Consequências dos castigos físicos para crianças

30 de dezembro de 2016

Ser pai e mãe é uma tarefa que exige tomada de decisões frente ao comportamento de nossos filhos. Muitos pais consideram que a forma mais efetiva de combater a desobediência dos filhos é colocar regras claras e estabelecer um sistema de castigos, como, por exemplo, tirar as coisas que eles gostam, proibir a televisão ou recusar passeios.

Para outros, esses recursos não são suficientes. Assim, recorrem a castigos físicos como medida disciplinar. Entretanto, esse método está em constante discussão já que suas consequências são negativas. Cada surra deixa marcas nas crianças que são impossíveis apagar.

A seguir, mostraremos os efeitos de uma educação baseada em castigos físicos e alternativas mais adequadas para aquelas ocasiões incontroláveis. É imprescindível evitar os castigos físicos se você deseja criar filhos felizes.

À que nos referimos quando falamos de castigos físicos?

Existem diferentes formas de castigos físicos. Empurrar, dar palmadas, bater e sacudir não são maus-tratos e se diferenciam do assédio físico ou sexual. Entretanto, essas práticas constituem um dano irreparável a longo prazo, pois aumentam a possibilidade de gerar problemas emocionais graves.

Atualmente, esse tipo de educação na infância, quando os pais machucam física e mentalmente seus filhos, é bastante comum. Os pais acreditam que estão “corrigindo” seus filhos quando, na verdade, acontece o oposto: quanto mais castigos a criança recebe, mais ela se torna agressiva e violenta.

Bater na criança e depois explicá-la que isso serve para o seu próprio bem é muito perigoso. Agir dessa forma faz com que ela entenda que a violência é uma característica que faz parte do amor. Quando a criança crescer irá considerar a intimidação uma prática habitual em suas relações interpessoais, pois já estará acostumada.

10 consequências do castigo físico em crianças

Disciplinar de forma severa se transformou em objeto de discussão e investigação nos últimos anos, ao longo dos quais já se provou que o castigo físico, longe de trazer consigo benefícios, causa graves problemas nos pequenos.

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Tanto os gritos como os tapas dos pais despertam sentimentos como ansiedade e angústia nas crianças, as quais irão evitar repetir esses atos, não porque entenderam como “erro”, mas devido ao medo que sua reação gerou nelas. Assim, essa forma de punir não é efetiva, uma vez que acarreta as seguintes consequências:

  • Inibe a autonomia da criança.
  • Anula a iniciativa da criança, bloqueando seu comportamento e limitando sua capacidade de resolver problemas.
  • Interfere em seu processo de aprendizado e, consequentemente, no desenvolvimento de sua inteligência.
  • Prejudica sua autoestima, pois promove expectativas negativas a respeito de si mesmo.
  • Causa dificuldades ou destrói o vínculo e a comunicação entre pais e filhos.
  • Gera sentimentos como solidão, tristeza e abandono.
  • Forma uma visão de vida negativa, considerando, inclusive, a sociedade um lugar ameaçador.
  • Condiciona a socialização da criança.
  • Promove a violência como um modo válido de resolver conflitos.
  • Desperta a raiva, o rancor e estimula o desejo de fugir de seu próprio lar.

Por isso, é importante que os pais compreendam que é prejudicial o uso da agressão física para disciplinar seus filhos. Como vimos, a violência nunca pode ser uma opção adequada para obter a atenção, a obediência e o respeito dos pequenos.

Como evitar o castigo físico na educação das crianças?

Há diferentes formas de disciplinar as crianças de acordo com a idade. Os especialistas recomendam estabelecer métodos de educação que não incluam maus-tratos físicos. Além disso, muitos especialistas do tema aconselham reforçar e premiar as atitudes positivas ao invés de castigar as negativas.

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Especialistas em saúde mental sugerem aos pais e responsáveis que, frente a uma situação difícil de lidar devem buscar manter o controle de forma a ensinar a seus filhos a fazer o mesmo. Também explicam que castigar fisicamente não surte os mesmo efeitos que impor limites claros, os quais geram resultados muito melhores.

Trata-se de estabelecer e compartilhar normas e regras capazes de regular a conduta e o comportamento da criança durante a infância, facilitando, dessa forma,o processo de aprendizado e fazendo com que as crianças se sintam queridas e protegidas dentro de seu núcleo familiar.