7 erros frequentes na alimentação infantil

3 de julho de 2017

A alimentação infantil recebe grande parte da nossa atenção quando somos pais. Pensamos sobre se a criança não quiser comer, se só quiser comer doces. Na ânsia de querer fazer com que nossos filhos se alimentem podemos cometer erros nutricionais ou de escolha.

Ensiná-los a comer não é uma tarefa fácil. Dificuldades aparecem na maioria dos casos. Mesmo com crianças que comem de tudo e não dão nenhum trabalho nesse aspecto, talvez também possamos estar cometendo erros.

Do mesmo modo, é fundamental considerar o momento da comida como um aspecto relevante na educação e no desenvolvimento das crianças. Por meio da alimentação as pessoas também criam espaços para a convivência e a socialização. Como ensinar os pequenos a se alimentar? É possível incluí-los nos nossos planos de alimentação? Contamos agora o que você deve evitar.

Conselhos para melhorar a alimentação infantil

Em muitos aspectos da vida, tomar posições extremas é prejudicial. Portanto, quando exageramos na maneira de alimentar as crianças, sem dúvidas podemos chegar a cometer erros. Na maioria dos casos, falhamos em relação ao equilíbrio, ou seja, não nos preocupamos com alguns nutrientes e oferecemos outros em excesso.

Existem muitos mitos em relação à maneira de alimentar nossos pequenos. O que há de verdade em algumas afirmações? Posso ter cometido um erro irreversível? O conhecimento sobre os produtos e as recomendações dos especialistas podem evitar danos irreparáveis no futuro.

7 erros que comumente cometemos na alimentação infantil

Não é certo proibir determinados alimentos

A criança precisa de muitos nutrientes ao longo do seu desenvolvimento. Portanto, falhamos quando proibimos algum alimento em particular. Eliminar totalmente da dieta alimentos como doces, chocolates ou sorvete pode provocar deficiências notáveis. Algumas guloseimas são menos nutritivas que outras. Então, são essas que devemos evitar.

Nesse caso, o mais recomendado é não oferecer alimentos que proporcionam menos nutrientes à dieta do seu filho. Do mesmo modo, o consumo desses alimentos deve ser equilibrado. Nada de exagerar no consumo. Para evitar falhas em relação a isso, é aconselhável que os adultos determinem as guloseimas que os pequenos devem comer, não eles mesmos.

A forma que servimos os legumes e os vegetais

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É um desejo comum querer que as crianças comam legumes e vegetais, mas nem sempre os servimos de uma forma atrativa. Servir legumes e vegetais sem graça não ajuda a fazer com que as crianças os comam. A forma de preparo desses alimentos é muito importante. Complemente esses pratos com queijo, manteiga e misture várias cores. Existem muitas receitas por meio das quais podemos melhorar a apresentação dos pratos infantis.

Ninguém gosta de ser obrigado a nada

É comum que alguns pais obriguem seus filhos a comer. Esse é, sem dúvidas, um dos erros mais comuns na alimentação infantil. Insistir para que as crianças comam quando não querem não ajuda que aprendam a comer corretamente. Como já dissemos em outras oportunidades, o gosto pela comida leva tempo para se desenvolver. Portanto, as crianças não gostam de muitos dos alimentos que provam pela primeira vez.

Em geral, a criança tende a recusar qualquer alimento que é obrigada a comer. Deixe-a escolher. Não force se esta não quiser provar algo em particular. Essa atitude pode se mostrar mais benéfica que obrigar os pequenos. É conveniente se manter neutro, evitar os comentários negativos e os castigos.

A medida de açúcar

Todos os alimentos no seu estado natural possuem a quantidade necessária de açúcar. No entanto, às vezes cometemos o erro de adicionar açúcar com a intenção de melhorar o sabor. Mas atenção, não é preciso adoçar alimentos como frutas ou cereais. Em geral, alimentos à base de trigo, milho, chocolate e mel já vem preparados com a quantidade de açúcar suficiente. As frutas são as que menos precisam de adoçantes de qualquer espécie. Devemos tentar oferecê-las ao natural.

Leite de vaca

Alguns especialistas consideram que não é certo dar leite de vaca a crianças com menos de três anos de idade. Nessa fase o leite materno deve ser a prioridade.  Acredita-se que as proteínas, as vitaminas, e os carboidratos necessários não são encontrados em níveis adequados nesse produto.

Apesar da maioria dos leites de fórmula serem produzidos a partir do leite de vaca, eles costumam ser modificados para atender ao propósito de oferecer esses nutrientes às crianças.  Depois dos três anos a criança pode ingerir laticínios com mais frequência. Mas sem exagerar!

A cozinha é um lugar para todos

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É um erro impedir a entrada das crianças na cozinha, sobretudo quando queremos que elas comecem a desenvolver o gosto pelas comidas. A cozinha é um espaço especial para a família e é um lugar no qual são feitas algumas das demonstrações de amor da mamãe. Sempre é recomendável prestar atenção devido ao fogo e objetos quentes, mas há momentos em que a criança pode participar.

Envolvê-los no preparo de algumas refeições pode contribuir para que sintam mais interesse pela comida. Sabe-se que as crianças que ajudam a preparar algumas receitas vão apresentar mais vontade de provar uma quantidade maior de alimentos.

Estigmatização de alguns alimentos

Na maioria dos casos ficamos apreensivos em relação a alimentos de confeitarias e docerias. No entanto, eles podem proporcionar algumas das gorduras necessárias. Como já dissemos, o desenvolvimento das crianças requer a presença de muitos nutrientes. Portanto, esses produtos não devem deixar de ser incluídos na dieta dos pequenos. No entanto, a moderação é sempre importante, já que se comermos exageradamente podemos nos prejudicar.

Não é completamente ruim consumir sucos de caixinha, por exemplo, mas eles não devem substituir as frutas. O suco caseiro é mais recomendado porque não possui conservantes, açúcares nem vitaminas artificiais. No entanto, estigmatizar por completo sucos de caixinha também é um erro.