Seleção de poemas curtos para crianças

· 19 de outubro de 2018
Se você é amante das letras e quer ensinar ao seu filho alguns poemas curtos para crianças, verifique as opções que apresentaremos a seguir. Nós incluímos o melhor de Lope de Vega, García Lorca, Mistral, Martí, Del Valle e Walsh. Imperdível!

Os poemas curtos para crianças surgem de canções de ninar ou baladas populares que foram cantadas a fim de acalmá-las para dormir ou ensinar preceitos morais.

Eles constituem uma das mais belas criações literárias. Além disso, geralmente são lembrados e apreciados pelas crianças até a idade adulta.

Enumerar as múltiplas vantagens de narrar poemas aos nossos filhos e apresentá-los precocemente ao mundo das letras pode nos levar um artigo inteiro.

Assim, sem mais delongas, apresentaremos nossa seleção de poemas curtos para crianças que inclui figuras como García Lorca, Lope de Vega, Mistral, Gloria Fuentes, Del Valle, José Martí e Walsh.

Seleção de poemas curtos para crianças

“A Tarara”, de Federico García Lorca

A tarara sim, a tarara não; a tarara menina que eu vi. A tarara usa um vestido verde; cheio de babados e guizos. A tarara sim, a tarara não; a tarara menina que eu vi. Minha Tarara exibe uma cauda de seda, sobre as retamas e a hortelã. Oh! Tarara louca, mexa a cintura, para os rapazes das azeitonas.

“Água, para onde você vai?”, de Federico García Lorca

Água, para onde você vai? Rindo, desço o rio até a beira do mar. Mar, para onde você vai? Eu subo rio acima, procurando por uma fonte para descansar. Choupo e o que você fará? Eu não quero te dizer nada, eu… tremer! O que eu quero, o que eu não quero para o rio e para o mar? Quatro pássaros sem rumo no alto do choupo estão.

“A borboleta do ar”, de Federico García Lorca

Borboleta do ar, como você é linda! Borboleta do ar, dourada e verde. Luz de lamparina… Borboleta do ar, fique aí, aí aí.

Você não quer parar, parar você não quer… Borboleta do ar, dourada e verde. Luz de lamparina… Borboleta do ar, fique aí, aí, aí.

Borboleta, você está aí?

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“Os ratos”, de Lope de Vega

Os ratos se juntaram para se livrar do gato; e depois de um longo tempo de disputas e opiniões, eles disseram que acertariam em colocar um guizo nele, que o gato andando com ele, poderiam fugir melhor.

Saiu um rato de barba grisalha, de cauda longa, de focinho chato, e arrepiando as costas grossas, disse ao senado romano, depois de adorar por um tempo: Quem de nós será aquele que ousará colocar o guizo no gato?

“Você me teve”, de Gabriela Mistral

Dorme, meu filho, durma sorrindo, que é o círculo dos astros, que está te ninando. Você aproveitou a luz e estava feliz. Tudo estava bem por você me ter.

Dorme, meu filho, durma sorrindo, que é a terra amorosa que está te ninando. Você olhou para a ardente rosa carmesim. Você agarrou o mundo: você agarrou a mim.

Dorme, meu filho, durma sorrindo, que é Deus na sombra quem está te ninando.

“Minha cara”, de Gloria Fuentes

No meu rosto redondinho eu tenho olhos e nariz, e também uma boca para falar e para rir.

Com os meus olhos, vejo tudo; com o nariz, faço atchim; com minha boca, como pipoca de milho

“Tudo está no lugar”, Gloria Fuentes

Os lobos no mato, os pintinhos no curral, os peixes na água, os barcos no mar.

Já está tudo no lugar, já tudo em seu lugar. As crianças na escola e os patos a voar.

“Os poemas curtos para crianças surgem a partir de canções de ninar ou baladas populares que foram cantadas a fim de acalmá-las para dormir ou ensinar preceitos morais.”

Meu cavaleiro (Poemário Ismaelino)”, de José Martí

De manhã, meu filhinho me acordava, com um grande beijo. Estendido sobre meu peito, brindes fazia com meu cabelo.

Ele tonto de alegria, de alegria eu tonto, meu cavaleiro me esporeava: Que esporear suave dos seus dois pés frescos! Como ria meu jockeyzinho! E eu beijei seus pezinhos. Dois pés que cabem em apenas um beijo!

“O elefante”, Adriano del Valle

O elefante chorou porque não queria dormir. Durma meu elefantinho que a lua vai te ouvir.

Papai elefante está perto, se pode ouvir seu mugido no Mangue. Durma meu elefantinho que a lua vai te ouvir.

O elefante chorava e levantava sua tromba ao vento parecia que estava limpando o nariz na lua.

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“No país do Nãomelembro”, Maria Elena Walsh

No país do Nãomelembro, dou três passos e me perco.

Um passinho por aqui, não me lembro se dei. Um passinho por lá, que medo que me dá!

Um passinho atrás, e não dou nenhum mais. Porque eu já me esqueci onde coloquei o outro pé.

Todos os poemas curtos para crianças que nós proporcionamos têm humor, instruções e também são cheios de amor.

Temos certeza de que seus filhos vão adorar e apreciar a memorização dessas belas obras!