Baby blues e depressão pós-parto

28 Fevereiro, 2020
O baby blues é um estado de tristeza que aparece no pós-parto. Se persistir durante mais de 10 dias, você deve procurar ajuda profissional.

Após o parto e o retorno para casa, há uma fase de mudanças importantes que às vezes não correspondem ao que havíamos imaginado. É necessário se adaptar à nova vida. Há um novo membro na família e são modificados todos os hábitos e rotinas que, talvez até agora, nem havíamos considerado.

Ainda que a gravidez tenha sido desejada e você ame o seu filho mais do que qualquer outra coisa no mundo, as mudanças físicas, hormonais e psicológicas que ocorrem fazem com que sentimentos confusos possam surgir.

É importante que você saiba até que ponto isso é normal e quando deve procurar ajuda profissional. Por isso, é muito importante que você faça o acompanhamento pós-parto com a sua parteira e avalie tudo isso.

Baby blues e depressão pós-parto

Baby blues

O baby blues, disforia pós-parto ou melancolia pós-parto consiste em um estado emocional que ocorre entre o terceiro e o quinto dia após o parto, como resultado das alterações hormonais e psicológicas típicas dessa fase.

É caracterizado por labilidade emocional, medo, tristeza, choro sem motivo aparente, ansiedade, irritabilidade, sentimentos de desespero… Em conclusão: a sensação de que o mundo está desabando em cima de você.

A duração desse estado emocional é de cerca de dez dias, após os quais vai desaparecendo gradualmente sem qualquer tipo de terapia psicológica ou tratamento medicamentoso.

O ‘tratamento’ necessário é receber o apoio adequado das pessoas ao redor e promover o vínculo emocional com o recém-nascido. Vários estudos indicam que a amamentação diminui o risco de sofrer com o baby blues.

Baby blues e depressão pós-parto

Depressão pós-parto

Parte das mulheres que sofrem com o baby blues pode desenvolver a depressão pós-parto. Na depressão pós-parto, os sintomas são mais acentuados. 

Surgem apatia, falta de prazer diante de coisas das quais você costumava gostar, fadiga, alterações no apetite, insônia ou hipersonia, ativação ou lentidão psicomotora, sentimentos de culpa ou inutilidade, diminuição da concentração e da capacidade de tomar decisões e, nos casos mais graves, ideias de morte.        

A sua duração é superior a duas semanas, afetando a capacidade de lidar com o dia a dia e com os cuidados com o bebê. Por isso, ela precisa ser avaliada e tratada por um profissional da saúde.

https://www.nimh.nih.gov/health/publications/espanol/informacion-sobre-la-depresion-posparto/depresion-posparto-sp-15-8000_150352.pdf