Na infância você também colhe o que plantou

14 Julho, 2017

Na infância, assim como na vida inteira você também colhe o que plantou. Por isso é preciso ter cuidado com as palavras ditas e as atitudes tomadas enquanto você cria os seus filhos. Porque amanhã pode ser muito tarde, e as consequências podem ser devastadoras.

Como colher o que você plantou?

“Tudo volta”, reza o velho e conhecido ditado popular. Com a infância das crianças, essa máxima também se aplica perfeitamente. É que, sem dúvidas, tudo aquilo que você dá, mais cedo ou mais tarde volta para você. Então se o que você deu foi amor, você colherá amor. 

Por isso, se você perder o foco do que é essencial na sua vida, ou seja, o cuidado com o seu filho, poderá lamentar no futuro. Irremediavelmente, o tempo nunca volta. Por isso, a maternidade ou a paternidade trata-se simplesmente de aproveitar o aqui e o agora.

Não importam os afazeres domésticos nem os contratempos profissionais. As crianças não entendem as obrigações. Simplesmente precisam de nosso tempo e dedicação. Especialmente de nosso amor. Dedique alguns minutos para dedicar seu tempo ao que é importante de verdade, e muito. Pois o passado não poderá ser reparado.

Na infância você também colhe o que plantou

A rejeição às crianças

É verdade que em algumas ocasiões você pode chegar em casa esgotado, muito cansado. No entanto, muitos pais ou mães deixam que esse cansaço os vença. Isso machuca a mais intensa e bela das relações, machucando um vínculo único e sagrado: o que se tem com o seu filho.

Outros, vão ainda mais além, deixando-se absorver também em casa pelo trabalho. A criança os encontram ocupados, compenetrados entre cálculos e anotações manuais, ou inclusive no seu computador. Mas falta o mais bonito e esperado por qualquer criança: o momento compartilhado.

“Agora não, filho”, repetem muitos pais concentrados inclusive em futilidades. Na era das novas tecnologias da informação e da comunicação, paradoxalmente perdem a capacidade de se comunicar com seus filhos.

É assim que, de repente, os pais se tornam viciados em celulares ou inclusive respondem apenas ao poder da televisão. Enquanto isso, a criança apenas pede tempo, atenção, dedicação, proteção e muito amor. Algo que geralmente é negado por diversos motivos, sem pensar no resultado que chegará no futuro.

“Filho, não me incomode mais”, fala aquela mãe enquanto organiza metodicamente a casa ou aquele pais que lava o seu carro. Ao seu lado, seu filho apenas espera um conversa cheia de bons conselhos ou um instante de lazer junto a seus progenitores, o maior legado para um filho.

A partir da adolescência do seu filho: você planta o que colhe

Na infância você também colhe o que plantou

Nesse momento da vida em que o seu filho começa a mostrar um caráter rebelde, e que o seu corpo começa a experimentar mudanças, chegará o momento em que esse irremediável o passado machucará. Numa resposta ríspida, ou quando seu filho devolver algumas das suas frases ou atitudes da infância, você entenderá tudo.

Agora não, mãe“, “Não me incomode, pai“. Em um presente incapaz de modificar velhos erros, dói. No entanto, no fundo você sabe que desperdiçou bons momentos e utilizou anedotas infantis. É aqui que você percebe com clareza que, efetivamente você colhe o que plantou.

Com os anos, pode ser que o caráter da puberdade, as atitudes e outros sinais se modifiquem. No entanto essa colheita se manterá para que você se lembre do que plantou. Chega o momento de conhecer pessoas novas para a vida. De se relacionar, e talvez, amanhã, construir uma família. 

Nesse futuro que nunca é muito distante, você não poderá evitar de lamentar aquelas escolhas infelizes ou erros do passado. Dizem que o tempo é inimigo do homem, mas isso pode ser evitado agindo em função do que amamos. E o que é aquilo que pode ser mais amado por nós mesmos do que nossos próprios filhos, e nossa família?