O que são as trompas de Falópio?

Graças à estrutura macro e microscópica das trompas uterinas, o encontro entre o óvulo e os espermatozoides é possível. Isso permite a fertilização e o desenvolvimento de uma nova vida.
O que são as trompas de Falópio?

Última atualização: 01 Agosto, 2021

As trompas de Falópio são um par de órgãos alongados, localizados em cada lado do útero e em contato próximo com os ovários. Como parte do sistema reprodutivo, desempenham um papel fundamental no transporte dos óvulos e dos espermatozoides. De fato, a fertilização ocorre em um de seus segmentos.

Se você tem interesse em saber um pouco mais sobre sua estrutura, seu funcionamento e possíveis doenças em que podem estar envolvidas, acompanhe com a gente o seguinte artigo.

Anatomia

As trompas de Falópio são órgãos tubulares alongados que medem em média 10 centímetros. Para fins práticos, é possível distinguir várias porções ou segmentos:

 

Uma das trompas de Falópio.

  • Pavilhão: é a porção mais externa ou distal que está em contato com os ovários. É caracterizada por ter várias extensões chamadas fímbrias.
  • Ampola: como o próprio nome sugere, é uma porção alargada. Devido ao seu formato, facilita o encontro entre o óvulo e os espermatozoides, ou seja, a fecundação.
  • Istmo: ao contrário da ampola, o istmo tende a ser menor e mais longo, facilitando a passagem do óvulo para o interior do útero.
  • Interstício: é uma pequena área com características microscópicas particulares, que permitem a união entre a matriz (o útero) e as trompas.

Se o tecido fosse analisado ao microscópio, seriam encontradas inúmeras estruturas alongadas chamadas pregas, que se movem constantemente, favorecendo o trajeto do óvulo ao longo das trompas em direção ao útero.

Funções

A principal função das tubas uterinas é servir como meio de transporte do óvulo para facilitar seu encontro com os espermatozoides. Para entender o processo, é importante levar em consideração as estruturas anatômicas mencionadas.

Antes da ovulação

Chamamos de ovulação o processo através do qual ocorre a saída de um oócito (a forma imatura do óvulo) de um folículo ovariano. Como todas as mudanças que ocorrem durante o ciclo menstrual, isso também ocorre como resultado de alterações hormonais.

Esses hormônios induzem alterações na estrutura interna das tubas uterinas, produzindo um aumento no tamanho das fímbrias e das pregas. No primeiro caso, para facilitar a “captação” do oócito uma vez liberado e, no caso das pregas, para permitir a mobilização em direção à ampola.

Durante a ovulação

As contrações dos músculos presentes nas trompas de Falópio, o movimento das vilosidades internas e as secreções que são liberadas dentro dessa estrutura favorecem o movimento do futuro óvulo ao longo das trompas uterinas.

Se a mulher teve relação sexual nas horas anteriores à ovulação, a movimentação dos espermatozoides será favorecida pelas mesmas estruturas, mas na direção oposta. Ou seja, desde a matriz uterina até a ampola.

Depois da ovulação

No caso de fecundação do óvulo, o futuro embrião viajará pelos mesmos mecanismos até a matriz uterina, onde irá aderir a uma de suas paredes. Aqui começará o processo de divisão celular necessário para o crescimento e desenvolvimento do bebê.

Mas se a fertilização não ocorrer, o óvulo será absorvido pelo útero e ocorrerá o sangramento menstrual, que nada mais é do que a descamação do endométrio, a camada mais interna do útero.

 

Doenças que podem afetar as trompas de Falópio

Vários eventos podem causar inflamação ou danos nas tubas uterinas. O Manual MSD resume alguns deles, que estão explicados a seguir:

  • Doença inflamatória pélvica. Geralmente é o resultado de uma infecção sexualmente transmissível, como a gonorreia ou a clamídia. Caracteriza-se por fortes dores pélvicas, febre e corrimento vaginal fétido, entre outras.
  • Gravidez ectópica. Às vezes, a fertilização ou o transporte do oócito fertilizado ocorre de forma anômala. Isso resulta no desenvolvimento da gravidez em um local diferente do endométrio, uma condição que põe em risco a vida da mãe e é incompatível com o desenvolvimento adequado do bebê.
  • Endometriose. É a presença de tecido endometrial em uma área anormal, por exemplo, nas tubas uterinas. Isso resulta no desenvolvimento de tecido cicatricial ou cistos.

Algumas considerações finais sobre as trompas de Falópio

As trompas de Falópio são essenciais para garantir a reprodução em humanos. Apesar de seu pequeno tamanho, elas permitem que os espermatozoides e o óvulo se encontrem, facilitando o transporte através do sistema reprodutivo. Sem elas, a vida como a conhecemos não poderia existir.

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