5 sentimentos compreensíveis quando a gravidez é de alto risco

16 Agosto, 2017

Mesmo que a principal recomendação para qualquer gravidez seja se focar em manter o pensamento positivo, às vezes isso não é completamente possível. Por exemplo, quando estamos lidando com uma gravidez de alto risco é difícil ficar tranquila e manter a cabeça livre de preocupações. Certos sentimentos nos oprimem quando pensamos que talvez as coisas não saiam como desejamos.

Como são nove meses, talvez tenhamos que lidar com diversas situações, já que é um período um pouco longo. Queremos que acabe logo por vários motivos, mas sobretudo desejamos que tudo termine bem. Sabemos que quando as coisas não vão bem o tempo parece passar mais devagar, tudo se torna uma tortura.

De algum modo, a maioria das emoções positivas começam a ser substituídas pela ansiedade, pelo medo ou pela insegurança. Infelizmente, não é em todos os momentos que a maternidade recebe a compreensão que merece. Não queremos nos sentir assim. Mas, simplesmente, não conseguimos evitar.

O que sente uma mulher que passa por uma gravidez de alto risco?

Uma coisa é ter sentimentos negativos do nada, outra muito diferente é se lembrar o dia todo que devemos nos cuidar de forma extrema. Às vezes, as gravidezes de alto risco se tornam cansativas e dolorosas. Portanto, é difícil não nos sentirmos pressionadas.

O acompanhamento médico, os intermináveis repousos e as mudanças drásticas de hábitos podem fazer a mulher sofrer o dobro. Já não se trata apenas da preocupação interior para que tudo saia bem, mas de praticar a cada minuto.

Mesmo que cada gravidez seja única, assim como cada mulher, certamente os medos aparecerão. É normal nos sentirmos deprimidas ou ansiosas e, inclusive, culpadas. A seguir, falamos sobre quais são os sentimentos mais comuns em mulheres que encaram uma gravidez de alto risco.

Ansiedade

É comum a ansiedade estar presente na maioria das gravidezes, mas em uma gravidez de alto risco esse estado aumenta exponencialmente de intensidade. Nessa situação, a mulher pode se preocupar excessivamente com o bebê e com ela mesma.

Ela tem, inclusive, medo de imaginar seu bebê porque não tem certeza de que ele vai nascer. Até mesmo esse pensamento a aterroriza. É errado pensar que meu filho vai morrer? Não. É um sentimento compreensível. Ela sente isso porque de alguma maneira os médicos disseram que isso pode acontecer.

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Conversar sobre esse assunto, se manter informada e cumprir todas as recomendações médicas ajuda bastante nessas situações. Comparecer às consultas de rotina e seguir as recomendações também contribuem para favorecer as expectativas. Do mesmo modo, é recomendável compartilhar com outras mães que estão na mesma situação e procurar apoio familiar.

Culpa

Esse talvez seja um dos sentimentos menos compreendidos pelas pessoas. Como você pode se sentir culpada? Pois é completamente normal nos sentirmos assim. Dependendo das razões pelas quais sua gravidez é considerada de alto risco, você pode ter alguma coisa a ver com isso. Inclusive, qualquer detalhe pouco claro pode nos fazer pensar que falhamos em alguma coisa.

A verdade é que dificilmente é nossa culpaA gravidez vai se complicar devido a circunstâncias particulares que estão além do nosso controle. Por exemplo, se antes tínhamos um hábito que pode ter piorado a situação, devemos nos lembrar que não estávamos grávidas e por isso mantínhamos tal hábito. Nesse sentido, não podemos garantir que a culpa não vai aparecer, mas é preciso compreendê-la.

Também é possível que a grávida se sinta culpada por não poder cumprir outras funções. Talvez o repouso a impeça de cuidar dos outros filhos ou se preocupar com seu companheiro. Mesmo que não haja razão para sentir culpa, é natural que a mulher se sinta assim, e devemos oferecer toda a nossa compreensão e o nosso apoio nesse momento.

Ressentimento

Assim como a culpa é um sentimento que consideramos negativo, certas circunstâncias que determinaram o risco nessa gravidez talvez nos façam sentir rancor. Por que eu? Por que agora? Esse tipo de sentimento aparece sobretudo quando a gravidez afeta o nosso dia a dia.

É possível que a mulher que precisa se afastar dos seus estudos ou do seu trabalho lamente essa situação e a condene. Também é comum nas gravidezes não planejadas, depois de nos cuidarmos tanto agora estamos passando por essa terrível situação. Nesses casos, o mais importante é não julgar a futura mamãe. Devemos tentar compreender como ela se sente.

Insegurança

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Como qualquer outro sentimento, é resultado do excesso de presente e futuro. Nos castigamos pelo que estamos vivendo e pelo que nos espera. É normal sentir que não somos capazes de obter sucesso porque é um desafio bastante difícil de resolver. Também podemos sentir que estamos sozinhas, que ninguém nos dá apoio suficiente.

Duvidar das nossas próprias capacidades cria dificuldades para seguir as recomendações e atrapalha as chances de mudar a rotina. Desde que tivermos prudência, sempre há coisas que podem ser feitas mesmo com uma gravidez de alto risco. Sentir insegurança de agir é compreensível, mas com determinação e apoio é possível superar esse sentimento.

Tédio

Ser forçada ao ócio faz com que o tédio nos vença. Provavelmente você já não se sinta mais entusiasmada com o fato de poder ficar tanto tempo em repouso. Desejamos voltar às nossas atividades ou inventar algo novo para nos divertirmos. Esse sentimento também pode provocar outras emoções negativas como, por exemplo, o ressentimento.

Submeter-se a um repouso interminável, a refeições pouco atrativas e ao tédio constante pode nos deixar mais deprimidas e nos fazer pensar demais nas preocupações. Portanto, é necessário afastar o tédio na medida do possível. Não podemos dar espaço para a ansiedade e outros sentimentos indesejáveis.