Os partos em diferentes culturas

13 de junho de 2020
O nascimento de um bebê é uma benção. Em qualquer cultura, esse fato representará a mesma alegria, embora a maneira de trazer os bebês ao mundo possa ser muito diferente.

O nascimento de um bebê é um dos eventos mais importantes na vida de uma mulher. A idade e a maneira de trazer uma criança ao mundo variam de acordo com os costumes e princípios de cada povo ou cidade. Os partos em diferentes culturas têm características que vêm sendo respeitadas há gerações, sem dar atenção aos avanços da medicina e da tecnologia.

Existem muitas técnicas que ajudam a mãe durante o parto. Entre elas, está o parto natural humanizado, o normal com anestesia, o parto na água, o induzido, a cesariana, o parto de cócoras e há até mesmo casos de mulheres que dão à luz em pé. Tudo isso dependerá do seu estado de saúde e da sua cultura.

Atualmente, na maioria dos países, existem centros de saúde que possuem salas exclusivas para partos que contam com grandes avanços tecnológicos. Graças a isso, essa experiência pode ser o menos traumática possível tanto para a mãe quanto para o bebê, pois são oferecidos um maior bem-estar e melhores cuidados de saúde para ambos.

Os partos em diferentes culturas africanas

Apesar dos avanços alcançados pela raça humana nos últimos séculos e décadas, ainda existem práticas que ignoram os novos cuidados que foram disponibilizados para as mulheres.

Os partos em diferentes culturas podem ser cruéis e ofensivos para a mãe, uma vez que alguns costumes radicais os tornam muito diferentes dos nascimentos aos quais grande parte do mundo está acostumada.

As mutilações genitais sofridas pelas mães africanas continuam a gerar debate no mundo inteiro, uma vez que elas são consideradas práticas desumanas e incompreensíveis. Além disso, no momento do parto, essas mulheres são expostas ao público e não podem manifestar um único gesto de dor, pois isso seria considerado uma ofensa à sua família.

Comunidades indígenas

Existem muitos rituais nas populações indígenas, mas o que predomina em todas elas é o parto que ocorre com a mulher sentada ou de cócoras, sempre na vertical. Durante o parto, as mães demonstram a sua coragem diante do povo, guiadas pela sua divindade.

Os partos em diferentes culturas

As mulheres em trabalho de parto sempre são acompanhadas pela parteira e pelo marido, o qual ajuda empurrando o abdômen da esposa para forçar a saída da criança. Enquanto isso, a parteira cria uma conexão com Deus e lhe confia a mãe e o filho para que sejam protegidos e tenham boa saúde.

Dar à luz na Oceania

Nessa cultura, o parto é um ato público, assim como na África. No entanto, nesse caso, as intenções da população que assiste são diferentes. Estão presentes familiares e amigos para encorajar a nova mãe através de canções e gritos de amor.

Logo após o parto, as mulheres são consideradas impuras e, por isso, ficam isoladas em um recinto fora da casa juntamente com os filhos. Elas só poderão estar ao lado do marido novamente 15 dias após o nascimento.

“Os partos em diferentes culturas têm características que vêm sendo respeitadas há gerações, sem dar atenção aos avanços da medicina e da tecnologia.”

Parto vertical nas Filipinas

Por sua vez, em muitas populações nas Filipinas, é praticado o parto em pé. Nele, a parteira fica sobre um rolo de bambu enquanto a mulher em trabalho de parto é suspensa em cordas até a saída da criança.

Trata-se de uma técnica extremamente perigosa que, de fato, diminuiu após a alta taxa de mortalidade causada pelas hemorragias graves sofridas pelas mães. Por isso, o atendimento em centros médicos próximos a essas populações têm aumentado gradualmente.

Os partos em diferentes culturas

Parto de cócoras

No antigo Egito, as mulheres davam à luz de cócoras, assim como os astecas no México e algumas populações africanas. Essa posição facilita a saída da criança por causa da pressão aplicada pelo seu próprio corpo ao abdômen e também pela inclinação da virilha para a sua saída.

Por mais que a ciência tenha evoluído em termos de técnicas para trazer as crianças ao mundo, muitas populações continuam com práticas perigosas que causam mortes desnecessárias ao se apegar a esses tipos de partos em diferentes culturas.

O ideal seria encontrar um equilíbrio entre a ciência e a tradição para que o bem-estar tanto da mãe quanto do bebê prevalecessem. Não há a necessidade de abandonar as tradições completamente, apenas de flexibilizá-las um pouco e aceitar algumas contribuições da medicina. Assim, a chegada do bebê ao mundo será muito mais fácil e menos arriscada.

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