O castigo físico afeta o coeficiente intelectual dos filhos

· 1 de dezembro de 2016
O castigo físico e as agressões verbais podem chegar a criar adulto ressentidos, com a autoestima quebrada e muito vulneráveis às drogas e ao suicídio.

Quando os seres humanos nascem possuem respostas similares a estímulos que temos quando já somos maiores: o prazer, a surpresa, a raiva, a angústia e a vergonha, dentre outras. À medida em que crescemos estas respostas se combinam com a experiência para formar uma vida emocional mais complexa.

A parte afetiva das crianças é deteriorada quando são maltratados, na grande maioria quando as pancadas são acompanhadas de palavras bruscas que fazem com que a criança perca sua autoestima, se deprima e evite estar em contato com qualquer membro de sua família e amigos. O quadro de ansiedade e o pensamento negativo para consigo mesmo desenvolve e diminui um conceito do que o pequeno é como pessoa.

A insegurança faz com que não tenha um bom rendimento acadêmico e não entenda o que está estudando, criando lacunas acadêmicas graves. Esta situação gera mal estar nos pais e o ciclo de maus tratos e pancadas é reiniciado.

Em países desenvolvidos ainda há muitos adultos que aprovam o castigo físico apesar de que as evidências apontem que, não só não funciona, como também piora as coisas; sem contar que há outras alternativas eficazes.

O castigo físico implica no uso da força corporal com a intenção de que a criança experimente incomodidade e dor com a finalidade de corrigir sua conduta.

É importante que considere que a grande maioria dos pais que são espancadores foram espancados também.

Todo castigo é malícia; todo castigo em si mesmo é ruim.

Jeremy Bentham

O castigo físico não só causa dor na criança; também pode originar traumas que o acompanharão por toda a vida. Um deles é, segundo um estudo realizado pelos cientistas norte-americanos, uma redução do coeficiente intelectual que prejudicará seu rendimento em qualquer atividade que empreenda na juventude e na vida adulta.

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Alternativas eficazes diante do castigo físico

Existe uma variedade de alternativas que proporcionam aos pais uma compreensão maior sobre o desenvolvimento de seus filhos em certos casos, diminuir a frustração e impotência que frequentemente conduzem ao castigo corporal. Uma das maneiras mais úteis de conseguir isso é promovendo as palavras ao invés das ações.

Vejamos algumas opções de como desenvolver esse processo:

  • Você pode usar palavras ao invés de ações falando com seu filho sobre quais comportamentos são aceitáveis e quais não, o que é perigoso e porque.
  • Escutar a criança e saber porque fez algo ou deixou de fazer, ao permiti-lo explicar suas razões aumentarão suas capacidades para a tomada de decisões.
  • A palavra disciplina vem do latim “discere” que significa “aprender“, e no comportamento infantil tem um significado especial, já que estas condutas se conectam diretamente com os sentimentos internos. Portanto, a disciplina é um processo que se ocupa da aprendizagem da conduta e dos sentimentos que a causam.
  • Melhorar a autoestima da criança por meio de elogios quando ela cumprir com as normas de conduta.
  • Gere diferentes regras que não incluem agressões.
  • Demonstre muito amor e carinho.
  • As crianças se identificam com seus pais, portanto, seja um bom exemplo. Eles tendem a imitar aos pais tanto em suas ações quanto em suas palavras. Como seus pais se desempenham, falam ou se comportam tem um profundo impacto no desenvolvimento dos filhos.
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O castigo físico é de eficácia limitada e tem, potencialmente, efeitos secundários muito nocivos. Deve-se ajudar e encorajar os pais a desenvolver métodos que não sejam os açoites corporais para controlar o comportamento não desejado.

Se queremos realmente uma sociedade com menores níveis de agressividade e violência, não promover o castigo físico é uma boa forma de começar.