Como ser um bom líder de família

Um bom líder de família deve ser capaz de ajustar as expectativas à realidade, para evitar pressões externas e o desgaste da equipe.
Como ser um bom líder de família

Última atualização: 15 dezembro, 2021

Quando os casais decidem começar uma família, muitos imaginam apenas almoços de domingo, celebrações ou eventos escolares emocionantes. Porém, para aproveitar isso, essas pessoas tomam decisões intermináveis todos os dias: desde aceitar um emprego em tempo integral, até se mudar para uma cidade menor.

As famílias são constituídas ao longo do tempo, mas nem sempre temos consciência de como isso acontece. No entanto, é importante parar e pensar sobre o que nos torna um bom líder de família e colocar essa reflexão em prática.

As famílias mudaram…

Por muito tempo, o modelo normal de família foi aquele que concentrava a autoridade em uma única pessoa, que geralmente era o pai. Meninos e meninas tinham que se limitar a obedecer e seguir as regras, pois havia pouco espaço para o diálogo e para falar sobre emoções.

Agora, à luz das mudanças sociais e a partir das recomendações dos especialistas, busca-se transformar esse modelo de parentalidade em outro mais igualitário e simétrico, onde a voz de todos os coabitantes seja ouvida. Assim, o objetivo é validar a contribuição de cada um e promover a participação de todos.

A partir da educação consciente e respeitosa, destaca-se o papel dos adultos no desenvolvimento da infância, mas não do lugar do autoritarismo, e sim da empatia e do respeito.

Filhos e pai limpando a casa juntos.

Características de um bom líder de família

Você não nasceu como um bom líder de família, pois isso é algo a ser praticado e aperfeiçoado com o tempo. Contudo, algumas características pessoais ajudam a desempenhar melhor essa função, como as que compartilharemos com você a seguir.

Um bom líder de família é receptivo

Isso implica estar atento às necessidades dos outros e, ao mesmo tempo, às mudanças sociais e ao contexto ao redor. Dessa forma, a pessoa consegue perceber que as circunstâncias mudam e que talvez a forma como a família está acostumada a resolver certas situações não seja mais funcional e precise ser mudada.

Mantém uma comunicação aberta e fluida com todos os membros da família

A comunicação é multidirecional e proativa, de forma que contribui para o fortalecimento dos laços familiares. Um bom líder não espera que as situações ocorram, pois as aborda primeiro e busca criar laços de confiança e proximidade. Não se baseia em sua autoridade ou hierarquia dentro da família, e sim se preocupa em criar um ambiente acolhedor e confortável para todos os seus membros.

Busca negociar

O líder positivo não quer impor suas decisões, e sim chegar a acordos. Quando isso não for possível ou quando o assunto de interesse não for objeto de negociação, ele tenta explicar seus motivos.

Por exemplo, se as crianças menores não querem comer vegetais, o líder tenta criar um clima de compreensão, ensinando os benefícios dessa ação. Apesar da recusa, ele não cede em sua posição e tenta encontrar uma maneira de conciliar ambos os lados.

Conhece a si mesmo

Para ser um bom líder, você precisa conhecer seus próprios pontos fortes e limitações. Dessa forma, é mais fácil identificar as circunstâncias em que projetamos nossas deficiências nos outros e evitar fazer isso.

Além disso, para acompanhar a educação, é importante poder refletir sobre a própria formação, quais foram os modelos parentais e escolher o que gostaríamos de manter e o que gostaríamos de mudar.

Algumas dicas para ser um bom líder de família

Almoço em família no formato piquenique.

As situações cotidianas muitas vezes nos impedem de manter a temperança necessária para abordar determinadas situações. No entanto, bons relacionamentos são cultivados diariamente, e isso requer tempo e prática.

Para se tornar um bom líder de família, você pode implementar as seguintes dicas:

  • Passe tempo com a família: compartilhar planos de lazer, além das obrigações, é fundamental para que todos possam fazer parte do dia a dia uns dos outros. Por exemplo, conte aos seus filhos como foi seu dia de trabalho ou quais foram suas dificuldades. Isso não só fortalece os laços, como também “humaniza” as relações.
  • Conheça a si mesmo: as pessoas mudam seus gostos, aspirações e interesses ao longo da vida. Muitas vezes ficamos com uma imagem antiga de nossos parceiros, por isso é essencial nos reconectarmos com o outro para se conseguir uma boa convivência e uma experiência enriquecedora. Ademais, isso nos permite aprender uns com os outros.
  • Gerencie suas emoções: isso transforma o ambiente familiar em um espaço seguro e confiável, onde as pessoas podem expressar suas emoções e encontrar apoio. Os pais não precisam inspirar medo, e sim representar o refúgio incondicional ao qual recorrer ao enfrentar uma dificuldade.
  • Abra espaço para o diálogo, pergunte: é importante desenvolver o hábito de perguntar como a outra pessoa está e como se sente. Não é apenas uma forma de demonstrar interesse, mas também de gerar espaço para falar.

É importante ajustar as expectativas à realidade

Por fim, no papel de guias familiares, é importante reconhecer e separar as expectativas da realidade. As crianças são frequentemente pressionadas a seguirem os modelos que os pais têm em mente, à custa de desistir de seus próprios desejos. Isso causa muito desconforto e sofrimento nos pequenos.

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  • Siegel y Payne Bryson (2015), Disciplina sin lágrimas: una guía imprescindible para orientar y alimentar el desarrollo mental de tu hijo., Penguin Random House Grupo Editorial España.
  • Seitun, Maritchu (2013), Capacitación emocional para la familia, Grijalbo.