Conheça tudo sobre a microcefalia e hidrocefalia

21 de março de 2017

Com a expansão do vírus Zika, colocou-se uma lupa sobre algumas má formações como a microcefalia e hidrocefalia. Nesta ocasião queremos lhe contar em que consistem essas doenças.

Para começar vamos fixar nossa atenção sobre a microcefalia, pois se tem registrado um aumento de casos em países da América que tem sido afetados pelo Zika.

No Brasil e na Colômbia, por exemplo, registraram-se centenas de casos de bebês nascidos com esta má formação.

Diante desta realidade, vale a pena que as mamães tenham informação sobre esta patologia, para que possamos colocar nosso grãozinho de areia na prevenção, especialmente para evitar a propagação do Zika que tem causado estragos na América Latina.

De acordo aos critérios médicos, o perímetro encefálico de um recém-nascido deve medir aproximadamente entre 34 e 47 centímetros, dependendo da semana de gestação em que ocorre o nascimento.

Sob esta premissa, os bebês cuja circunferência craniana mede igual ou menos que 33 centímetros, podem considerar-se como microcefálicos.

A microcefalia no feto pode desenvolver-se nos primeiros três meses da gestação.

Os cientistas que têm participado da investigação que tenta tecer as relações entre o vírus Zika e a microcefalia, insistem que a etapa de maior risco que uma gestante está exposta corresponde ao primeiro trimestre da gestação.

Justo nesta etapa da formação do feto, na qual qualquer infecção gerada por um vírus ou bactéria pode evoluir para uma inflamação que afetará o crescimento do feto, especialmente o seu cérebro.

Quais são as complicações de uma criança com microcefalia?

Muitas das crianças com microcefalia deverão estar sob cuidados neurológicos durante toda a sua vida, porque embora não exista tratamento para reverter esta condição, o acompanhamento médico permanente pode ajudar a criança e a seus pais a melhorarem sua qualidade de vida.

Os especialistas apontam que em casos graves, a microcefalia pode implicar em algumas dificuldades para falar, caminhar ou afetar de alguma maneira o desenvolvimento psicomotor. Inclusive algumas crianças com microcefalia tiveram convulsões.

No entanto, é importante esclarecer que em muitos casos as crianças até sua idade adulta têm um desenvolvimento cognitivo e físico normal, exceto, é claro, pelo crescimento da circunferência de sua cabeça.

O que é a hidrocefalia?

No que diz respeito a hidrocefalia, trata-se de um transtorno que também afeta o desenvolvimento e tamanho do cérebro, mas neste caso ocorre pelo acúmulo de líquido cefalorraquídeo que circula pelos ventrículos e pela medula espinhal.

A presença deste líquido é normal, mas quando há excesso se produz uma pressão sobre o cérebro que pode afetar seriamente seu funcionamento.

Seu diagnóstico é feito através de exames neurológicos que incluem imagens do cérebro, como a ressonância magnética.

O tratamento da hidrocefalia é basicamente de caráter cirúrgico. A hidrocefalia pode ser hereditária, mas também pode desenvolver-se na velhice

No que se refere às suas causas específicas, elas não foram determinadas, mas poderia ser uma meningite, um tumor ou traumatismo cerebral.

A verdade é que anos de estudo não foram capazes de encontrar uma causa exata, por essa razão dificilmente a hidrocefalia pode ser prevenida.

Principais sintomas e tratamento

Uma pessoa com hidrocefalia, criança ou adulta, verá sua aparência diferente devido a inflamação dos ventrículos cerebrais, que farão que a cabeça seja maior que o normal.

Também pode apresentar alguns sintomas como enjoos, visão turva, desmaios, paralisia, vômitos. Inclusive pode ter dificuldades para a coordenação e problemas com o controle de esfíncteres.

O tratamento de um paciente com hidrocefalia é de caráter cirúrgico, seja através da implantação de uma sonda que drene o líquido cefalorraquídeo desde a cabeça até o abdômen; ou com uma intervenção que busque erradicar a obstrução do líquido no cérebro.

Tanto a microcefalia como a hidrocefalia são transtornos que são detectados rapidamente pelos médicos, por isso as mamães não devem se preocupar se o pediatra não manifestou nenhum sinal de alerta a respeito do desenvolvimento da cabeça do bebê.

Em caso do bebê realmente sofrer de uma dessas duas variantes, então você tomar cuidado para que o bebê receba toda a assistência médica necessária para reduzir seus sintomas, e otimizar sua qualidade de vida com a aplicação de tratamentos adequados.