Era uma vez uma pequena mão que me pegou com força enorme!

· 1 de dezembro de 2018
Era uma vez um pequeno bebê com uma pequena mãozinha... Confira essa relação emocionante entre mamãe, papai e bebê.

Era uma vez uma pequena mão, um punho fechado coberto de vernix caseoso, essa textura branca que trazem os recém-nascidos quando vêm ao mundo.

Era uma vez uma pequena vida que chegou em meio a lágrimas, medos e ansiedades, e que logo se agarrou a um dedo familiar com uma força imensa.

Era o dedo da mamãe, que recebeu emocionada a marca da energia do seu pequeno, o seu instinto natural logo reconheceu a sua maior figura de apego, símbolo do amor infinito.

Muitas vezes se costuma dizer que são as menores coisas que compõem o tecido mágico da nossa vida. Um deles sem dúvida é esse refúgio da nossa memória da qual gostamos tanto de relembrar.

O ser humano é um nostálgico irremediável. E se há um momento impossível de deixar cair no esquecimento, é aquele em que nosso filho pega o nosso dedo pela primeira vez, apertando com muita força em sua mão tão pequenina.

A infância é medida por sons, aromas e cenas…

-John Betjeman-

Para os bebês, esse gesto é apenas instintivo, mas é suficiente para nos prender por toda a vida. É um começo que nenhum pai se esquece, que o emociona e que pulsa para sempre em seu coração.

É como se o bebê nos reconhecesse como parte de sua vida, como se já soubesse “você é minha mamãe, você é meu papai”. Não tem como negar as evidências: a partir desse momento o laço já foi criado e jamais poderá ser rompido.

Era uma vez uma mãozinha pequenina…

uma pequena mão

Era uma vez a força, a vida e o medo contidos em uma pequenina mão que busca refúgio.

Basta colocar o nosso dedo na palma da mão do nosso bebê para ver que ele segura na hora, com a necessidade se acalmar, de se sentir seguro. Somos parte dele e esse pequeno ser precioso também é parte de nós.

O reflexo de segurar do bebê

Esse gesto que derrete os nossos corações é um reflexo natural, um ato instintivo herdado de nossos antepassados. Mas isso não significa que seja menos emocionante.

Essa reação de agarrar tudo o que toca as suas mãos faz com que ele se sinta seguro. Na verdade, ele segura com tanta força que podemos até levantá-lo enquanto ele está agarrado em nossos dedos.

  • Agarrar é uma ação natural, assim como os outros reflexos do recém-nascido. Sem dúvida, é necessário para o seu bom desenvolvimento.
  • De fato, esse reflexo desaparece em pouco tempo à medida que o cérebro do bebê amadurece. Ele começa a manipular e pegar objetos com intencionalidade e maior agilidade.

Segurar a mão do seu bebê durante esses primeiros meses é altamente recomendado

É muito comum que a mãe pegue a mão do bebê enquanto o amamenta, deixando-o apertar seu dedo com força. Durante o primeiro mês de vida da criança, é comum vê-la sempre com o punho fechado.

Pouco a pouco, começamos a notar mudanças incríveis, como o fato de que já não aperta tanto ou, até mesmo, agita o brinquedo que lhe damos nas mãos.

A estimulação contínua, esse hábito carinhoso de pegar nas mãozinhas do bebê, de acariciá-lo enquanto está mamando ou tomando banho, sem dúvida, farão com que ele dê passos maravilhosos no seu amadurecimento, contribuindo para o desenvolvimento adequado.

No oitavo mês, o bebê já tem consciência de suas mãos

uma pequena mão

Seguramente, você notará que, ao chegar ao oitavo ou nono mês, o bebê não vai conseguir deixar suas mãozinhas quietas.

É quando começam os puxões de cabelo, quando de repente quer tocar o nosso rosto e pegar tudo aquilo que está na frente dele que é interessante de alguma forma.

Nessa fase, o bebê não só se diverte com o simples fato de pegar as coisas, mas também adora que essas coisas façam barulho, ou que o papai ou a mamãe falem com ele enquanto pegam na sua mão, cantem, brinquem, sussurrem para ele…

É um momento excepcional no qual a criança é receptiva a muito mais estímulos. Em pouco tempo, ela irá aprimorar ainda mais o mecanismo de agarrar com “a pinça”. Ou seja, unir o polegar e o dedo indicador para desenvolver ainda mais a sua psicomotricidade fina.

As mãos são um canal para nossas emoções, uma espécie de linguagem mágica

uma pequena mão

Sentir a mão de nosso parceiro que nos oferece apoio, afeto, cumplicidade, carinho… Dar a mão aos nossos avós para ajudá-los a se mover ou enquanto conversamos com eles para demonstrar proximidade…

Tudo isso nos oferece uma série de emoções positivas que reforçam os vínculos e edificam relações significativas, ao mesmo tempo em que nos dá um senso de humanidade no qual nos reconhecemos e cuidamos uns dos outros.

A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes

-Oscar Wilde-

Tocar é sentir. Tocar as pessoas que são importantes para nós é validá-las com afetos e reconhecê-las como seres especiais em nosso coração. Portanto, nunca negligenciemos a importância de proporcionar essa linguagem aos nossos filhos.

Aquela história que começou com um toque de mágica e carinho imenso ao sentir a mãozinha pegando os nossos dedos pela primeira vez não para por aí.

Isso é apenas o começo. Depois, vêm as carícias, as atenções, as brincadeiras, folhear um livro, caminhar de mãos dadas, explorar o mundo, etc.

Aproveite e valorize esses momentos que, certamente, não têm preço!

Imagens, cortesia de Lullabilly