O doce e maravilhoso cheiro do bebê, uma conexão sensacional

· 13 de fevereiro de 2017

Existe alguma coisa mais doce e maravilhosa que o cheiro de bebê? Existe alguma coisa que nos amoleça mais e nos aprimore os sentidos como sentir a fragrância de nossos pequenos?

Provavelmente haja poucas coisas nessa vida que sejam tão sensacionais e tão inesquecíveis, além de revolucionarem nosso amor e no elevarem à máxima potência, como o cheiro do bebê.

Nenhum cheiro nos comove tanto e nos é tão necessário como o cheiro do bebê, um aroma que nos envolve e nos submerge em um oásis de amor, cuidados e proteção. 

Assim como as  almas, o cheiro e  sabor das coisas permanecem equânimes por muito tempo, dispostos a nos fazer lembrar… sobre as ruínas de tudo o mais, levando sem se submeterem, sobre suas gotículas quase impalpáveis, o imenso edifício das recordações. 

Marcel Proust em O tempo redescoberto

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O cheiro do bebê é uma sintonia celestial

Existem estudos que demonstram que o cheiro do bebê tem tanto potencial aditivo para as mulheres como as drogas para algumas pessoas. Isso tem seu sentido evolutivo, pois fortalece o vínculo entre a mãe e o filho.

Mas como isso se realiza? Vejamos alguns detalhes de como acontece essa relação biológica natural tão vinculada às funções maternas:

Em primeiro lugar, devemos saber que o nariz é tão essencial para a conexão com as áreas emocionais ou límbicas do nosso cérebro que essas recebem o nome de rinencéfalo, ou cérebro olfativo.

Os bulbos olfativos estão vinculados diretamente com a amídala, centro cerebral que governa o instinto, entre eles o materno. Assim, nosso cérebro liberará dopamina, hormônio diretamente relacionado às sensações mais agradáveis.

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Isso significa que o cheiro de nossos pequenos será associado a sentimentos de amor e proteção tão intensos que sua doçura será sempre para nós algo extremamente embriagador.

O cheiro de bebê é tão maravilhoso que estudos recentes comprovam que as mudanças olfativas que acontecem durante a gestação e no pós parto dão à mãe um sentindo mais apurado. Assim, podemos afirmar que a mãe se torna mais preparada para sua nova função.

Esse fenômeno é indispensável para a criação do vínculo mãe-filho de forma neural, o que é imprescindível para o comportamento emocional.

Em primeiro lugar, durante a gravidez se tem um grande aumento da sensibilidade olfativa, mas no momento do parto há uma explosão neural que favorece a identificação.

Uma marca para lembrarmos por toda a vida: o primeiro elo forte na rede de sensações que une as mães e seus filhos. De fato, após 24 horas uma mãe é capaz de distinguir o cheiro de seu filho entre muitos outros.

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O cheiro de nossos filhos é um pilar fundamental para a comunicação emocional

O certo é que quando um mãe embala, abraça ou acaricia seu filho, suas mãos, seus braços e seu peito, é pura expressão, direta e amorosa. Do mesmo jeito, quando o bebê se aconchega no colo de sua mãe, ambos estão falando sem dizer nenhuma palavra.

Essa comunicação emocional com nossos bebês através de pequenos gestos é uma das sensações mais bonitas dessa etapa. Sem dúvida, esta é lembrada e evocada pela mãe quando os filhos começam a crescer.

É interessante que escrevamos essas sensações e que, de alguma maneira, vamos registrando aqueles pequenos detalhes que nos fazem sentir tão reconfortadas e com tanta vontade de amar nossos filhos.

Desse modo, quando eles crescerem poderemos evocar certas sensações, assim como elaborar um mapa do amor que nos permita contar a nosso pequeno sua história da maneira mais fiel possível.

É uma pena que não possamos guardar em um frasquinho a fragrância dos bebês, pois sem dúvida é, um dos mais potentes aromas da nossa vida, uma das lembranças mais doces, ternas, puras e limpas que manteremos sempre com a gente.