Recém-nascidos e animais de estimação

3 de outubro de 2018
Todos nós, pais que temos animais de estimação, nos preocupamos com a proximidade entre nosso bebê e os peludos da casa. Leia este artigo e descubra todas as precauções que você deve tomar para que seus queridinhos possam conviver.

Neste post, vamos nos concentrar em como abordar a convivência de cães e gatos (só estes animais por serem os mais comuns) com o novo bebê.

Como podemos integrar o cão ou o gato na nova dinâmica de uma família com um recém-nascido?

Essa é uma das perguntas mais frequentes nas consultas pediátricas. Os médicos sempre recomendam cautela no momento de apresentar o mais novo membro da família para os animais de estimação.

Acontece que, antes de ter filhos, nossos animais de estimação eram o centro da nossa atenção. Portanto, os queridinhos da casa, de uma forma ou outra, podem se sentir deixados de lado com a chegada de um bebê à família.

Os pais devem acompanhar de perto as aproximações entre o bebê e o pet.

Bebê e pet: aproximação progressiva

animais de estimação

Se você quiser continuar dando amor e atenção ao seu animalzinho sem prejudicar a saúde do bebê, considere as seguintes recomendações:

Embora fosse maravilhoso que nosso bichinho e o bebê se dessem bem desde o primeiro momento, há muitos riscos a serem evitados durante o primeiro ano de vida da criança.

Como donos do pet, devemos analisar objetivamente se é um animal calmo, sossegado ou agressivo. Isso vai determinar quando vamos estar prontos para aproximá-lo do bebê.

Tanto veterinários quanto pediatras concordam que a melhor maneira de apresentar o pet para o novo membro da família é segurando o bebê no colo e permitindo que o animal se aproxime lentamente. Se for um cachorro, certamente ele vai quer farejá-lo.

Após esses primeiros momentos, você pode permitir que o cão fique por perto. Mas não dentro do berço ou do carrinho do bebê. Além disso, ambos sempre devem estar sob sua supervisão.

A recomendação mais importante é a analisar qual é a reação do cachorro ou gatinho quando o bebê chora. Dessa forma, você deve observar se o animal se mostra nervoso quando isso acontece ou, pelo contrário, se permanece calmo com a criança.

Recomenda-se que os animais de estimação não fiquem nos espaços onde o bebê come e descansa.

Depois dos seis meses de idade, quando o bebê puder agarrar coisas com as mãos, você pode ter certeza de que a criança vai tentar acariciar o bichinho.

Não há nenhuma razão para que você a proíba de brincar com ele. Mas lembre-se de que, logo após o contanto com o animal, sempre se deve lavar as mãos imediatamente. Isso porque as crianças muitas vezes costumam colocar as mãos na boca.

Quando a criança tiver um pouco mais de 12 ou 18 meses, você pode deixá-la interagir mais com o cachorro. Certamente, você vai ver que será uma ótima alternativa para entreter o bebê.

As vantagens de ter um cachorro em casa

animais de estimação

Os especialistas em alergias dizem que a presença de um animal em casa, especialmente um cão, pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico das crianças.

Por exemplo, ao gerar micróbios no ambiente, chamadas endotoxinas, esses animais irão ajudar a combater os agentes que desenvolvem asma e doenças respiratórias.

No entanto, deve-se ter em mente que existem exceções. Nesse sentido, é possível que o bebê seja vulnerável à presença de pelos dos animais. Por vezes, os pelos provocam dermatite, rinite alérgica ou conjuntivite nos bebês.

Por essa razão, devemos seguir ao pé da letra a recomendação de fazer uma aproximação gradual.

Dessa forma, poderemos observar se o bebê tem alguma reação adversa sempre que se aproxima do bichinho. Se esse for o caso, devemos consultar o médico imediatamente.

Se você não notar nada estranho, então pode continuar aumentando a frequência das interações. Aos, poucos, também possível ir encurtando a distância entre a criança e o peludo.

É claro que é uma boa ideia separar os espaços de cada um. Podemos permitir momentos de brincadeiras e carinho. Mas em relação ao espaço em que o bebê come ou descansa, é importante manter o pet longe. Pelo menos durante os três primeiros anos.

Reforçamos de novo: se você não perceber nenhuma reação alérgica no bebê, não há nenhuma razão para mantê-lo longe do animal.

Pelo contrário, você pode ensiná-los a interagir, se respeitar e compartilhar um espaço comum, como a sala de estar, o jardim etc.