Atenção: não puxe a pele do pênis do bebê

Atenção: não puxe a pele do pênis do bebê

Última atualização: 25 junho, 2017

Apesar da vida das mulheres ser mais complicada desde o começo, ao nascer os meninos não tem tudo nas mãos. O tema do prepúcio e a possível fimose complica a vida da mamãe apenas nos primeiros dias. Por muito tempo esse tema ficou sem ser resolvido até que se mostrou necessário encontrar uma resposta. No entanto, recentemente existem novas práticas.

Muitos médicos e pessoas que trabalham na área da saúde recomendam puxar a pele do pênis do bebê desde cedo. A ação se resume a puxar para trás a pele até perceber uma resistência grande. É possível que haja muita dor, sangue e fricção forçada, mas eles acreditam que isso vai solucionar possíveis problemas no futuro.

Aparentemente, os especialistas consideram que essa ação, apesar de ser um pouco desagradável para o pequeno, pode evitar problemas maiores. Primeiro de tudo, se evitaria uma possível cirurgia caso a pele não se desprenda naturalmente. Da mesma forma, acreditam que é um processo que não vai apresentar consequências negativas depois de curado.

Como puxar a pele do pênis antes do tempo afeta a criança?

fimose

Segundo um artigo do pediatra JM Garat, chamado “Trato conservador do prepúcio”, tudo depende do desenvolvimento de cada criança. De acordo com sua experiência, a pele do pênis pode ser puxada desde o nascimento em somente 4% dos casos. No entanto, no caso dos outros meninos se deve esperar até os 5 anos, idade na qual se pode puxar a pele de 92% dos pênis dos bebês.

Entre os dois e três anos, alguns especialistas se preocuparam pela demora na retração, o que os fazem diagnosticar a fimose de maneira prematura. Segundo Garat, 50% dos meninos pode retrair o prepúcio aos 12 meses de vida. Entre os dois e três anos, esse número sobe para 75% e 90% respectivamente. Ou seja, nem todos os casos são iguais. Portanto, é preciso esperar para ver como evoluem.

Por exemplo, devido 4% dos bebês consegue retrair o prepúcio desde o nascimento, nesses casos não há problemas no fato de os médicos recomendarem essa prática.  No entanto, levando em consideração que 90% dos meninos precisam esperar até os 5 anos de idade, então é totalmente desaconselhável forçá-los prematuramente.

Apesar de ambos acreditarem ter razão, o desenvolvimento espontâneo parece ser a melhor opção. Ter paciência, preservar a região e esperar o momento adequado é conveniente para todos. Por isso, se recomenda evitar que os médicos ou as enfermeiras façam qualquer coisa com o pênis do bebê.

O processo de retração do prepúcio

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Um estudo realizado com meninos japoneses em 1996, indica que o organismo se prepara para resolver essa questão desde o começo. Ao nascer, a pele do pênis começa a se desenvolver com o fim de evitar uma possível fimose. No entanto, deve haver um limite que permita manter a proteção da glande e evitar possíveis infecções.

Como sabemos, o contato com a urina e as fezes pode provocar infecções na glande que fica sem sua proteção natural. É por isso que existe um anel bastante apertado que impede que a pele seja puxada com facilidade. Consequentemente, ela só pode ser movida com um puxão, provocando feridas que viram cicatrizes incômodas. Por isso, fisiologicamente ocorre o processo que torna possível a retração do prepúcio no momento em que estiver pronto.

De acordo com o que foi mencionado no estudo, 40% dos meninos com um ano de idade ainda possuíam tal anel. No entanto, com o passar dos anos, ele começa a diminuir. Além disso, existem aderências da pele à glande que demoram a desaparecer e que não devem ser puxadas com força. Foi descoberto que entre os 6 e 7 anos, 73% dos meninos ainda podem ter algumas aderências. No entanto, esses casos não são considerados fimose, ou seja, ainda é possível esperar que a pele ceda.

O mais recomendável é puxar um pouco a pele no banho, suavemente e sem esperar que ela ceda muito. Dependendo da criança, vai haver mais ou menos aderências que dificultam tal evolução.  O certo é que ainda podemos esperar bastante tempo sem que se precise falar sobre cirurgia.


Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.