Educação em saúde: prevenção e promoção

14 de novembro de 2019
Atualmente, o conceito de saúde mudou e não significa mais apenas a ausência de doença. Também se refere a uma concepção mais global e abrangente do bem-estar físico, psíquico e social das pessoas. Uma educação em saúde, portanto, deve estar orientada nessa direção.

O conceito de saúde vem evoluindo ao longo do tempo, passando de uma visão negativa da saúde para uma positiva, baseada na saúde como uma forma e um estilo de vida. Nesse contexto, uma educação em saúde estabelece metas relacionadas a prevenção e promoção da adoção de hábitos de vida saudáveis.

Conceito atual de Educação em Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a Educação em Saúde como “o processo educacional destinado a proporcionar às pessoas e à comunidade a capacidade de aumentar o seu controle sobre os fatores que influenciam a sua saúde”.

Entende-se, então, que o objetivo é fazer com que as pessoas tenham informações à sua disposição para saber como cuidar da sua saúde, bem como para garantir que elas se comportem de maneira saudável.

A saúde está intimamente relacionada ao meio ambiente, aos estilos de vida, à assistência médica, à biologia humana e ao contexto socioeconômico e cultural de um país ou região específica.

Todos esses fatores devem ser considerados na organização de uma educação em saúde que deva influenciar, reforçando ou expandindo, os aspectos que são considerados prioritários para instilar hábitos saudáveis ​​no cotidiano.

Educação em saúde: prevenção e promoção

Portanto, educar em saúde implica considerar uma função preventiva e corretiva que requer, por parte da pessoa, de sua família e de outros grupos sociais, o conhecimento necessário para a prevenção de determinadas doenças. Assim, o principal objetivo dessa educação não é prevenir a doença, mas sim promover estilos de vida saudáveis.

Educação em saúde: prevenção e promoção de hábitos saudáveis

A educação em saúde, com o objetivo de melhorar a saúde das pessoas, considera duas dimensões fundamentais: a prevenção e a promoção da saúde.

Prevenção

A prevenção visa evitar problemas de saúde através do controle de situações de risco. Nesse sentido, existem diferentes níveis de prevenção:

  • Prevenção primária. Destinada à população em geral e organizada por meio de atividades, como as campanhas de informação. Por exemplo, campanhas antitabagismo, relacionadas à vacinação, à prevenção do câncer, à higiene, à educação sexual, à eliminação e ao controle dos riscos ambientais, à alimentação e ao controle do excesso de peso, à atividade física e mental, e ao repouso.
  • Prevenção secundária. Procura descobrir o problema o mais rápido possível. Ou seja, tenta detectar a doença em estágios iniciais e, assim, estabelecer as medidas necessárias para impedir a sua progressão. São desenvolvidas atividades de detecção precoce e de tratamento precoce.
  • Prevenção terciária. Concentra-se na terapia e reabilitação, e também na reintegração social.

Promoção da saúde

A promoção da saúde visa a capacitar a população para adotar estilos de vida saudáveis. O seu objetivo é ajudar as pessoas para que elas possam ter um maior controle por meio da participação e do gerenciamento da sua própria saúde.

Educação em saúde

A promoção da saúde abrange uma ampla gama de intervenções socioambientais destinadas a beneficiar e proteger a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos. Tem como foco a prevenção e a solução das principais causas de problemas de saúde, e não apenas o tratamento e a cura.

De acordo com a OMS, a promoção da saúde tem três componentes essenciais:

  • A formulação de políticas governamentais que tornem a saúde um aspecto central.
  • Uma educação em saúde para que as pessoas possam adquirir conhecimentos e habilidades que permitam que elas façam escolhas saudáveis.
  • Um planejamento urbano saudável, com a implementação de medidas preventivas nas comunidades e centros de atenção primária a fim de obter cidades saudáveis.

Considerações finais

A saúde é uma responsabilidade individual e social, e a participação ativa de todas as instituições e dos seus agentes é absolutamente essencial.

No próprio ambiente familiar, deve ser promovida uma educação em saúde que responsabilize os indivíduos pelos cuidados com a própria saúde. Posteriormente, é o sistema educacional, como um contexto formal de socialização subsequente, que deve continuar e reforçar essa tarefa.

Além disso, existem outros contextos de capacitação não regulamentados, tais como organizações ou associações, que também somam ações de capacitação muito positivas a favor da saúde e do bem-estar das pessoas.