bastante preparada para fazer isso maravilhosamente bem.